Tristeza, a via de mão dupla...

28/08/2017

  Quantas vezes não nos decepcionamos com quem amamos? Talvez esse seja o "detalhe" mais cruel da história. A decepção dói porque ela vem justamente de quem menos esperamos e em situações aparentemente confortáveis. Foi o que aconteceu com a Seleção Brasileira esse final de semana, na Copa América.

  Passando pelo tão aguardado processo de reformulação, a seleção sucumbiu para si mesmo, amargando não só a eliminação na competição, mas principalmente a ausência no Panamericano de Lima, em 2019.

  O processo natural de reformulação, que atinge todas as esferas do basquete brasileiro, desde a administração até a seleção principal, não visa nesse primeiro momento grandes resultados, mas o desempenho abaixo do esperado atinge à todos, principalmente os personagens dessa nova história.
 

Ao lado de Fúlvio, Leo Meindl foi o jogador mais participativo da seleção (Fiba Américas).


  Isso porque, sem a pressão para resultados imediatos, o Brasil teria tempo para desenvolver os jovens valores, garimpando os mais maduros para a composição de uma equipe forte e heterogênea, visando a disputa dos Mundial de Basquete em 2019, competição que leva aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. 

  Agora, praticamente de fora dos Jogos Panamericanos, a seleção terá uma competição oficial a menos para lapidar novos talentos. Condição física e técnica não falta, já que não é de hoje que vários nomes despontam no cenário nacional e internacional (basta lembrar quantos jovens migraram para a NBA recentemente), mas a ambientação à seleção e aos grandes confrontos é fundamental para que o ciclo olímpico seja vencedor.

  Ainda que não fosse nossa seleção principal, deveríamos ter apresentado um equilíbrio maior, sobretudo emocional. Isso tudo é reflexo de um grupo jovem, que sentiu o momento recente do basquete brasileiro, conturbado e em débito com a própria história e com as categorias de base.

 

 Ato de indisciplina de Caboclo foi o reflexo da imaturidade brasileira (Fiba Américas).


  Que todos avaliem seus erros, continuem progredindo dentro de seus clubes e retornem mais preparados para os novos desafios com a amarelinha. Sabemos do potencial de cada um que esteve em solo colombiano, assim como de outros nomes interessantes que apareceram nos últimos dois anos dentro do NBB.

  O caminho para recolocar o basquete brasileiro no lugar que ele merece, entre as principais forças, é árduo, mas palpável, ainda mais se todos remarem juntos em busca desse objetivo.

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