Jovens aparecem como destaques ao final do primeiro turno

04/09/2017

  Parece que foi ontem que a bola subiu para o início do Campeonato Paulista de 2017. Mas, exatamente um mês após a partida inaugural, entre Franca e Mogi das Cruzes, um turno inteiro se passou, tempo suficiente para as equipes ganharem forma e os destaques aparecerem.

  Evidentemente que o maior destaque, nesse primeiro momento é a equipe francana. Com um investimento maior para essa temporada, montou um esquadrão forte que vem respondendo positivamente dentro de quadra, mantendo-se invicta após sete compromissos. Embora tenha atuado completa apenas na abertura da competição, a equipe de Helinho tem apresentado um basquete envolvendo, guiado pelos armadores Coelho e Alexey. Além deles, outro jovem tem sido fundamental na campanha francana, o pivô formado nas categorias de base, João Pedro. 

 

Ambientado à equipe e entrosado com Alexey, Coelho tem ditado o ritmo francano (Newton Nogueira/Franca).

 

  Logo atrás, empatados na segunda colocação, aparecem Mogi e Paulistano. Apesar das campanhas serem idênticas, as equipes apresentam características distintas nesse início de temporada.

  O atual campeão paulista apostou na manutenção da base como principal trunfo para a defesa do estadual e consequente desempenho ao longo da temporada, que ainda contempla o NBB. Apesar disso, ainda não viu o trio norte-americano mostrar todo o potencial que tem, principalmente Tyrone, um pouco aquém de Larry e Shamell. Como contrapeso, Vithinho tem respondido bem quando acionado, dando tranquilidade à equipe em momentos de dificuldade dentro dos confrontos.

 

Vithinho tem ganhado espaço nesse inicio de temporada pelo belo trabalho (Antônio Penedo/Mogi das Cruzes).

 

  Já o Paulistano sofreu algumas perdas ao final da temporada, e com a chegada dos recém contratados, Deryk e Fuller, ainda está readaptando seu jogo. Sem contar com um pivô de origem, a equipe de Gustavinho tem aproveitado da habilidade e versatilidade de seus jogadores, para atuar com uma formação leve e precisa nos arremessos de três pontos. 

  Fechando a parte de cima da tabela, aparece o Pinheiros. Explorando a experiência e liderança de seus jogadores mais experientes, como Toledo e Ansaloni, o clube da capital tem dado oportunidade para os meninos formados no clube mostrarem serviço. Quem tem aproveitado bem a chance recebida é Ruivo. O armador é o cestinha da equipe no Campeonato Paulista, com média superior à 13 pontos. A expectativa fica por conta da volta dos norte-americanos à equipe. Bennett já fez sua estreia na temporada, mas o clube ainda espera por Holloway e Chris Ware, pivô estadunidense que deve ser anunciado ainda hoje.

 

 Ruivo tem assimilado muito bem a função de armador na ausência dos norte-americanos (Ale da Costa).

 

   Quem vive situação semelhante nesse início de temporada é o Bauru Basket. Como de costume, a equipe tem priorizado o trabalho à longo prazo, inserindo aos poucos seus principais jogadores (Alex, Shilton e Hettsheimeir estreiam na quarta). Diferentemente do ano passado, quando os jovens sofreram com a falta de experiência e disparidade física, os meninos tem feito jogos mais equilibrados. Sustentados pelos novos reforços (Anthony, Isaac e Renan), Gabriel Jaú e Maikão tem se destacado. Maikão (foto/Victor Lira), por sinal, terminou o primeiro turno com média de duplo duplo, 14,33 pontos e 11 rebotes.

 

 

  Em seguida, América e Liga Sorocabana dividem a sexta colocação. Depositando suas fichas nos estadunidenses, os rivais tem sofrido com a menor contribuição dos demais atletas. Embora tenham feitos jogos equilibrados com equipes mais credenciadas, sobretudo sob seus domínios, não conseguem fazer frente justamente pela baixa distribuição no volume de jogo. Entretanto é preciso ressaltar o belo campeonato que Dornell Artis e Dontrell Brite vem fazendo até aqui.

 

  Na última posição aparece o Osasco, única equipe que ainda não venceu na competição. A equipe da Grande São Paulo tem sofrido nesse início de Campeonato Paulista com o desequilíbrio no elenco. Apesar da boa organização da equipe em quadra, papel que vinha sendo desempenhado por Aleo antes da grave lesão sofrida no joelho, a Coruja segue com baixa produção na alas, setor que poderia desafogar um pouquinho o garrafão. Por ali, Lupa e Pastor tem dado conta do recado. 
 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags