Paulistano vence batalha contra Bauru e engata sexta vitória consecutiva

24/09/2017

  Meu amigo, o reencontro entre os finalistas do último NBB, Bauru e Paulistano, pegou fogo. É bem verdade que não foi da forma que todos esperavam, já que as contratações feitas na pós temporada foram à altura das perdas de jogadores. Mas se o nível técnico deixou a desejar, outros ingredientes incrementaram a disputa, e quando eu falo disputa, é disputa mesmo.

  O duelo, vencido pela equipe da capital, em pleno Panela de Pressão, pelo placar de 79 a 73, foi uma verdadeira batalha, que não teve fim nem mesmo após o apito final. A falta de pulso da arbitragem, permitiu que vários contatos de um jogo pegado se transformassem em inúmeras provocações e reclamações, que se estenderam até o final do duelo, quando membros da comissão técnica do Paulistano tiveram ligeira discussão com jogadores do Bauru.

 

 Bauru levava vantagem com a força de seu garrafão, mas caiu na armadilha do adversário, eficiente no jogo de transição e velocidade (Victor Lira/Bauru Basket).

 

  Jogador mais eficiente da partida e cestinha de sua equipe com 22 pontos, Yago comentou sobre a importância do resultado positivo, já que os comandados de Gustavinho ainda sonham com a primeira colocação:

 

"Sabíamos que seria um jogo duro e uma vitória aqui é um passo muito grande para nós voltarmos para São Paulo. A gente vem de uma sequência de seis vitórias consecutivas e ainda brigamos pela primeira posição, Franca tem jogos difíceis e o campeonato está bem igualado."

 

  Se a vitória permite ao Paulistano sonhar com uma combinações de resultados que implicaria na liderança, a derrota frusta e muito os planos do Dragão, que vê as chances do terceiro lugar diminuírem consideravelmente após o revés. Para Demétrius, Bauru precisa corrigir algumas falhas que vem comprometendo a evolução da equipe:

 

"Não conseguimos defender como queríamos no último quarto, seguimos oscilando ainda. Precisamos de um pouquinho mais, buscar algo diferente, para não patinar mais. Precisamos colocar isso na cabeça, principalmente nessa fase decisiva, que são os dois últimos jogos e os playoffs."

 

O JOGO

 

  Quem esperava um grande duelo na reedição da decisão do último NBB, entre Bauru e Paulistano, teve de esperar um pouco. Isso porque os rivais vieram para a partida com muito mais velocidade e intensidade do que organização. Assim, em meio a um festival de arremessos precipitados de três pontos, o placar pouco se alterou, apontando 5 a 5 na metade da parcial.

 

  O nível técnico da partida começou a melhorar na reta final do período, quando Jaú converteu duas bolas consecutivas no perímetro e ainda serviu Anthony, para dar o controle de jogo aos mandantes. A resposta dos visitantes foi imediata, com Guilherme aparecendo tanto na linha dos três pontos, quanto na área pintada, para recolocar sua equipe próxima no marcador, 15 a 12.

 

  No início do segundo quarto, Bauru até iniciou em vantagem graças ao belo trabalho dos jovens formados no clube, Jaú e Gui Santos, responsáveis por arremessos certeiros no estouro do cronometro. Mas a partir dali prevaleceu a coletividade e a pontaria afiada dos comandados de Gustavinho. Com quatro dos cinco jogadores convertendo bolas de três pontos, o Paulistano passou a frente e estabeleceu uma vantagem segura no marcador pela primeira vez no confronto.

 

  Com a volta dos titulares e sobretudo de uma composição com três jogadores altos (Jaú, Hettsheimeir e Renan), o Dragão assegurou muitos rebotes que se tornaram fundamentais para a equipe contra-atacar e ir para o intervalo na cola do Paulistano, após Renan concluir duas ações consecutivas, com direito a ponte-aérea e arremesso do perímetro, 38 a 36.

 

 Com mão calibrada no perímetro e proteção aos rebotes, Jaú se aproximou do duplo-duplo (Victor Lira/Bauru Basket).

 

  O jogo, que já estava bom, ficou ainda melhor no segundo tempo. E isso não resume apenas as trocas de cestas francas entre Bauru e Paulistano, liderados pelos "baixinhos" Anthony e Yago. Devido a proximidade no placar e a rivalidade construída ao longo dos últimos anos, o duelo pegou fogo e obrigou a arbitragem esfriar os ânimos com a marcação de falta técnica e antidesportiva.

 

  Mas voltando a falar do jogo em si, nenhuma das equipes conseguiu neutralizar as virtudes do adversário. Na mesma intensidade que o Paulistano aparecia com tranquilidade na linha dos três pontos, com Fuller e Jhonatan; Bauru respondia com infiltrações de Anthony e domínio da tábua, com Hettsheimeir e Maikão. Se aproveitando dos lances livres desperdiçados pela equipe da casa, os visitantes fecharam o período na frente, 60 a 54.

 

  A situação tornou-se ainda mais complicada para o Dragão quando a equipe, após dois trabalhos consistentes da defesa, não soube aproveitar os contragolpes e acabou castigada do outro lado da quadra por Yago. Usando e abusando de sua velocidade e precisão na linha dos três pontos, o camisa 2 colocou a diferença acima dos dez pontos pela primeira vez na partida, justamente no momento mais importante do confronto.

 

  Sem outra alternativa, Bauru buscou a recuperação por ataques rápidos e defesa pressão. Embora Renan e Anthony tenham convertidos bolas do perímetro, Bauru demorou a encaixar uma sequência ofensiva. Quando utilizou a presença de garrafão de Hettsheimeir e a velocidade de Anthony, acabou perdendo a cabeça com uma lambança protagonizada pelos árbitros e mesários, que computaram apenas 1 ponto em bandeija do norte-americano. Depois do lance, o Dragão até tentou aproveitar da instabilidade do Paulistano, mas já era tarde demais, 79 a 73.

 

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