Playoffs do Paulista: Agora é pra valer!

Os playoffs do Campeonato Paulista finalmente chegaram, depois de uma longa primeira fase. Mas antes de falar sobre a partida entre Bauru e Pinheiros, que abre o mata-mata, vamos destrinchar cada série de quartas-de-final, apontando as características e destaque de cada uma das equipes.


Para não perder nenhum detalhe, já anote na agenda o calendário completo das partidas (Laranja Pulsante)


Na liderança da competição desde a primeira rodada, Franca aparece com total favoritismo diante do Osasco. Ao longo de toda a primeira fase, a equipe de Helinho mostrou a força de seu elenco, que conta com uma mescla interessante de jogadores experientes e jovens de grande potencial. Sob regência de Coelho e Alexey, Franca tem se destacado pelo poderio na área pintada, posição que foi reforçada para essa temporada e vem respondendo à altura, com média de 32 pontos por jogo, com destaque para Jefferson William e João Pedro.


Do outro lado, um Osasco que perdeu muita força com a lesão de Thyago Aleo. Sem seu principal jogador, que sofreu ruptura no ligamento cruzado do joelho no começo do estadual, o Osasco não apresentou a mesma organização e acabou fazendo uma campanha abaixo do esperado, já que em edições anteriores teve um desempenho de destaque. A expectativa fica por conta do trio composto por Pastor, Drudi e Lupa. A trinca é responsável por grande parte das ações da equipe, sobretudo no garrafão, onde a Coruja tem um aproveitamento satisfatório.


Diferença entre as equipes pode ser vista no equilíbrio entre os setores de quadra e participação dos suplentes (Bruno Ulivieri/Basquete Osasco).


Com campanha idêntica ao do líder Franca, o Paulistano chega aos playoffs vivendo um ótimo momento (acumula nove vitória consecutivas). A boa organização de jogo, que fica sob responsabilidade de Elinho e Yago (líderes em assistências), fez com que a equipe de Gustavinho superasse a reformulação do elenco, apresentando um basquete envolvente e equilibrado. Com arremessadores precisos na linha dos três pontos, mas também volume interno, o Paulistano é dono do melhor ataque da competição, com média superior a 84 pontos.


Já o América, seu rival nas quartas, vive uma realidade completamente diferente. Com dificuldades financeiras, não conta com um elenco competitivo e recheado como o do Paulistano, mas em contra-partida, tem o cestinha do campeonato, o armador Darnell Artis. Com média superior a 18 pontos por confronto, o americano dita o ritmo de jogo do time riopretense, que ainda conta com Knight e Ygor Viana na distribuição da pontuação.


Encerrando a lista dos times que aparecerem como favoritos nesse momento, o Mogi das Cruzes tem pala frente a Liga Sorocabana. Com uma base mantida há alguns anos, Mogi tem um padrão de jogo estabelecido, que passa muito pela mão do trio de norte-americanos, formado por Larry, Shamell e Tyrone. Apesar do grande volume de jogo do trio, Mogi encontra algumas dificuldades quando algum deles não está em grande noite ou acaba abusando do individualismo. No entanto, possui outros valores dentro do elenco, como o experiente Caio Torres e o jovem Vithinho.


Assim como o Mogi, o ritmo de jogo da Liga Sorocabana passa e muito pelas mãos de seus gringos. Como de costume, Rinaldo apostou suas fichas na vinda de estadunidenses e eles tem respondido à altura, dentro do que a realidade da Cavalaria permite. Com muitos recursos, como infiltração, individualidade e improviso, Cook e Brite são os destaques da equipe, que melhorou na reta final, quando outros nomes foram aparecendo, como Jackson, que tem um desempenho interessante na linha dos três pontos.


Rivais possuem estilo de jogo parecido, mas superioridade do Mogi é indiscutível (Vitor Geron).

Por fim, Pinheiros e Bauru tem tudo para fazer uma série equilibrada e tensa já que o confronto entre os times na semifinal do NBB9 foi recheado de provocações, com direito à provocações entre os jogadores, diretor do Pinheiros provocando a torcida bauruense, atitude que deu início a uma confusão no Ginásio Panela de Pressão.


Duelo entre os armadores Bennett e Anthony deve ser a tônica da série (Victor Lira/Bauru Basquete).


Além da vantagem no mando de quadra, o Pinheiros chega para os playoffs um pouco mais pronto do que o Bauru. Com um quinteto atlético e agressivo na marcação, sobretudo na saída de bola do adversário, a equipe da capital tornou-se a segunda equipe que mais rouba bolas na competição (9,21), situação que gera contragolpes bem aproveitados pela dupla norte-americana. Mas agora, a equipe terá de suprir a ausência de sua grande estrela. Por conta de uma cirúrgia de apêndice, Holloway está fora dos playoffs e também da Liga Sulamericana.


Do outro lado, Bauru ainda sofre com as oscilações nesse início de temporada. Devido às inúmeras mudanças no elenco, o Dragão ainda busca o equilíbrio e entrosamento ideal, que devem demorar um pouco a aparecer. Para contornar a situação, a equipe precisará de uma leitura de jogo mais inteligente, que passa pela responsabilidade dos jogadores mais experientes e maior agressividade em direção à cesta, especialmente na área pintada, já que a equipe é que tem menor volume de jogo no garrafão, com média de 24 pontos por partida.


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