Clássicos marcam semifinais do Campeonato Paulista

Velhos conhecidos, de recentes e apimentados duelos, voltam a ficar frente a frente na semifinal do Campeonato Paulista, a partir de amanhã, quando Franca e Bauru abrem o playoff, às 18 horas, no Pedrocão. No domingo, Paulistano e Mogi dão sequência ao mata-mata, na capital paulista. Além do retrospecto recente de confrontos em playoffs, os semifinalistas tem muito mais em comum. Com elencos recheados de grandes jogadores, despontam nesse início de temporada como principais forças do basquete nacional, vivendo a expectativa de serem protagonistas do Novo Basquete Brasil, ao lado de Flamengo e Vasco. Se não bastasse todos esses ingredientes, os adversários chegam à semifinal com a confiança lá em cima, já que todos eles despacharam seus oponentes por 2 a 0 na fase anterior. Mas chegou a hora de falarmos um pouquinho mais de cada duelo, destacando os pontos fortes das equipes, relembrando os últimos confrontos e projetando o embate entre os rivais.


Franca x Bauru


Confronto de maior teor histórico coloca frente a frente equipes que, embora cheguem com campanhas opostas nesse duelo, tem muito em comum, a começar pela formação do elenco. Com grandes ambições para essa temporada, foram ao mercado e trouxeram reforços de peso, que já começam a assumir a liderança dos times.


Com grandes jogadores na posição, Franca e Bauru devem travar um duelo acirrado no garrafão (Victor Lira/Sendi Bauru Basket).

Como Franca iniciou a pré-temporada antes, fez uma primeira fase praticamente irretocável, liderando de ponta à ponta, ganhando entrosamento e encorpando enquanto equipe. Bauru, como de costume, iniciou o estadual com os garotos da base, priorizando a Liga das Américas, competição que tem feito parte do calendário anual do Dragão.


Assim, a equipe de Helinho chegou ao mata-mata mais preparada, com os armadores exercendo boa movimentação de bola, um garrafão forte e um banco seguro, condição que dá sustentabilidade ao time durante as partidas. Entretanto, no duelo contra o Osasco ficou evidente a falta de um jogador mais físico na posição 5. Por ali, Lupa e Drudi, levaram vantagem, impondo dificuldades no segundo jogo da série.


O talento e a liderança de Anthony e Alex, somado à evolução dos jovens formados na base, como Gui Santos e Stefano, deu a Demétrius uma opção interessante quanto à profundidade do elenco. Aos poucos, com a chegada de Hettsheimeir e retorno de Renan, que estava na seleção, a equipe foi se alinhando. Essa crescente pôde ser vista diante do Pinheiros, quando Bauru voltou a apresentar uma defesa consistente, marca da equipe campeã do NBB. Porém, a equipe da Sem Limites ainda carece de um entrosamento e consistência maior.


Decisivo na primeira fase, Alexey está machucado e só deve voltar nas partidas em Bauru (Victor Lira/Sendi Bauru Basket).


Para corroborar quão equilibrada deve ser a série, nos últimos dez jogos entre as equipes, foram cinco vitórias para cada lado, com destaque para os dois triunfos obtidos por Franca nessa temporada e o triunfo bauruense sobre o rival na semifinal do ano passado.


Paulistano x Mogi


Do outro lado, Paulistano e Mogi fazem uma semifinal com contornos peculiares. Apesar das campanhas serem muito próximas, terminaram na segunda e terceira colocação com apenas uma vitória de diferença, possuem mais diferenças do que semelhanças no estilo de jogo.


Mantendo as raízes defensivas, Gustavinho conseguiu dar uma nova cara à equipe do Paulistano. Reformulado após as saídas de jogadores importantes na campanha do vice-campeonato nacional, o time mostrou um basquete envolvente e organizado, virtudes que podem sem encontradas na individualidade de Yago e Elinho, respectivamente. A eficiência da dupla, somada ao brilho de Lucas Dias e ao potencial do quinteto nas bolas de três pontos, rendeu ao time a condição de melhor ataque ao longo da primeira fase.


Para essa temporada, Mogi manteve a base do seu elenco, fazendo apenas algumas trocas na rotação da equipe campeã do último Campeonato Paulista e Liga Sulamericana. A medida era uma clara tentativa de dar uma repaginada, buscando jovens que pudessem fazer a diferença vindo do banco. Mas até agora, o que se viu foi um Mogi muito parecido com o do ano passado, dependente do seu trio de norte-americanos e das investidas de Vithinho, que há algum tempo pede passagem no quinteto titular mogiano. O grande desafio para Guerrinha é corrigir a concentração e a distribuição de jogo do seu time.


Confronto entre Larry e Yago vai ser de tirar o fôlego (Reprodução).

Apesar do Paulistano apresentar um equilíbrio maior nesse início de temporada, Mogi leva a melhor no retrospecto recente, com 7 vitórias nos últimos 10 jogos. Mais do que os sete triunfos, a equipe do Alto Tietê eliminou o rival em duas ocasiões, na semifinal do Paulista e da Liga Sulamericana, competições vencidas pelo time mogiano.


Todos esses confrontos criou uma rivalidade entre as equipes que pode ser atribuída também à elementos alheios às quatro linhas. Não foram poucas as vezes que Gustavinho se envolveu em alguma confusão, seja ela com os jogadores do Mogi, banco adversário (Paco e Guerrinha) ou ainda com a torcida mogiana.


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