Bauru vence duelo emocionante e segue vivo no paulista

19/10/2017

  Um clássico do tamanho de Bauru e Franca pode ser contado sobre diversas perspectivas. Mas sem dúvida nenhuma, a que melhor reflete o triunfo bauruense sobre o rival, essa noite, pelo placar de 76 a 75, é a dose alta de tensão vivenciada no Ginásio Panela de Pressão.

 

  Como era de se esperar, pela semelhança entre as equipes, os rivais travaram um duelo equilibrado, diferentemente do que aconteceu nas duas primeiras partidas da série, dominadas pela equipe francana. Durante grande parte da partida, os rivais se alternaram no controle do jogo, embora nenhum deles conseguissem desgarrar, tamanha a intensidade e equilíbrio das duas equipes.

 

Armadores puxaram a pontuação de suas equipes, terminando como cestinhas, com 24 pontos de Anthony e 16 de Coelho (Victor Lira/Bauru Basket).

 

  Além da maior consistência apresentada ao longo dos 40 minutos, o capitão bauruense, Alex Garcia, fez questão de ressaltar a recuperação da solidez defensiva como ponto fundamental para o triunfo dessa noite:

 

"Hoje conseguimos marcar, tiramos o cestinha da equipe deles do jogo e eles tiveram que buscar outras opções. Os erros na reta final prejudicaram, a vitória poderia ter sido mais tranquila, mas o importante é o resultado final. Vencemos uma mas temos mais uma batalha amanhã. Vamos descansar e ir com tudo." 

 

  Como dito pelo Brabo, Bauru poderia ter alcançado a vitória com mais tranquilidade, se tivesse aproveitado as oportunidades que teve na linha do lance livre, especialmente nos minutos finais, quando a vantagem foi escorrendo pelos dedos com requintes de drama. Franca também deixou muitos pontos na linha do lance livre, mas quando precisou convertê-los para montar uma recuperação, aproveitou as oportunidades.

 

  Ao final da partida, Helinho minimizou a derrota e mostrou o caminho para que sua equipe possa se recuperar da derrota e voltar para casa com a vaga à final na mala:

 

"São dois times que se equivalem, decidido apenas no final, nos detalhes. Precisamos de mais concentração, fazer tudo aquilo que a gente vem preparando, dentro do nosso sistema, para ter a tranquilidade no final."

 

 

O JOGO

 

  Os primeiros minutos da partida três entre Bauru e Franca ficaram marcados pela grande quantidade de erros. As equipes até movimentavam a bola, mas com baixo aproveitamento nos arremessos, pouco modificaram o placar. Ambientado com o Panela de Pressão, Jefferson foi o responsável pelos primeiros cinco pontos de Franca na partida. Vindo do banco, Gui Santos deu outra cara ao Bauru. Agressivo nos dois lados da quadra, o ala-armador recuperou bolas, pontuou e serviu seus companheiros, dando o controle do jogo aos mandantes. Nos instantes finais, o duelo ficou marcado pelo confronto particular entre Anthony e Coelho. O americano anotou nove pontou, comandando a frente ofensiva bauruense, que só não teve uma vantagem maior ao final do quarto, porque Coelho foi servir Cipolini e acabou anotando bola de fora, 20 a 16.

 

  Assim como no primeiro período, os rivais demoraram a movimentar o marcador, principalmente porque apostaram e muito nas bolas de três pontos. Com uma leitura correta, Franca passou a distribuir suas investidas, mesclando bolas de fora com infiltrações, finalizadas por Pedro, Cassiano e Gruber. Assim, a equipe comandada por Helinho retomou a liderança ainda nos primeiros minutos da segunda parcial. Depois de muitas modificações, Demétrius encontrou uma equipe equilibrada com a presença de dois pivôs. Com Shilton e Maikão, dominou o garrafão, recuperando a dianteira. Mas, na última investida, Coelho puxou contragolpe e serviu Cassiano, que deu números finais ao primeiro tempo, 37 a 36.

 

No momento de maior dificuldade dentro da partida, Shilton trancou o garrafão. Ao todo foram 11 rebotes para o pivô (Victor Lira/Bauru Basket).

 

  O início da etapa complementar foi um verdadeiro jogo de xadrez. Mais organizado, o Bauru movimentava a bola com facilidade, encontrando espaços na defesa francana para converter as jogadas em bolas de segurança, com destaque para Anthony e Isaac. Com dificuldade para entrar na defesa bauruense, que protegeu muito bem o garrafão, Franca respondia com a pontaria calibrada de Leo Meindl nas bolas da zona morta. Aos poucos, os visitantes melhoraram a postura defensiva, dificultando a ação dos bauruense, que por mais que fosse nitidamente superior no período, não conseguiu desgarrar no marcador, 52 a 51.

 

  O jogo, que já era quente, esquentou de vez no último quarto. A começar pelo confronto pessoal entre Stefano e Jefferson, responsáveis pelos primeiros cinco pontos de cada equipe. Depois entrou em cena a arbitragem, um tema chato de se falar, mas extremamente necessário, já que o trabalho exercido pelos homens do apito, por incrível que pareça, piora drasticamente a cada ano que passa. Em menos de dois minutos o trio perdeu o controle da partida ao anotar uma falta técnica e uma antidesportiva para cada lado, em jogadas que caberia uma simples infração.

 

  Mas não foi só por conta desses aspectos que o jogo pegou fogo. Liderado por Isaac e Shilton, Bauru emplacou bons trabalhos defensivos que renderam contragolpes, aproveitados pelo próprio ala, por Anthony e Alex, dando ao Dragão sua maior vantagem na partida, de nove pontos. Com pouco menos de dois minutos para o final do duelo, Franca adotou a estratégia de colocar os mandantes na linha do lance livre em troca de ataques rápidos. Diante de alguns desperdícios dos donos da casa e da liderança de Leo Meindl, os visitantes foram cortando a diferença até alcançar a virada, em arremesso longo de Leo, a cinco segundo do final do jogo. Em um momento de pouca concentração, Coelho cometeu falta em Anthony, que não desperdiçou a oportunidade e definiu a partida, 76 a 75.

 

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