Na prorrogação, Paulistano carimba vaga na final

24/10/2017

Está definida a final do Campeonato Paulista de 2017. Com vitória dramática, com direito a virada após sair perdendo a série por 2 a 0, o Paulistano enfim fez valer o mando de quadra e garantiu a classificação à final com o triunfo por 98 a 96, em cima do Mogi das Cruzes, em duelo decidido apenas na prorrogação.

 

O abraço entre os jogadores do Paulistano traduz o tamanho do feito conquistado pela equipe. Depois de perder os dois jogos em casa, foi buscar o resultado em Mogi, trouxe de volta a série para seus domínios e contou com uma noite iluminada de Jhonatan, autor de um duplo duplo, 23 pontos e 11 rebotes, para eliminar o atual campeão paulista.

 

 Com basquete coletivo, Paulistano desbancou o Mogi das Cruzes (Cairo Oliveira).

 

Por falar nele, Mogi se despede do estadual com o gostinho amargo de cometer os mesmos erros que o tiraram do NBB ainda nas quartas, para o Vitória. Refém da individualidade do seus norte-americanos, Tyrone foi quem se destacou essa noite, não consegue entregar o que se espera desse time, recheado de grandes jogadores, que ficam muitas vezes longes um do outro dentro de quadra.

 

Agora, os dois melhores times da primeira fase, Franca e Paulistano medirão forças na decisão a partir dessa quinta-feira, em partida agendada para o Pedrocão. 

 

O JOGO

 

Disposto a aproveitar o mando de quadra e reverter a série, o Paulistano impôs um ritmo muito forte nos primeiros minutos de partida. Pressionando a troca de passes do adversário, neutralizou as principais armas do adversário e saiu em velocidade para contragolpear, quase sempre na linha dos três pontos, com Fuller preciso. Nos instantes finais, Filipin e Vithinho comandaram a reação do Mogi, diminuindo a vantagem que chegou a onze pontos, 25 a 20.

 

 Fuller foi uma das principais referências ofensivas de Gustavinho (Cairo Oliveira)

 

Diferentemente do período anterior, os rivais demoraram a pontuar. Mas, aos poucos, a equipe mogiana foi se aproveitando da defesa bem postada e dos rebotes ofensivos para começar a tomar conta da partida. Em dois contra-ataques puxados por Shamell e Tyrone, Mogi finalmente passou à frente. Sem a mesma liberdade no perímetro, os mandantes passaram a explorar as trocas de passes entre Deryk e Du Sommer, mas a equipe de Guerrinha manteve a compostura e fechou o primeiro tempo na dianteira, 44 a 39.

 

Mas não demorou muito para o Paulistano recuperar a liderança. Voltando a aplicar uma defesa agressiva na linha do passe, isolou as peças do Mogi, que ficou inoperante na frente. Assim, com direito a duas bolas de três pontos, de Deryk e Jhonatan, aplicou uma corrida de 9 a 0 e voltou a assumir as rédeas da partida. Mesmo sem o brilho de sempre, Larry movimentava a bola, tentando exercer a função de líder e armador, mas sem muita inspiração e companhia, pouco modificava o contexto do duelo. Mais colaborativo, o Paulistano ia solidificando a vantagem com bolas de fora de Guilherme e Lucas Dias. No minuto final, Vithinho foi mais incisivo e chegou a descontar a diferença no marcador, 68 a 62.

 

Pela primeira vez dentro da partida, os rivais tiveram um início de quarto equilibrado. Mas, depois de algumas trocas de cestas, a equipe da casa emplacou duas bolas do perímetro, com Yago e Jhonatan e recolocou a vantagem na casa dos dígitos duplos, praticamente na metade da parcial. Apagado na partida, Shamell buscou o jogo e, se não conseguia concretizar as jogadas, servia seus companheiros, especialmente Fabricio. Com duas bolas de três pontos e assistência precisa para Jimmy, o ala decretou o empate, a menos de dois minutos para o final do jogo. Depois de algumas investidas rápidas, nenhum dos times conseguiu desempatar a partida, que só foi decidida na prorrogação após o empate em 87 a 87.

 

Após a exclusão de Tyrone, no início da prorrogação, Shamell ficou sobrecarregado (Cairo Oliveira).

 

Mais maduro, Mogi iniciou melhor o tempo extra. Valorizando a posse de bola e procurando as infiltrações, Larry anotou os primeiros pontos mogianos com bandeja e lances livres. O Paulistano respondia na mesma moeda, mas sempre que tinha a possibilidade de voltar a liderar, se precipitava e queimava arremessos de três pontos. A tensão ficou ainda mais elevada nos dois minutos finais do período. Após tapinha de Fabricio, Mogi colocou três pontos de vantagem. Na sequência Fuller anotou cinco pontos consecutivos e deu a liderança ao Paulistano. Com 27 segundos no relógio, Shamell infiltrou e em jogada polêmica acabou andando (ala reclamou de falta). Larry ainda recuperou a bola e Mogi partiu para a última investida. porém mesmo com alguns rebotes ofensivos, a bola teimou em não cair e o Paulistano carimbou o passaporte, 98 a 96.

 

 

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