Franca e Paulistano iniciam disputa pelo título paulista

25/10/2017

Tá chegando a hora, meus amigos. Franca e Paulistano iniciam amanhã, às 20 horas, a disputa pelo título do Campeonato Paulista de 2017. Os rivais chegam à final com propriedade, depois da sólida campanha feita na primeira fase e segurança nos playoffs.

 

 Franca e Paulistano venceram 14 dos 16 jogos da fase regular do Paulista (Gazeta Press).

 

Franca chega para a decisão vivendo a melhor fase dos últimos anos. Depois de algumas temporadas com dificuldades financeiras que o colocaram na condição de coadjuvante, a diretoria costurou parceria com o Sesi e montou um time forte. Além de renovar com peças interessantes que a equipe já tinha no elenco, Franca buscou jogadores experientes e de qualidade para dividir a responsabilidade com os mais jovens.

 

A sintonia foi quase que instantânea. Com um basquete envolvente e intenso, fruto da profundidade do plantel, Franca deslanchou no início do campeonato, acumulando vitórias e disparando na liderança da competição, mesmo com alguns desfalques em determinadas partidas, em virtude de lesões ou convocações para a seleção brasileira. 

 

Apesar de Franca se destacar pela força dentro do garrafão, tem bons arremessadores do perímetro, como Jefferson (Bruno Ulivieri/Basquete Osasco).

 

Nos últimos jogos da primeira fase, o time sofreu duas derrotas para concorrentes diretos (Mogi e Paulistano), mas nada que comprometesse a campanha, fundamental para que o time assegurasse a primeira colocação, em casa, diante do América.

 

Nas quartas de final, Franca despachou o Osasco, sendo superior nas duas partidas. Na sequência eliminou o Bauru, um dos seus maiores rivais que vinha o eliminando nos últimos estaduais, com direito a dois jogos impecáveis dentro de casa e um triunfo na casa do Dragão, fechando a série em 3 a 1.

 

Excluído na última partida diante do Bauru, Leo Meindl é desfalque certo no primeiro duelo da final (Divulgação/Franca).

 

O Paulistano também passou por uma reformulação, mas vive um momento diferente. Assim como Franca, o Paulistano não tinha lá muitos recursos para disputar a contratação dos principais nomes do mercado nos últimos anos. Gustavinho, então, decidiu apostar em jovens com alto potencial para trabalhar a longo prazo, priorizando o desenvolvimento dos meninos acima de qualquer resultado.

 

Os garotos foram compreendendo o estilo de jogo imposto pelo treinador e evoluindo, desbancando favoritos, até chegar à decisão do NBB9. O título não veio, mas muitos deles chamaram a atenção e acabaram sendo fisgados por clubes do Brasil, da Argentina e da NBA. A reposição foi feita à altura e aos poucos o novo Paulistano voltou a mostrar sua força, brigando até a última partida pela liderança geral com Franca.

 

A equipe tirou de letra o primeiro desafio nos playoffs, diante do América (2 a 0). Mas na semifinal a história foi completamente diferente. Com elencos equilibrados, Paulistano e Mogi travaram um duelo acirrado, com os visitantes levando a melhor nos quatro primeiros jogos da chave. Porém, no quinto jogo o time não vacilou, sustentou a pressão mogiana nos minutos finais e garantiu a classificação.

 

Paulistano se destaca pela defesa agressiva e jogo em transição que muitas das vezes acabe definido na linha dos três pontos (Reprodução).

 

Diante de todos esses elementos, é possível imaginar uma final equilibrada e eletrizante, digna de duas grandes equipes, comandadas por dois jovens e competentes treinadores. 

 

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