Brasil de Aleksandar Petrovic estreia com vitória nas eliminatórias

25/11/2017

O croata Aleksandar Petrovic iniciou sua trajetória com o pé (ou a mão) direita à frente da seleção brasileira. Na estreia das Eliminatórias para a Copa do Mundo da China de 2019, o Brasil venceu o Chile, fora de casa, pelo placar de 86 a 73.
 

Mesmo com as ausências importantes de jogadores que atuam na NBA, o Brasil não teve grandes dificuldades para derrotar os anfitriões. Liderada por Alex Garcia e Anderson Varejão, a seleção brasileira assumiu o controle de jogo ainda no primeiro quarto e aos poucos foi se encontrando enquanto equipe, com destaque para contribuições de Leo Meindl e Lucas Dias, promessas do basquete nacional.

 

 Varejão mostrou boa forma na volta à seleção brasileira (Reprodução/Esporte Interativo).

 

O único momento de instabilidade da equipe foi na reta final, quando as principais referências já tinham deixado a quadra e os garotos não conseguiram manter a consistência, cometendo erros bobos que podem ser atrelados a baixa idade e também ao crescimento de produção ofensiva dos mandantes, que tinham na bola de três pontos sua principal arma.

 

São essas lições que o Brasil traz para casa, já que na segunda-feira enfrenta a Venezuela, às 20:30, na Arena Carioca 1, em um duelo que promete exigir muito mais da equipe, já que o adversário, mesmo com a crise financeira, segue entre as principais forças do continente.

 

O JOGO

 

Quem esperava uma formação mais conservadora para o início das Eliminatórias e do trabalho de Aleksandar Petrovic à frente da seleção, se surpreendeu. Mantendo uma espinha dorsal experiente, o croata apostou na dupla do Paulistano, Yago e Lucas Dias, para dar velocidade e verticalidade ao quinteto inicial. Nos primeiros minutos já foi possível ver um posicionamento defensivo seguro e trocas rápidas de passes nos contragolpes. No entanto, concentrando suas ações apenas nas bolas de três, o Brasil não aproveitou as oportunidades, dando moral para o Chile gostar do jogo e abrir ligeira vantagem no marcador, com Herrera e Isla. Quando equilibrou as ações, direcionando as conclusões para bolas de segurança, a seleção brasileira virou o jogo com relativa facilidade, em infiltrações de Yago e domínio do garrafão de Anderson Varejão, 15 a 12.
 

Assim como grande parte do primeiro quarto, o começo do segundo período ficou marcado pelo equilíbrio, com os adversários apostando no trabalho de seus pivôs (Hettsheimeir e Reyes). Superior tecnicamente, o Brasil só conseguiu deslanchar após a entrada de Leo Meindl. Inteligente, o ala encontrou espaços na defesa do Chile através de infiltrações, colocando a diferença em oito pontos. Empurrada pela torcida, a seleção chilena voltou a encostar após sequência de Herrera que, no retorno à quadra após alguns minutos de descanso, pontuou em arremesso longo e bandeja. Mas não demorou muito para os pupilos de Petrovic ajustarem a defesa diante do chileno, recuperando o contragolpe, muito bem aproveitado por Hettsheimeir, Alex e Ricardo Fischer, 37 a 28.

 
 

 

Alex protagonizou jogada mais bonita da noite ao receber passe de Fischer e enterrar com propriedade (Reprodução).

 

 

O Brabo, ao lado de Varejão, foi o grande nome do Brasil na volta para o segundo tempo. Experientes, lideraram à equipe dos dois lados da quadra com todo o repertório acumulado ao longo de suas carreiras. Seguros na defesa, foram decisivos no ataque, principalmente próximos à cesta, onde acumularam rebotes e bolas de segurança, por meio de bandejas e lances livres, colocando a diferença acima dos dez pontos pela primeira vez na partida. A sequência elevou a confiança do grupo, que foi se soltando e apresentando um basquete envolvente, com base nas jogadas em velocidade de Yago e crescimento de produção de Lucas Dias. No final, Moralez converteu dois arremessos de muito longe, diminuindo o prejuízo parcial, 62 a 47.

 

Qualquer esperança de recuperação de chilena parecia cair por terra com o início sólido de último quarto do Brasil. Explorando as limitações físicas do adversário e aproveitando a falta antidesportiva cometida em cima de Leo Meindl, a seleção brasileira construiu sua maior vantagem no jogo, de vinte e um pontos. A larga vantagem deveria dar tranquilidade aos visitantes, mas não foi bem o que aconteceu. Disperso, o Brasil desperdiçou bolas bobas e viu os anfitriões cortarem rapidamente a desvantagem no placar com bandejas de Marechal e bola de três pontos de Herrera e Moralez. No entanto, o crescimento do Chile esbarrou na luta contra o relógio e o Brasil pode respirar aliviado, 86 a 73.

 

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