Caxias brilha no último quarto e acaba com a invencibilidade do Mogi

07/12/2017

O Caxias tem se tornado uma grata surpresa no NBB. Depois de vencer o Bauru, o Campo Mourão e a LSB, além de vender caro as derrotas para Franca, Minas e Flamengo, o time gaúcho fez mais uma vítima. Atuando mais uma vez dentro de casa, venceu o Mogi das Cruzes por 66 a 65, encerrando a invencibilidade dos paulistas nas competição.

 

Como vem sendo marca registrada até aqui, o Caxias contou com a aplicação tática para superar um dos favoritos ao título nacional. Seguro na defesa e consciente no ataque, se manteve vivo no jogo até emplacar uma sequência fulminante no início do último período, transformando uma desvantagem de onze pontos, em liderança na casa de oito pontos.

 

Surpreende também a forma com que a equipe alcançou esse feito, já que diferentemente do que se esperava (pelos desfalques do Mogi), os mandantes tiveram menos atletas participando da rotação. Ainda assim, cada integrante soube contribuir cada um à sua maneira.

 

Com 14 pontos e quatro roubadas de bola, Alex foi fundamental na recuperação dos mandantes (Matheus Magnani).

 

Do outro lado, os paulistas sofreram com o rendimento dos principais jogadores na reta final. Apesar da consistência da equipe e sobretudo de Shamell ao longo da partida, o time sentiu muito o bom momento vivenciado pelo rival, mas não soube contornar a situação.

 

O JOGO

 

A partida entre Caxias e Mogi começou equilibrada e com os rivais apostando nas bolas de três pontos. Com melhor aproveitamento no perímetro, sobretudo após os arremessos certeiros de Cauê Verzola e Alex, os mandantes assumiram a liderança, mas seguido de perto pelos paulistas, que contavam com o brilho individual de Larry Taylor para se manter na cola. Devido a maior distribuição do volume de jogo, os sulistas chegaram a abrir cinco pontos de vantagem na metade da parcial, mas os visitantes reagiram e buscaram o empate com Shamell e Filipin, 18 a 18.

 

No segundo quarto o equilíbrio deu lugar ao domínio mogiano. Agressivo na defesa, fez com que o adversário cometesse erros (seis em apenas quatro minutos), utilizando o contragolpe para desgarrar no marcador ainda no primeiro minuto, com direito a duas bolas de fora de Shamell. Nem as instruções e modificações de Rodrigo Barbosa deram jeito no Caxias. Em meio a uma ou outra investida com sucesso, Mogi mantinha a consistência, distribuindo a pontuação, inclusive com Jimmy e Tyrone, apagados até então. Assim, o time visitante foi abrindo frente e fechou o primeiro tempo com certa gordura no marcador, 37 a 25.

 

O duelo que vinha sendo disputado em um bom ritmo, esquentou de vez no início da etapa complementar, e muito em função da questão disciplinar. Em apenas três minutos, os times foram penalizados com cinco faltas técnicas ou antidesportivas (três a favor do Mogi e duas para o Caxias). O saldo de toda essa confusão de certa forma foi favorável aos paulistas, que abriram quinze pontos após lances livres de Wesley Sena. Mas, em contrapartida, pendurou muitos atletas da equipe, como o próprio pivô e o ala-pivô Tyrone. Explorando essa situação, o time da casa intensificou as investidas, tanto na defesa quanto no ataque, diminuindo a vantagem mogiana após arremesso de Cafferata, 52 a 41.

 

Cestinha da partida com 21 pontos, Shamell até tentou responder para o Mogi, mas não conseguiu evitar a derrota (Matheus Magnani).


Se o Caxias não conseguiu traduzir o bom momento vivenciado no período anterior e uma real aproximação, no último quarto foi imponente. Liderado por Cafferata, autor de duas bolas de três pontos no primeiro minuto, o representante do Rio Grande do Sul não tomou conhecimento do líder da competição e foi cortando a diferença até chegar a virada ainda na metade da parcial, quando anotou vinte pontos, contra apenas dois do rival.

 

A liderança mexeu com os ânimos das equipes. Tranquilo, o Caxias cadenciou o jogo, explorando as bolas de segurança e os lances livres, quase sempre com Cafferata e Pranhos. Atordoado, Mogi só voltou a pontuar na reta final, quando Shamell chamou a responsabilidade, baixando a diferença para apenas um ponto, com menos de um minuto para o final da partida. Com pouco tempo para o final do duelo, os mandantes optaram por atacar próximo ao estouro dos 24 segundos, com Cauê Borges. A bola do armador não caiu e os visitantes tiveram alguns segundos para tentar dar o bote final, mas Tyrone não percebeu a chegada de Paranhos, que garantiu o triunfo do time da casa com um toco espetacular sobre o norte-americano, 66 a 65.

 

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