Desequilíbrio defensivo leva Vasco a lanterna do NBB

09/12/2017

Depois de cair precocemente na temporada passada, ainda nas oitavas de final para o Pinheiros, a diretoria cruz-maltina resolveu investir pesado, reformulando a equipe, sem medir esforços para que o cruz-maltino brigasse por títulos, retomando o caminho das glórias vivenciado sobretudo entre o final dos anos 90 e começo dos anos 2000, quando o sagrou-se Bicampeão Brasileiro e Sulamericano, além de levantar o troféu mais importante de sua história, o de Campeão Mundial.

 

Chegaram nada mais nada menos que oito jogadores, todos com história marcada dentro do NBB. Do Brasília veio o esqueleto da equipe, formado por Fúlvio, Giovannoni e Lucas Mariano. Além deles, vieram os alas Gui Deodato e Dedé, jogadores que acumulam conquistas por Bauru e São José. Formado no clube paulista, Gustavo, promessa do basquete nacional chegou para fechar a lateral. Completando a lista de reforços, Renato e Hayes desembarcaram para trabalhar dentro do garrafão, mantendo a intensidade com a possível variação entre os pivôs titulares e reservas.

 

Com todas essas contratações e manutenção de Nezinho e David Jackson, estava formado um time fortíssimo, credenciado a brigar por todos os títulos que viesse pela frente, como queria a cúpula do Gigante da Colina.

 

Com o cancelamento do Campeonato Carioca, não só o Vasco, como todos os demais clubes do estado, acabaram prejudicados. Assim, as primeiras impressões a respeito da equipe vieram apenas na Copa Avianca, competição preparatória para o NBB10! No torneio o Vasco mostrou sua força, conquistando o troféu com um basquete envolvente, repleto de articulações entre os armadores e os pivôs da equipe.

 

 Equipe conquistou de forma irretocável o troféu da Copa Avianca (Marcos Vieira).

 

A conquista despertou ainda mais expectativas sobre o esquadrão cruz-maltino, mas elas não foram correspondidas nesse começo de temporada. É bem verdade que ofensivamente o time é extremamente perigoso, já que explora a individualidade de cada jogador em prol da equipe. Não à toa é a terceira equipe que mais distribuiu assistências (19,33), atrás apenas do Flamengo e do Minas, times que figuram no G4 da competição.

O ataque (oitavo mais produtivo com 75,6 pontos por partida) poderia até ser mais eficiente se os jogadores caprichasse um pouquinho mais nos lances livres. Com média de 71% de aproveitamento, o Vasco não é o pior clube na linha do lance livre, mas os desperdícios tem custado caro, já que muitas das derrotas tem sido por uma baixa diferença de pontos.

 

Se o desempenho ofensivo é, de uma forma geral, satisfatório, do outro lado da quadra a história é completamente diferente. Mesmo sob o comando de Dedé Barbosa, treinador que preza e muito pela consistência defensiva, o time apresenta a segunda pior defesa da competição (79,3 pontos sofridos por jogo), a frente apenas do Paulistano, por incrível que pareça.

 

Jogadores com mais força defensiva podem ajudar na recuperação cruz-maltina (Paulo Fernandes).

 

Como podem ver, esse balanço tem sido extremamente desfavorável ao clube, que não consegue embalar na competição ancorado apenas no volume ofensivo e no brilho individual, acumulando apenas uma vitória em seis partidas realizadas.

 

Resta saber como o Vasco fará para contornar essa situação, tendo em vista a necessidade de uma recuperação rápida, uma vez que o campeonato está em andamento e muitos dos seus jogadores tem como principal característica o volume ofensivo. É como aquele velho ditado: "Às vezes é necessário dar um passo para trás, para poder dar dois passos para frente".

 

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