Pinheiros vence jogo nervoso diante do Joinville e mantém invencibilidade

O Pinheiros manteve a invencibilidade no NBB10. Mas para isso, precisou passar por cima de um aguerrido e equilibrado Joinville, além das polêmicas envolvendo o trio de arbitragem, para enfim sacramentar o triunfo por 90 a 82.


Antes de falarmos sobre a lambança protagonizada pelo juízes, vamos falar da grande partida protagonizada pelos dois clubes. Embora vivam uma realidade completamente diferente, não só na campanha até aqui, como também na estrutura e nos investimentos, os rivais fizeram um jogo de tirar o fôlego!


Apesar das poucas trocas de liderança, os adversários se mantiveram próximos no marcador durante todo o confronto, exigindo sempre uma variação do oponente, tanto defensiva, quanto ofensiva.


Joinville e Pinheiros fizeram uma partida franca, decidida nos minutos finais (Reprodução/LNB).

Por tudo isso, a arbitragem deveria ter aparecido menos. Não foram poucas as vezes que o trio desagradou as duas equipes, com faltas inexistentes, prepotência e retardo na retomada da partida.


O ápice foi a exclusão de Bennett. Ao final do primeiro quarto, o atleta, do banco de reservas reclamou com a arbitragem e foi punido com duas faltas técnicas. Por estar fora da quadra, a punição deveria ser direcionada ao banco e o jogador voltar a partida normalmente, como aconteceu. No entanto, depois de participar de todo o segundo período, o ala-armador foi excluído ainda pelas reclamações do início da partida.


Com o resultado, o Pinheiros mantém a liderança e a invencibilidade, com sete vitórias em sete partidas. Já o Joinville se mantém dentro do grupo que avançaria aos playoffs (11º), com dois triunfos nos sete jogos.

O JOGO

Mesmo atuando fora de casa, o Pinheiros começou a partida se mostrando bem a vontade. Logo de cara abriu sete pontos de vantagem e parecia assumir o controle do jogo, mas não foi isso que aconteceu. A cravada de Maxwell acordou o Joinville, que passou a defender melhor e chegou a virar o confronto com uma sequência de arremessos de três pontos de Vezaro e Bambu. Assim, como o adversário, o time paulista fez os ajustes necessários na marcação e o placar seguiu parelho por alguns minutos, até os visitantes perderem ataques bobos e se irritarem com as marcações da arbitragem. Em menos de uma volta no ponteiro do relógio, o time cometeu faltas bobas e viu os donos da casa castigarem com bola de fora de Stocks e lances livres de Vezarinho, em duas faltas técnicas cometidas por Bennett, no banco de reservas da equipe pinheirense, 26 a 14.


O Pinheiros colocou a cabeça no lugar e voltou melhor para o segundo quarto. Ainda que Holloway tenha deixado pontos na linha do lance livre, o líder da competição anotou bolas de três pontos com o próprio armador e com Arthur, reduzindo a diferença para apenas cinco pontos nos primeiros minutos. Mas não demorou muito para o Joinville responder, equilibrando a parcial com participação decisiva da dupla formada por Vezarinho e Stocks, retomando assim a tranquilidade. Dali, até o final do período, os rivais, quase sempre com Vezarinho e Arthur, trocaram cestas e foram para os vestiários com o placar apontando vantagem dos mandantes, 48 a 40.


A partida demorou a recomeçar no segundo tempo ainda por conta da confusão protagonizada ao final do primeiro quarto. Depois de muita conversa e tentativa de explicação, o trio de arbitragem expulsou Bennett pela reclamação proferida ao final da primeira parcial, quando estava no banco de reservas. Por estar fora de quadra, a falta deveria ser creditada ao treinador e não ao jogador e, ainda que o atleta estivesse na cancha no momento da punição, deveria ser excluído imediatamente. Ou seja, uma lambança sem tamanho dos homens do apito!


Quando o duelo foi reiniciado, o Pinheiros descontou a ira em cima da arbitragem em cima do Joinville. Protegendo muito bem seu garrafão de qualquer investida do rival, procurou as jogadas de segurança, como as infiltrações de Holloway, que encontraram Arthur e Ansaloni próximos à cesta, para encostar de vez, diminuindo a desvantagem para apenas um ponto. Aos poucos, o ataque joinvillense voltou a funcionar, principalmente dentro do garrafão, mas a consistência dos visitantes falou mais alto, e o clube da capital paulista conseguiu recuperar a liderança em lances livres convertidos por Arthur, 63 a 62.


Assim como nos períodos anteriores, o líder do campeonato iniciou a parcial mais ligado. Poupando alguns titulares por conta do número de faltas cometidas, o Pinheiros contou com dobradinha de dois atletas que vieram do banco, Gemerson e Lupa, para abrir cinco pontos de vantagem. A resposta dos donos da casa também veio das mãos de outro suplente, o ala-armador Vezarinho. Abusando da habilidade, o jovem jogador levou a melhor em duas jogadas individuais e decretou o empate. Com a partida se encaminhando para o final, os times redobraram a marcação em cima das principais peças do oponente e foi então que apareceu a profundidade de elenco do Pinheiros. Ware, até então discreto no jogo, anotou oito pontos consecutivos, sendo seis deles em dois arremessos do perímetro, decretando a vitória e a manutenção da invencibilidade pinheirense, 90 a 82.


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