Mogi vence clássico sobre Bauru e assume a liderança

16/12/2017

Os prognósticos já indicavam e a confirmação veio durante a partida. Com ingredientes para ninguém botar defeito, Mogi venceu o clássico diante do Bauru por 72 a 69, em partida válida pela nona rodada do Novo Basquete Brasil.

 

Como o placar já entrega, os rivais travaram um duelo acirrado, marcado sobretudo pelo forte trabalho das equipes. Por conta dos inúmeros ajustes defensivos feito pelos dois comandantes, Mogi e Bauru tiveram que se reinventar durante toda a partida.

 

Essa solidez defensiva mexeu com o desempenho ofensivo dos adversários, principalmente nas bolas de três pontos, fundamento que representam muito no sistema de jogos das equipes. Para se ter uma ideia, Mogi converteu apenas seis das vinte e uma tentativas (28.6%), aproveitamento ainda maior que o do Bauru, que ficou restrito a quatro bolas em vinte e três arremessadas (17.4%).

 

A saída encontrada pelos rivais foi procurar o jogo interno, que ficou bem congestionado. Por ali, o Dragão até foi superior, machucando a defesa adversária com Renan e Hettsheimeir. Entretanto, os visitantes não tiveram um desempenho satisfatório na linha do lance livre, deixando escapar pontos importantes no resultado da partida (19/30 - 63%), como reforça Hettsheirmeir.

 

“Infelizmente, cometemos muitos erros de ataque, perdemos muitos lances-livres e isso fez a diferença diante de um time forte como é o de Mogi das Cruzes. Jogando em casa, com o apoio da torcida, eles fizeram uma partida forte, mas o resultado seria outro se não cometêssemos os erros."

 

 Com 21 pontos, Tyrone terminou o duelo como cestinha (Antonio Penedo/Mogi das Cruzes).

 

Por conta de tudo isso e pela proximidade das equipes na tabela de classificação, Guerrinha deixou a quadra comemorando e muito o triunfo sobre sua ex-equipe.

 

“O jogo foi emocionante, disputadíssimo. As duas equipes lutaram, mas o importante foi a nossa vitória. Foi uma superação, com todo mundo saindo pelos dois lados por falta. O campeonato está sendo muito equilibrado, muito bem disputado."

 

Com o resultado positivo, o Mogi se isola na liderança da competição, com oito vitórias em nove partidas, um triunfo a mais que o Pinheiros, que possui um jogo a menos. Já o Bauru deixa o G4, conquistado na rodada passada com o triunfo sobre o mesmo Pinheiros, aliado com o revés do Minas. O Dragão permanece com cinco vitórias em oito confrontos.

 

O JOGO

 

As equipes vieram para a partida extremamente preocupados com o sistema defensivo, já que não são poucas as armas ofensivas que os rivais tem dentro dos seus elencos. Assim, com a defesa bem postada, os adversários demoraram mais de dois minutos para movimentar o marcador. Aos poucos, Mogi foi encontrando um pequeno desequilíbrio na marcação bauruense. Explorando as trocas na saída dos bloqueios, que colocavam Shamell diante de Hettsheimeir, o time da casa foi tomando conta do jogo com a artilharia pesada do ala mogiano e também com os rebotes ofensivos capturados por Jimmy. Após a entrada de Shilton e Jaú, Bauru passou a contornar melhor essa situação, possibilitando que Alex, Duda e Osvaldas saíssem em velocidade. Por meio dos contragolpes, os visitantes foram cortando a diferença, que chegou a ser de onze pontos, 19 a 13.

 

O início da segunda etapa foi favorável ao Mogi. É verdade que a primeira cesta do período foi do lituano Osvaldas, mas dali em diante, a equipe do Alto Tietê protegeu muito bem seu garrafão, anulando completamente o trabalho de cinco contra cinco do Bauru. Levando o adversário a cometer erros e recuperando bolas, Mogi voltou a colocar a diferença na casa dos dígitos duplos após arremesso longo de Fabrício e infiltrações de Carioca e Tyrone. A resposta bauruense mais uma vez veio através da liderança de Alex, mas também passou pela vantagem levada por Hettsheimeir no confronto pessoal com Caio Torres. Na linha do lance livre, o pivô recolocou o Dragão na cola do adversário, 33 a 29.

 

Osvaldas, ao fundo, veio bem na segunda unidade e alcançou seu primeiro duplo duplo pelo Dragão: 12 pontos e 10 rebotes (Antonio Penedo/Mogi das Cruzes).

 

Assim como nos demais quartos, o Mogi das Cruzes voltou mais ligado para a partida no segundo tempo. Ainda no primeiro minuto, os mandantes voltaram a colocar a vantagem próxima dos dez pontos com o tiro de Tyrone no perímetro e infiltração de Jimmy. Apesar de ter contido o volume ofensivo do rival, o Bauru não conseguia fazer uma leitura ofensiva correta, impedindo uma sequência mais produtiva. Mas, de tanto insistir, o Dragão encontrou na individualidade de Renan uma maneira de ser mais efetivo na finalização das jogadas, tanto nas bolas de segurança, quanto nos arremessos de três pontos, 51 a 45.

 

O jogo, que vinha sendo muito bem disputado, acabou ficando de lado por mais uma lambança daquelas do trio de arbitragem. Em jogada que sequer houve contato, o trio aplicou a quinta falta de Renan, excluindo automaticamente o jogador da partida. Apesar de perder seu melhor jogador, Bauru não baixou a guarda e colocou fogo no jogo ao baixar a vantagem mogiana para apenas três pontos de diferença após arremesso de Duda e lances livres de Hettsheimeir.

 

Até então discreto, Shamell começou a assumir a responsabilidade e exercer sua liderança. Levando a melhor nas jogadas de um contra um, o ala recolocou o time da casa nos trilhos. No entanto, o Dragão seguia mantendo a consistência ofensiva, principalmente através do trio formado por Duda, Osvaldas e Hettsheimeir, deixando a partida aberta até os minutos finais, quando a equipe desperdiçou duas posses de bola e viu o rival sacramentar o triunfo na linha do lance livre, 72 a 69.

 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags