Na estreia de Leandrinho, Franca vence o Vitória

06/01/2018

A estreia de Leandrinho com a camisa francana foi como o torcedor queria. Assim, como nas demais oportunidades, quando abriu sua passagem pelo Pinheiros e Flamengo com triunfo, o ala foi uma das principais peças da equipe na vitória sobre o Vitória, por 68 a 55.

 

O clima festivo por conta da presença de Leandrinho, no entanto, prejudicou o rendimento francano nos primeiros minutos. Mas não foi apenas o oba-oba que interferiu na produção ofensiva dos mandantes (e também dos visitantes). 

 

Com uma defesa segura, os rivais impuseram muitas dificuldades ao adversário, obrigando os ataques a arremessarem sempre contestados, fora de sua zona de conforto. Por conta disso, os líderes ofensivos fizeram uma partida abaixo do esperado, o que abriu espaço para outros jogadores aparecerem, liderando a pontuação das equipes.

 

Debutante, Leandrinho terminou a partida como cestinha, com 19 pontos, alternando bons e maus momentos, condição natural a um estreante, que ainda precisa readquirir ritmo de jogo e entrosamento com os companheiros. Além dele, Rafael Mineiro apareceu muito bem. Com 16 pontos e 7 rebotes, foi o líder do time nos momentos de maior adversidade.

 

Mineiro mostrou segurança próximo à cesta e na linha do lance livre (Newton Nogueira/Franca Basquete).

 

Do outro lado, Renato e André Góes se tornaram os pilares da equipe, em meio a momentos positivos da dupla de pivôs, Kurtz e Murilo, que somaram 18 rebotes. Com uma rotação menor, o Vitória acusou o golpe e caiu muito de rendimento no final do confronto.

 

Com a vitória, Franca volta ao G4, já que leva vantagem nos critérios de desempate com o Paulistano, que possui a mesma campanha, de 8 triunfos em 11 partidas. Já o Vitória, caiu uma posição com o revés, ocupando agora a oitava colocação com 6 vitórias em 11 jogos.

 

 

O JOGO

 

O Vitória mostrou logo de cara que não entraria no clima de festa criado no Pedrocão por conta da estreia de Leandrinho. Com uma defesa agressiva e bem organizada, o rubro-negro evitou que a bola chegasse nas mãos dos principais jogadores francanos, tendo o jogo de contra-golpe a seu favor. Por ali, Renato destoou. Com duas enterradas e arremesso certeiro de três pontos, colocou o Vitória no controle do jogo. Aos poucos, o Franca foi se encontrando, sobretudo nas jogadas entre os pivôs (Gruber e Mineiro), à média distância. No entanto, a cada aproximação dos mandantes, o Leão se reinventava, mantendo uma gordura no marcador com participação de André Góes e Murilo. No final da parcial, Cipolini e Pedro converteram lances de três pontos, diminuindo a diferença no placar, 23 a 18.

 

O Vitória manteve a compostura defensiva no segundo período. Protegendo muito bem seu garrafão das infiltrações do rival, o rubro-negro, mesmo sem a mesma velocidade na transição, demonstrava frieza para pontuar próximo à cesta, com Okorie e Renato, recolocando a vantagem na casa dos dez pontos. Só que o Franca voltou do tempo técnico pedido por Helinho, diferente. Pressionando a saída de bola, tirou o adversário da zona de conforto. Anulando a ofensiva do Leão, puxou as primeiras descidas em velocidade, com superioridade numérica. Assim, foi encostando no marcador, até assumir a liderança do confronto pela primeira vez, com participação fundamental de Leandrinho e Mineiro, 34 a 31.

 

Depois de um primeiro quarto apagado, Leandrinho já mostrou liderança junto à seus companheiros (Newton Nogueira/Franca Basquete).

 

A partida, que vinha sendo marcada pela intensidade defensiva, mas que também apresentava variações ofensivas, caiu de rendimento após o intervalo. Mesmos com os erros de parte a parte, desde violações à precipitações, Franca foi ligeiramente superior. Distribuindo melhor o volume ofensivo, chegou a dilatar sua vantagem com Cipolini, no perímetro, e Leo Meindl, infiltrando. Com mais dificuldades na contra-ofensiva, o Vitória se mantinha na cola do rival graças ao trabalho individual de André Góes. O nível técnico do confronto melhorou na reta final da parcial, quando as equipes trocaram bolas longas, com Leandrinho e Maique. No entanto, Kurtz apareceu como opção dentro do garrafão, diminuindo a diferença no placar, 52 a 49.

 

Trabalho defensivo funcionou muito bem, de ambos os lados (Newton Nogueira/Franca Basquete).

 

A dualidade rubro-negra ficou explícita nos primeiros minutos do último quarto. Seguro na defesa, não conseguia concretizar o bom momento devido aos inúmeros arremessos precipitados de seus jogadores, ficando apenas a um ponto da virada em enterrada de Kurtz. Essa insegurança ofensiva, também fruto da boa postura defensiva de Franca, permitiu que o time da casa encontrasse maneiras de voltar a pontuar. Assim, aumentou a diferença para oito pontos após boa sequência de Mineiro. O Vitória, sem outra alternativa, tentou acelerar o ritmo de jogo, mas esbarrou na noite discreta de seus principais jogadores, para a festa dos torcedores resentes no Pedrocão, que viram a diferença subir consideravelmente nos instantes finais, 68 a 55.

 

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