Flamengo vence o Mogi e assume a liderança do NBB

10/01/2018

O NBB10 tem um novo líder. Depois de um começo de temporada irregular e conturbado, principalmente após a eliminação na Liga Sulamericana, quando foi eliminado dentro de casa, o Flamengo concentrou suas energias no NBB e alcançou hoje a liderança da competição, ao bater o até então líder, Mogi das Cruzes, por 77 a 71.

 

Para entender a crescente rubro-negro não precisa ir muito longe, basta olhar para a partida dessa noite, onde é possível fazer um recorte e ver a evolução da equipe, que se recuperou de um início sonolento (0 x 13),  para bater um rival fortíssimo, que só foi possível com as variações táticas comandadas por Neto.

 

Percebendo a dificuldade dos seus comandados em acompanhar o ritmo imposto pelos visitantes, o treinador apostou em uma formação mais leve, sacando Olivinha do quinteto e deslocando Marquinhos para a posição. Dessa maneira, equilibrou as ações, recolocando o rubro-negro no jogo.

 

Outro ponto importante a se observar, foi o desempenho consistente do trio composto pelo próprio Marquinhos, além de Ronald Ramon e JP Batista, que combinaram para 66 dos 77 pontos do Flamengo na partida.

 

Ramon e JP assumiram a liderança da equipe no primeiro tempo e depois ganharam companhia de Marquinhos (Staff Images/Flamengo).

 

Do outro lado, o Mogi até contou com uma distribuição melhor de jogo. No entanto, quando a partida pediu uma referência ofensiva, o time deixou a desejar, ficando refém de lampejos individuais e do brio dos jogadores, que mesmo apagados, não deixaram de lutar pelo resultado, que não veio.

 

Dessa maneira, o Flamengo assume a liderança da competição, com oito vitórias em dez jogos, desempenho superior ao do Mogi, que tem dez triunfos em treze partidas disputadas até aqui na competição.

 

O JOGO

 

O Mogi começou a partida imprimindo um ritmo avassalador. Ligado na defesa, neutralizou as movimentações ofensivas do Flamengo para fazer valer seu estilo de jogo. Distribuindo bem as ações ofensivas, abriu treze a zero com destaque para a artilharia pesada dos norte-americanos nas bolas de três pontos (Shamell e Tyrone). O início mogiano mexeu com o brio do rubronegro. Ainda de forma desorganizada, melhorou a produção ofensiva com a pontaria calibrada de Ramon, autor de dez pontos na parcial e grande responsável pela aproximação dos mandantes no marcador. No entanto, já nos instantes finais do período, Jimmy encontrou espaços na defesa adversária, anotando pontos próximos à cesta que permitiram que os paulistas voltassem a ter uma vantagem segura no placar, 25 a 17.

 

Se o primeiro quarto foi amplamente favorável ao Mogi das Cruzes, o segundo foi dominado pelo Flamengo. Modificando bastante seu quinteto, encontrou na disposição dos reservas uma proteção defensiva eficiente. Além disso, se aproveitou da dinâmica de Pecos na distribuição de jogo e da boa colaboração de JP Batista e Pilar na área pintada, para assumir a liderança do confronto pela primeira vez, já na metade da parcial. Foi então que o embate começou a ganhar o contorno esperado. Liderados por Ramon e Jimmy, os rivais passaram a trocar cestas e se alternar na dianteira do marcador, até João Vitor receber passe certeiro de Marcelinho, enterrar e dar números finais ao primeiro tempo, 37 a 36.

 

Como já foi possível ver nos últimos minutos da etapa inicial, Flamengo e Mogi travaram um duelo acirrado no segundo tempo. Até então apagado na partida, Marquinhos exerceu a liderança que tem dentro do grupo, não apenas para levar a bola e organizar as jogadas, como também para concluí-las. Do outro lado, a equipe do Alto Tietê, com dificuldades para criar arremessos de quadra,  machucou a defesa rubro-negra através de ações individuais que renderam lances livres aos visitantes. Depois de algum tempo, os times começaram a oscilar, cometendo erros e acumulando faltas, que deixaram o jogo truncado. Percebendo isso, os técnicos colocaram em quadra dois armadores, para cuidar melhor da bola. A estratégia surtiu mais efeito para os mandantes, que souberam aproveitar as trocas na marcação adversária para acionar JP dentro do garrafão e abrir vantagem que seria fundamental para o triunfo, 61 a 52.

 

A diferença, que já era confortável, ficou ainda maior no início do último quarto, quando Marquinhos abusou das infiltrações para colocar quatorze pontos de vantagem no marcador, ainda no minuto inicial. O Mogi bem que tentou responder, mas a cada investida dos visitantes, o Flamengo devolvia na mesma moeda, fazendo com que o tempo fosse passando e a vitória se aproximasse. Com pouco tempo para se recuperar, os visitantes aceleraram o ritmo de jogo, recuperando algumas bolas na defesa, que permitiram o contragolpe. Mas, nem mesmo as saídas em velocidade, puxadas por Larry e Jimmy, evitaram a derrota, que custaram a liderança da competição, 77 a 71.

 

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