Bauru vence duelo acirrado diante do Cearense

11/01/2018

O Bauru Basket escalou mais um degrau na sua luta particular para alcançar o G4 da competição. Depois de vencer o Minas, o Botafogo e na segunda o Vitória, foi a vez de bater o Cearense, pelo placar de 87 a 82, emplacando a quarta vitória consecutiva, que lhe rendeu o quinto lugar, coladinho no grupo dos quatro melhores.

 

Como o placar aponta, o duelo foi recheado de alternativas. Depois de um primeiro quarto equilibrado, Bauru foi assumindo o controle do jogo, mas sempre com o Carcará na cola. No entanto, depois do intervalo, a diferença se aproximou dos vinte pontos e a peleja parecia resolvida. Ledo engano. Aplicando uma blitz, que priorizou a marcação alta e ataques em velocidade, o Carcará ameaçou o triunfo bauruense nos últimos minutos.

 

Em meio a todos esses ingredientes, é preciso ressaltar a produção ofensiva das equipes, que tem melhorado a cada dia. Recuperando o grande basquete que consagrou sua carreira, Hettsheimeir foi mais uma vez o cestinha do confronto, com 28 pontos.  Ao final da partida, o pivô comentou sobre a presença da torcida e sobre a evolução do time na competição.

 

"Nesse jogo conseguimos fazer algumas jogadas que treinamos bastante durante a semana e fizemos uma boa partida. No último quarto deixamos o time deles encostar, mas tivemos tranquilidade e consciência para garantir a vitória com o apoio da torcida que, mais uma vez, lotou e empurrou a equipe o tempo todo."

 

Hettsheimeir mostrou mais uma vez belo trabalho dentro e fora do garrafão (Victor Lira/Bauru Basket).

 

Outro que fez grande partida pelo lado da Sem Limites foi o armador Stefano. Vindo do banco após acúmulo de faltas de Anthony, que viria a sentir dores no ombro mais pra frente, deu conta do recado, organizando muito bem as jogadas, além de concluí-las com frieza.

 

“Eu tenho treinado sempre, todos os dias, para ajudar a equipe quando precisar. Mas, apesar dessa vitória, precisamos ficar mais atentos para não deixar acontecer como nos minutos finais, quando o time deles conseguiu tirar uma boa diferença."

 

Do outro lado, além de destacar o brio do Cearense, que lutou durante toda a partida, até quando a derrota parecia iminente, é justo falar sobre o rendimento de Fiorotto, cada dia mais adaptado ao sistema de jogo de Bial.

 

Mesclando presença de garrafão, com segurança nas bolas do perímetro, foi a principal referência dos companheiros dentro de quadra, respondendo sempre que acionado. Ele no entanto

"Estamos crescendo gradativamente. Claro que com derrota é difícil falar disso, mas a gente que está trabalhando sabe. Todo dia estamos trabalhando pra conseguir as vitória. Acho que o time precisa de uma, duas vitória pra ganhar aquela confiança e poder fechar os jogos. Temos cinco jogos seguidos em casa, vamos tentar subir na tabela, que agora é nossa hora."

 

Com o triunfo, Bauru chega a nona vitória em treze jogos, que lhe rende o quinto lugar, bem próximo do G4 da competição. Já o Cearense, não perdeu nenhuma posição, mas conheceu sua oitava derrota em doze partida, condição que impede uma aproximação do pelotão de cima.

 

O JOGO

 

Apesar de Bauru viver um bom momento e o Cearense estar a duas partidas sem vencer, foi o Carcará quem começou o confronto melhor. Aliando as infiltrações de Rashaun e Davi, com a presença de garrafão de Fiorotto, os visitantes lideraram o marcador nos primeiros minutos. Aos poucos o Dragão foi se encontrando e acabou equilibrando a parcial, com destaque para Rafael Hettsheimeir. Imponente dentro da área pintada e seguro na linha dos três pontos, o pivô bauruense liderou os companheiros na recuperação dos mandantes, que assumiram a dianteira ainda na metade do período. Mostrando o mesmo repertório, próximo e distante da cesta, Fiorotto mantinha sua equipe na cola do rival. Tamanho equilíbrio não poderia ter um resultado diferente, se não fosse o empate parcial, 23 a 23.

 

Alex arremessa para anotar seu ponto de número 5.500 na história do NBB (Victor Lira/Bauru Basket).

 

Se Bauru entrou ligeiramente abaixo do que a partida exigia no primeiro quarto, no segundo a história foi completamente diferente. Muito bem orquestrado por Stefano, que substituiu Anthony por conta do acúmulo de faltas, o Dragão selecionou seus arremessos, distribuindo o volume de jogo entre Jaú, Alex e o próprio armador, que puxou contragolpe iniciado após toco de Renan, costurou toda a defesa do adversário, até concluir com bandeja reversa, fugindo da marcação e colocando a diferença em dez pontos, pela primeira vez no embate. Com dificuldades para construir tramas ofensivas, o Cearense esboçou uma reação que passou pela conquista de rebotes ofensivos, capturados por Leal e Leozão, e também pelo crescimento de produção de Paulinho Boracini. No entanto, cada vez que o Carcará se aproximava do Bauru, Duda respondia, com bolas de média e longa distância, mantendo a gordurinha no marcador, 48 a 38.

 

Diferentemente dos outros períodos, onde cada equipe largou na frente nos primeiros minutos, no terceiro quarto o equilíbrio esteve presente desde as primeiras investidas. Priorizando as bolas de segurança, Davi e Duda serviram muito os seus pivôs, que travaram um duelo interessante dentro do garrafão. Usando e abusando do vigor físico e do trabalho de pernas, Hettsheimeir e Fiorotto levaram vantagem sobre o outro, sempre que estavam atacando, proporcionando um embate de alto nível. Precisando fazer algo de diferente para encostar no marcador, já que a troca de cestas não favorecia as suas pretensões, o Cearense tentou redobrar a marcação sobre os pivôs bauruenses, mas como em uma espécie de cobertor curto, acabou castigado pelos arremessos certeiros de Jaú, duas vezes, e Alex na linha dos três pontos, complicando ainda mais a vida do Carcará, 67 a 51.

 

O tiro certeiro de Betinho, somado aos lances de Fiorotto, reascenderam as esperanças do Basquete Cearense dentro da partida. Mas, Bauru tratou de colocar água no chope dos comandados de Bial. Com muita frieza e experiência, Alex soube explorar o melhor de cada companheiro, desde a personalidade de Stefano, que caprichou no perímetro, quanto o crescimento de Shilton, mais ligado nas trocas e nos passes picados do Brabo. Dessa maneira, o Dragão voltou a colocar a diferença acima dos dez pontos, contornando a cresce do rival em um primeiro momento.

 

Foi então que Davi apareceu para o jogo. Apagado até então, anotou nove pontos, praticamente seguidos, colocando fogo na partida, que parecia caminhar para um final burocrático. A sequência deu moral para os visitantes, que de pouquinho em pouquinho foram abaixando a diferença no marcador, com a velha estratégia de pressionar a saída de bola ou cometer faltas na expectativa de converter ataques rápidos. Contando com os desperdícios de lances livres do Bauru, o Carcará chegou a ficar apenas três pontos atrás, mas em novo erro de Alex, Duda foi rápido, capturou rebote ofensivo e sacramentou o triunfo, 87 a 82.

 

 

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