Com grande terceiro quarto, Caxias vence o Botafogo

13/01/2018

O Caxias segue fazendo bonito no NBB10. Jogando dentro de casa, que mais uma vez recebeu ótimo público, o esquadrão sulista deu sequência a melhor campanha de sua história, ao bater o Botafogo, por 73 a 63.

 

Mas para seguir no caminho das vitórias, a equipe de Rodrigo Barbosa teve de mostrar o que tem de melhor. Depois de um início ruim de jogo (saiu perdendo por 7 a 0), o Caxias ajustou a marcação e pôde atuar em transição, marca registrada do time até aqui.

 

Com superioridade numérica, abusou da velocidade e do grande momento de Cauê Borges e de Cauê Verzola, para abrir vantagem após o intervalo e administrar o resultado, contendo a reação botafoguense nos minutos finais do jogo.

 

Com 21 pontos, 3 rebotes e 4 assistências, Cauê Borges foi o nome do jogo (Divulgação/Caxias Basquete). 

 

Por falar nisso, o Botafogo, segue oscilando dentro da partida. É notória a evolução da equipe, seja na defesa, bem colaborativa, quanto no ataque, que trabalha mais próximo da cesta, ciente das limitações no perímetro.

 

No entanto, o clube segue sofrendo com a síndrome do segundo tempo. Nessa noite, o time demorou a acordar depois do intervalo e tomou onze pontos consecutivos, sequência determinante para o revés.

 

Com o triunfo, o Caxias chega a oitava vitória em treze partidas, campanha extremamente positiva, que lhe garante o sétimo lugar, logo abaixo do Pinheiros, que possui um jogo a mais. Com a derrota, a décima em doze confrontos, o Botafogo não só deixa de se aproximar do grupo que se classificaria aos playofss da competição, como fica ainda mais próximo de dividir a lanterna do NBB, com Campo Mourão e LIga Sorocabana, que acumulam um revés a mais.

 

O JOGO

 

O Botafogo iniciou melhor a partida. Mostrando cada vez mais aptidão defensiva, teve paciência e inteligencia necessária para explorar a boa fase vivida por Coimbra e Guga, para abrir sete pontos de vantagem nos primeiros minutos. Ainda que estivesse defendendo bem, o Caxias não conseguia explorar o contragolpe, fundamento que vem sendo marca registrada da equipe até aqui na competição. Por conta disso, cometeu alguns erros no manuseio de bola que impediam uma aproximação.

 

Aos poucos, foi melhorando a movimentação, até assumir a liderança do confronto pela primeira vez após os arremessos certeiros de Cauê Verzola, na linha dos três pontos. Durante algum tempo, os rivais trocaram cestas, até Tatum colocar a bola debaixo do braço e recuperar a dianteira para os visitantes, 17 a 15.

 

No segundo quarto, o equilíbrio se fez presente desde o primeiro ataque, com dois jogadores assumindo a responsabilidade de conduzir sua equipe dentro de quadra. A frente no marcador, o Botafogo direciona suas ações para Coimbra, enquanto o Caxias, que lutava pelo empate, concentrava as investidas na mão de Cafferata, em uma troca de cestas alucinante. 

 

Na reta final do primeiro tempo, os adversários viveram dois momentos completamente distintos em um curto espaço de tempo. Trabalhando muito bem dentro da área pintada, com Rodrigo Bahia e Coimbra, o time de General Severiano parecia se distanciar dos donos da casa, mas os sulistas mudaram a forma de atuar e foram premiados com a virada. Com uma formação mais baixa, com três armadores (Cauê Borges, Cauê Verzola e Cafferata), os sulistas pressionaram a saída de bola, encontraram espaços no miolo defensivo do rival e foram para os vestiários à frente, 35 a 32.

 

Na volta do intervalo ficou muito claro porque as equipes estão tão distantes na tabela de classificação. Intensificando ainda mais a postura defensiva, o Caxias neutralizou completamente as ações do Botafogo, tendo o contragolpe em seu favor. Com liberdade para sair em velocidade, Cauê Borges castigou a defesa botafoguense nas infiltrações, além de servir Marcão na linha dos três pontos, sequência que permitiu aos mandantes colocarem a diferença acima dos dez pontos pela primeira vez no duelo.

 

Com muitas dificuldades na criação e seleção das jogadas, o Botafogo até chegou a esboçar uma melhora, muito em função das tramas entre Guga e Átila. Procurando espaços dentro do garrafão, o ala-armador anotou os únicos pontos da equipe em arremessos de quadra, além de servir o pivô, que aproveitou as diversas oportunidades na linha do lance livre. No entanto, a cada investida do Fogão, o Caxias respondia, principalmente com Cauê Verzola, que voltou muito bem à quadra, 59 a 48.

 

Se no período anterior o Botafogo sofreu uma grande oscilação, dessa vez foi a vez dos donos da casa encontrarem dificuldades. Ajustando ainda mais seu sistema defensivo, o Glorioso anulou a movimentação do rival e cortou para apenas seis pontos a desvantagem, após tiro certeiro de Tatum e enterrada de Gabriel. A aproximação poderia ser ainda mais efetiva, se a produção ofensiva dos visitantes fossem um pouquinho mais equilibrada.

 

Por conta disso, ainda que tenha mantido uma defesa agressiva, impondo muitas dificuldades ao Caxias do Sul, o Botafogo acabou castigado com o alto aproveitamento do Caxias na linha dos três pontos, justamente no setor que o clube visitante apresenta uma carência maior. Assim, com arremessos longos da dupla de Cauê's e Alex, o Caxias sacramentou a vitória, por 73 a 63.

 

 

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