Franca abre vantagem, segura reação cruz-maltina e emplaca sétima vitória consecutiva

13/01/2018

O Franca estendeu o grande momento que vive na temporada. Mesmo jogando fora de casa, a equipe de Helinho se impôs na Arena Carioca e bateu o Vasco, pelo placar de 81 a 67, chegando a sétima vitória consecutiva na competição.

 

Desde os primeiros minutos, Franca tratou de impor seu ritmo de jogo, caracterizado pela intensidade e pelo forte sistema defensivo. Ainda assim, enfrentou certa resistência do Vasco, que impossibilitou as jogadas em velocidade, que só começaram a se desenhar a partir do segundo quarto, quando o time abriu dezoito pontos de vantagem.

 

À frente no marcador, os paulistas tiveram tranquilidade para contornar a aproximação dos donos da casa, que mesmo com todos os problemas dentro e fora de quadra, chegaram a diminuir a diferença para apenas dez pontos, ao final do terceiro período.

 

Com inteligência e frieza, Franca selecionou bem os arremessos, voltando a acumular gordura após os tiros precisos de Coelho e Leo Meindl, evitando uma blitz cruz-maltina nos últimos minutos do duelo.

 

Leo Meindl não foi o cestinha da equipe, mas mais uma vez ditou o ritmo de jogo de Franca (Divulgação/Vasco). 

 

Com o triunfo em solo fluminense, Franca igualou a campanha mogiana (10 vitórias em 13 partidas), mas permanece na terceira colocação por conta do confronto direto, vencido pela equipe do Alto Tietê. Já o Vasco amargou a nona derrota em treze jogos, permanecendo no décimo primeiro lugar, quase no limite do grupo que avança aos playoffs da competição.

 

O JOGO

 

Desde os primeiros minutos, os times começaram a procurar seus principais jogadores, Lucas Mariano e Leo Meindl. Ditando bem o ritmo de jogo, Leo viu seus companheiros concluírem bem as jogadas para assumir o controle da partida. Com dificuldade para pontuar, Lucas Mariano auxiliou na criação de espaços para infiltração dos demais jogadores.

 

Apesar da melhora cruz-maltina, Franca apresentava um jogo mais equilibrado, com aproveitamento seguro nas bolas de três pontos, se mantendo na dianteira do marcador. A resposta do Vasco veio através da linha do lance livre, já que o rival havia estourado o limite de faltas coletivas, 19 a 14.

 

Ausências de Fúlvio e Jackson, abriu espaços para outros jogadores como Gustavo ganhar mais tempo de quadra (Divulgação/Vasco).

 

O intervalo obrigatório entre os períodos, esfriou a crescente dos mandantes e reascendeu os paulistas, que abriram nove pontos com as jogadas de infiltração dos jovens Cassiano e João Pedro. Até então ineficiente no perímetro, o Vasco converteu dois arremessos consecutivos, com Bruninho e Nezinho, baixando a diferença para apenas uma posse de bola.

 

Mas não demorou muito para o Franca recuperar o controle do jogo. Com liberdade, Leo Meindl bagunçou a defesa cruz-maltina com cinco pontos consecutivos. A sequência desestabilizou os donos da casa, que começaram a cometer erros ofensivos e pagaram caro. No contragolpe, com superioridade numérica, a equipe franca caprichou nas bolas de segurança, principalmente com Pedro, desgarrando no marcador, 46 a 28.

 

A vantagem franca, que já era elevada, superou a casa dos vinte pontos com o belo momento vivenciado por Gruber, no começo do segundo tempo. Apagado na partida, Giovannoni capturou rebotes ofensivos, criando oportunidade para seus companheiros pontuarem em jogadas de segunda chance, equilibrando a parcial.

 

Dessa maneira, boa parte do período ficou marcado pela troca de cestas, que não mudava o panorama do confronto, favorável aos visitantes. O cenário só mudou de figura quando o Vasco acertou a defesa, que oscilava bastante. Protegendo melhor seu garrafão, conseguiu sair em velocidade, com Bruninho e Alexei, voltando ao jogo ao final do terceiro quarto, 62 a 52.

 

Volume de jogo ficou concentrado no garrafão, com direito a 91 rebotes na soma das equipes (Divulgação/Vasco).

 

O bom momento ofensivo persistiu no início da última parcial. Agressivos em direção à cesta, Bruninho e Gustavo tiveram sucesso nas investidas e levantaram a torcida presente na Arena Carioca. No entanto, a cada trama ofensiva de sucesso do cruz-maltino, Franca encaçapava uma bola de três pontos, com Coelho e Leo Meindl, recolocando a diferença na casa dos quinze pontos e jogando um balde de água fria no Vasco. 

 

Sem muitas alternativas e possibilidades dentro do jogo, os mandantes tentaram atacar rapidamente, mas em uma tarde pouco inspirada, sobretudo no perímetro, pouco modificou o cenário da partida, vencida pela equipe francana, por 81 a 67.

 

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