Mogi vira sobre o Paulistano e ganha sobrevida

28/01/2018

Foi sofrido, chorado, emocionante, mas o Mogi das Cruzes segue vivo na Liga das Américas. Pressionado pela derrota diante do San Lorenzo, o clube do Alto Tietê passou toda a partida atrás no marcador, mas soube dar o bote final, ganhando o confronto por 87 a 86, vitória que mantém o clube com chances de classificação.

 

Durante todo o duelo, Mogi mostrou garra e disposição, mas ficou nítido que o clube jogava contra o Paulistano e contra a pressão pelo triunfo. Assim, alternou bons e maus momentos, oscilação que impedia que o esquadrão tivesse por algum momento o controle do jogo.

 

Mas foi no momento de maior adversidade, quando a partida se encaminhava para o fim e o rival vencia por oito pontos, que o clube respondeu bem. Com agressividade e velocidade, não perdeu a organização, contou com a liderança de Larry e Shamell para virar a partida praticamente no estouro do cronômetro.

 

Com o triunfo heroico, Mogi ganha sobrevida na competição. Independentemente do resultado do confronto entre Español e San Lorenzo, o time do Alto Tietê precisará vencer os anfitriões e ainda torcer por uma combinação de resultados, condição complicada, mas ainda sim possível.

 

Por outro lado, o Paulistano vê a vaga na semifinal ficar ameaçada. Isso porque o clube terá pela frente o poderoso San Lorenzo e, se não quiser depender de terceiros, precisará vencer o clube argentino.

 

O JOGO

 

O Paulistano iniciou a partida mais seguro. Vindo de vitória na primeira rodada, teve tranquilidade para desenvolver seu ritmo de jogo. Com defesa forte, conseguiu tirar o volume de jogo de Shamell. No ataque, contou com a organização e precisão de Helinho, além da artilharia pesada de Fuller na linha dos três pontos, para colocar a diferença acima dos dez pontos.

 

Com pouca inspiração e movimentação, Mogi dependia da colaboração de Tyrone e Jimmy. Únicos atletas da equipe a pontuar no período, ainda converteram dois arremessos de fora, diminuindo o prejuízo parcial, 25 a 18.

 

Apostando na segunda unidade, Mogi voltou diferente para o segundo período. Movimentando rapidamente a bola e brigando por cada rebote, Fabrício e Wesley Sena lideraram a recuperação do time, que chegou a reduzir a diferença para apenas uma posse de bola. Mas não demorou muito para o Paulistano se encontrar. Abusando dos mesmos meios, Yago e Du Sommer responderam prontamente, recolocando a vantagem na cada dos dez pontos ainda na metade de parcial.

 

Após o tempo técnico pedido por Guerrinha, o time do Alto Tietê enfim emplacou uma defesa colaborativa. Pressionando o homem da bola, dificultou e muito a movimentação do time de Gustavinho, cortando a diferença em lances individuais de Shamell e Fabrício, tanto em arremessos de quadra, quanto na linha do lance livre, 45 a 39.

 

Shamell anotou 8 dos seus 14 pontos somente nos dois últimos minutos da partida (FIBA Américas).

 

O Mogi voltou para o segundo tempo imprimindo uma pressão quadra inteira. Mas quem pensa que o balanço defensivo iria funcionar, se enganou. Com disposição mas desorganizado, deu espaços demais aos pivôs adversários. Livres, Guilherme, na linha do perímetro, e Nesbitt, dentro do garrafão, castigaram o esquadrão mogiano, que cometia inúmeros erros ofensivos. Essa soma de fatores permitiu ao clube da capital recolocar a diferença na casa dos dígitos duplos.

 

Aos poucos, o Mogi foi se encontrando dentro da parcial. Mesmo que dependente das investidas individuais de seus jogadores, foi voltando a produzir ofensivamente, em infiltrações de Jimmy e Tyrone. Durante certo período, o Paulistano conseguiu sustentar uma margem confortável, mas na última movimentação, Fabrício converteu bandeja, recolocando seu time na partida, 63 a 59.

 

O duelo no entanto, ganhou um capítulo especial a parti do último período. Apagado até então, Larry assumiu a responsabilidade, sendo agressivo e eficiente nas infiltrações. Mas a cada bandeja do norte-americano naturalizado brasileiro, Deryk respondia à altura, tanto no perímetro, quanto nas assistências.

 

Com esse cenário, os rivais não conseguiam conter os ataques adversários, fazendo com o Paulistano não matasse o jogo, enquanto Mogi não conseguia de fato retomar a ponta da partida. Depois de muitas trocas de cestas, o clube da capital colocou uma mão na vitórias após oito pontos consecutivos de Eddy.

 

Com menos de dois minutos para o final do embate, o Paulistano ficou mais preocupado em conter os arremessos longos, deixando caminho livre para Shamell emplacar duas bandejas consecutivas. No ataque seguinte Larry roubou bola e empatou o jogo em bola de três pontos. Com poucos segundo, Yago acertou um dos lances livres que teve direito, recolocando o Paulistano à frente, mas no estouro do cronômetro, Shamell infiltrou e consumou a virada, 87 a 86.

 

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