Paulistano perde para o San Lorenzo e depende dos donos da casa para avançar

29/01/2018

O San Lorenzo confirmou todo o favoritismo, venceu o Paulistano por 87 a 82 e carimbou o primeiro lugar do Grupo B, com três vitórias em três partidas, campanha mais do que sólida, levando em conta não apenas o aproveitamento, mas os triunfos diante de equipes fortes do basquete brasileiro.

 

Diferentemente dos outros jogos, o San Lorenzo não teve o controle da partida durante todo o embate. A equipe iniciou melhor o duelo melhor, mas o Paulistano se ajustou, passou a ditar o ritmo, fechando o primeiro tempo à frente, mas seguido de perto pelo rival.

 

Depois do intervalo, no entanto, os hermanos, muito próximos da classificação, tiveram mais tranquilidade para desenvolver seu jogo, movimentando bem a bola, embora muitas das tramas terminassem nas mãos de Deck, cestinha da equipe argentina com 23 pontos.

 

Nervoso, o clube brasileiro forçou algumas jogadas, tanto individuais, quanto bolas de três, ficando alguns minutos sem pontuar, jejum que permitiu ao rival voltar a construir uma gordura no marcador. No final, Deryk chamou a responsabilidade, emplacando uma bola de fora atrás da outra, mas ainda assim insuficiente para reverter a situação.

 

Com o revés dessa noite, o Paulistano torce agora para que a equipe da casa, o Español del Talca, vença o Mogi das Cruzes, forçando um tríplice empate, levando a definição do segundo colocado para o saldo de cestas. Como venceu os próprios chilenos por doze pontos e perdeu por apenas um para o rival brasileiro, levaria vantagem, garantindo a classificação.

 

O JOGO

 

Assim como em toda a competição, o San Lorenzo iniciou a partida imprimindo um ritmo forte, sobretudo na transição. Assim, em descidas rápidas puxadas por Aguirre e Deck, assumiu o controle de jogo, estabelecendo uma diferença próxima dos dez pontos ainda nos primeiros minutos.

 

Abusando da categoria, Elinho ditou um ritmo cadenciado mas também eficiente. Selecionando bem as jogadas de ataque, encontrou nas mãos de Jonathan, Nesbitt e Lucas Dias, uma artilharia eficiente, responsável pela aproximação no marcado, 25 a 19. 

 

Na volta para o segundo período, os técnicos promoveram algumas alterações e a segunda unidade do Paulistano foi mais eficiente. Com jogadores mais rápidos e verticais, conseguiram ajustar a marcação e sair em transição, aproveitando as infiltrações de Yago e os arremessos de três pontos de Deryk e Lucas Dias, para assumir a liderança pela primeira vez na partida, na metade da parcial.

 

Após a pancada sofrida por Yago, que o tirou de ação por alguns minutos, e a volta de alguns titulares, o San Lorenzo voltou a apresentar um equilíbrio maior. Mais incisivo na articulação, Aguirre encontrou Blair bem posicionado algumas vezes dentro do garrafão, recuperando a dianteira. Mas nem deu tempo dos hermanos comemorarem. Vindo muito bem do banco, Deryk anotou oito pontos consecutivos e ainda serviu Vitão, dando números finais ao primeiro tempo, 49 a 48.

 

Na volta para a etapa complementar o nível do duelo caiu drasticamente. Persistindo em jogadas individuais que acabaram em erros, ou em arremessos de três pontos, os adversários só conseguiam pontuar em jogadas isoladas, condição que pouco alterou o marcador, deixando o período equilibrado.

 

Deryk terminou como cestinha, mas nem os 27 pontos do ala-armador evitaram o revés brasileiro (FIBA Américas).

 

O jogo voltou a agradar após duas enterradas, de Nesbitt, para o Paulistano, e de Deck, para o San Lorenzo. Dali em diante, os times melhoraram a movimentação de bola, procurando as infiltrações. Mais rápido nas tramas ofensivas e na captura de rebotes, o time de Almagro pulou à frente, indo para o último quarto com importante vantagem, 67 a 63.

 

A diferença no entanto acabou indo para o ralo nos com a bandeja de Deck e bola de fora de Hubner, em uma corrida de cinco a zero, ainda nos dois primeiros minutos da derradeira parcial. Só que na mesma velocidade que construiu uma recuperação, o Paulistano se perdeu. Em um único lance, após dois lances livres sofridos, foi penalizado com falta antidesportiva seguida de arremesso de três pontos, sequência que deu aos argentinos seis pontos de frente.

 

Aos poucos, a equipe brasileira voltou a se encontrar ofensivamente, mas não conseguia sustentar na defesa, ficando apenas trocando cestas, o que não é vantajoso para quem está atrás no marcador. Depois de dois trabalhos defensivos, seguidos de tiros certeiros de Fuller e Deryk, o Paulistano encostou, tendo ainda a última posse de bola para forçar uma prorrogação. Fugindo da marcação, Deryk até teve liberdade, mas de muito longe, acabou parando no aro, 87 a 82.

 

sete

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags