Caxias volta a vencer o Bauru e se aproxima do rival na tabela de classificação

03/02/2018

O Caxias conseguiu uma vitória pra lá de expressiva nessa sexta (02). Jogando em Bauru, venceu os donos da casa por 85 a 73, em duelo válido pela quarta rodada do segundo turno do Novo Basquete Brasil 10. No primeiro turno a equipe já havia batido o Dragão por 70 a 69, no Ginásio Vasco da Gama.

 

A equipe, que faz um bela temporada e que na quarta fez jogo duro com Franca, contou com a eficiência ofensiva para bater o rival, que até teve um volume de jogo maior, mas não teve a mesma felicidade e leitura demonstrada pelos visitantes. Ao final do jogo, Paranhos comentou sobre o triunfo:

 

"Para jogar com uma equipe campeã brasileira, tivemos que estudar, tirar os pontos fortes deles. Sabíamos que teríamos de ter um ataque produtivo, soubemos mexer bem a bola, tomar as melhores decisões e administrar no final do jogo, com maturidade."

 

Para complementar a fala de Paranhos, basta olhar para a distribuição do volume de jogo do Caxias. Mesclando a força do trabalho interno com as aparições no perímetro, o clube emplacou vinte e cinco dos trinta e cinco lances livres que teve direito, além de dez das dezenove bolas arremessadas para três pontos.

 

Paranhos e Alex foram os cestinhas da partida, com 21 e 19 pontos, respectivamente (Victor Lira/Bauru Basket).

 

Do outro lado, Bauru não conseguiu apresentar o equilíbrio habitual, tanto tático quanto emocional. A equipe, de uma forma geral, fez um jogo parelho, especialmente no primeiro tempo, mas aos poucos ficava claro que o time não conseguia encaixar uma sequência defensiva, algo que ficou ainda mais claro no último período

 

Vendo a diferença aumentar e o tempo diminuir, o clube passou a apostar nos arremessos longos para baixar rapidamente a desvantagem. Mas sem o mesmo aproveitamento e pilhado com a péssima arbitragem de Jonas, Chiconato e Davi Souza, não teve a tranquilidade necessária para buscar uma recuperação que já seria difícil se tudo estivesse transcorrendo muito bem.

 

Para Demétrius, essa oscilação defensiva falou mais alto do que qualquer outro fator, e é justamente por ela que o comandante pretende trabalhar, já pensando no próximo jogo diante de Franca, na terça-feira. Para essa partida, o valor dos ingressos sofrerá ajuste, passando de 30 (inteira) e 15 (meia), para 40 (inteira) e vinte (meia).

 

"É uma equipe que erra pouco, é muito consistente, joga de igual para igual com todo mundo, é uma equipe muito qualificada É um jogo duro, muito difícil, não podemos cometer os erros durante os quarenta minutos, mas temos de entrar mordido por essa derrota em casa."

 

Com o resultado de hoje, os rivais acabam se aproximando na tabela de classificação. O Bauru, que vinha de vitória sobre o Joinville, permanece com doze triunfos, mas agora em dezoito jogos, ainda em quinto, mas agora mais próximo do Pinheiros (6º) do que de Franca (4º). Já o Caxias se recupera da derrota do meio de semana, e divide a sexta colocação com o Pinheiros, com dez vitórias em dezessete partidas.

 

O JOGO

 

O duelo entre Bauru e Caxias começou em altíssimo nível. Grata surpresa da competição, os sulistas inauguraram o marcador em arremesso de três pontos de Marcão e seguiram em vantagem após outra bola de fora, agora de Alex, que teve passagem pela equipe bauruense. Mas os mandantes reagiram instantaneamente e na mesma moeda, empatando o jogo em nove pontos após sequência certeira de Jaú e Hettsheimeir no perímetro.

 

Com o passar do tempo, os rivais foram diversificando sua maneira de atacar, impondo ainda mais dificuldades aos sistemas defensivos. No controle do jogo, o Dragão dividia a artilharia entre os arremessos de três pontos de Alex e as bolas de segurança de Hettsheimeir. Na cola dos paulistas, o Caxias explorava a distribuição da dupla de Cauê's, que constantemente encontravam Paranhos na área pintada, 24 a 22.

 

Nem mesmo a parada obrigatória e as trocas de ambos os lados interferiram na qualidade do espetáculo. Trabalhando muito bem no ataque, os rivais travaram um segundo período tão interessante quanto o primeiro. Com mais modificações em seu quinteto, Bauru contou com grande contribuição de sua dupla de pivôs, composta por Shilton e Renan, para seguir ditando o ritmo, embora o adversário tenha respondido prontamente, através dos arremessos de três pontos de Alex e Marcão.

 

Já nos minutos finais do primeiro tempo, o cenário mudou um pouquinho de figura. Atento na defesa, os visitantes conseguiram interceptar e roubar bolas importantes para sair no contragolpe, virando a partida em bandejas de Alex e Pedro, além dos lances livres de Marcão, 43 a 40.

 

Ainda buscando o quinteto ideal, Demétrius modificou bastante a equipe, começando novamente com Stefano e Osvaldo entre os titulares (Victor Lira/Bauru Basket).

 

No começo do segundo tempo, as equipes acabaram oscilando um pouquinho, causando uma ligeira queda na qualidade da partida. É bem verdade que a movimentação ofensiva dos adversário seguiu interessante, mas a conclusão acabou deixando a desejar, e aqui até cabe ressaltar a melhora defensiva como um dos fatores para isso.

 

Aos poucos, os rivais foram se encontrando, trocando cestas e movimentando o marcador. Direcionando as jogadas para o garrafão, onde Hettsheimeir e Renan levavam vantagem, Bauru tentou recuperar a liderança, mas sempre que a equipe pontuava, Verzola ou Pedro convertia arremessos à média e longa distância, mantendo os visitantes na dianteira, 60 a 56.

 

O Caxias voltou mais ligado para o último período. Com mais movimentação, conseguiu furar a marcação bauruense com cortes rápidos seguidos de bandejas e enterradas (Paranhos e Alex), imprimindo uma sequência que permitiu ao clube abrir dez pontos de vantagem, a maior de todo o duelo.

 

Em um primeiro momento, Bauru até chegou a equilibrar a parcial, após infiltrações de Stefano e Alex, mas o clube seguia estática no ataque, queimando arremessos desequilibrados, que rendiam contragolpe ao adversário. Para piorar, os mandantes se irritaram com os erros da arbitragem e levaram falta técnica. Após o lance livre convertido por Marcão, Alex encaçapou outra bola de três pontos, aumentando a vantagem para quatorze pontos, a quatro minutos do final do jogo.

 

Pressionado pela diferença e pelo tempo no relógio, o Dragão aplicou pressão quadra toda, aposta que surtiu efeito, rendendo aos mandantes bolas recuperadas e bandejas, com Alex e Osvaldo. A equipe até teve outras oportunidades de contragolpear, mas sem o mesmo aproveitamento de outras partidas nas bolas de três pontos, não evitou a derrota, sacramentada por Cafferata, justamente no perímetro, 85 a 73.

 

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