Vasco abre vantagem no primeiro quarto e vence clássico diante do Botafogo

17/02/2018

Botafogo e Vasco fizeram um clássico daqueles que fazem jus ao peso da camiseta dos clubes. Ainda que façam uma temporada discreto, deram sequência a evolução demonstrada nos últimos jogos, travando um duelo acirrado e decidido apenas nos minutos finais, com a vitória do cruz-maltino, por 94 a 87.

 

Quando eu digo decidido apenas nos minutos finais, entenda, sacramentada apenas nos minutos finais. Isso porque a vantagem foi construída na reta final do primeiro quarto, quando a equipe encaixou uma corrida de onze pontos consecutivos, recuperando a liderança e o domínio do jogo, com uma melhor proteção defensiva e uma chuva de bola de três pontos.

 

A partir de então, os comandados de Dedé Barbosa administraram o resultado, contendo a crescente do Botafogo, que jogava diante de sua torcida e vinha de três vitórias consecutivas, sequência que recuperou a confiança de seus jogadores, principalmente de Átila, fundamental nos dois lados da quadra.

 

Do outro lado da quadra, Gustavo chamou a atenção, aparecendo como válvula de escape da equipe visitante, que atuou de maneira bem diferente da habitual por conta da dificuldade imposta pelo adversário, que protegeu muito bem a área pintada. Ao final da partida, em entrevista para a Liga Nacional, Gustavo comentou sobre a evolução da equipe.

 

"Tivemos alguns percalços no meio do caminho, com alguns problemas, algumas lesões, mas o time está crescendo e aos poucos vai se encaixando, ficando completo com a volta do Fúlvio e agora do Gui Deodato (deve estar disponível dentro de aproximadamente dez dias)."

 

 Com cinco bolas de três pontos, Jackson foi categórico (Reprodução/Vasco).

 

Outra jogador que vem recuperando o bom basquetebol é Jamaal. Depois de desfalcar o Fogão durante parte do primeiro turno, o armador voltou nas últimas partidas e vem dando conta do recado, liderando a equipe na pontuação e na distribuição, abrindo espaço para outros atletas ganharem espaço e confiança. 

 

Após o confronto, comentou sobre o revés, duro de dirigir devido a boa partida do Botafogo, mas necessário diante da sequência da competição, que vai chegando ao final da primeira fase, com Botafogo e Joiville brigando pela última vaga dos playoffs.

 

"Eles vieram com um bom plano para o jogo. Fica a lição para o próximo jogo. Não podemos ficar bravos, abaixar a cabeça. O plano não muda, é pensar no próximo jogo. Não acho que estamos devendo muito não, sofremos com muitas lesões, iniciando o campeonato com sete jogadores." 

 

Com toda essa bagagem acumulada nos últimos jogos, os rivais se enchem de esperança para essa reta final de NBB. Na décima segunda posição com cinco vitórias em vinte jogos, o Botafogo recebe o Minas na próxima terça (20/02). Já o Vasco, na décima colocação, com nove triunfos em vinte e duas partidas, volta a atuar somente no dia 01/03, novamente fora de casa, diante do Campo Mourão.

 

O JOGO

 

O clássico entre Botafogo e Vasco da Gama começou em alta velocidade. Movimentando bem a bola, os rivais emplacaram uma bela sequência na linha dos três pontos, fundamento dominado pelos jogadores mais baixos, principalmente os armadores, Tatum e Guga, para os mandantes, e Nezinho e David, para os visitantes. Além da troca incessante de cestas no perímetro, Átila e Renato pontuaram na área pintada, deixando o início de jogo bem interessante.

 

Aos poucos, o cruz-maltino foi ajustando a defesa no perímetro, ao mesmo tempo em que protegia o miolo defensivo, anulando o ataque botafoguense. A sustentação permitiu aos visitantes saírem em velocidade, aproveitando das jogadas em superioridade numérica e da falta técnica apontada pela arbitragem, para desgarrar no marcador ao final do primeiro quarto, 30 a 21

 

O Botafogo voltou diferente para o segundo período. Mesmo sem a presença de alguns titulares, que ganharam descanso no começo da etapa, o time de General Severiano foi mais agressivo nos dois lados da quadra, assegurando rebotes e recuperando bolas, tendo a oportunidade de sair em velocidade para pontuar próximo à cesta, com Jamal e Guga, baixando a desvantagem para apenas quatro pontos.

 

A volta de David Jackson deu uma nova dinâmica ao jogo do Vasco. Controlando melhor a posse de bola, rompeu a defesa do adversário com dribles curtos, seguidos de passes certeiros para Gustavo, bem posicionado na linha dos três pontos. A trama entre a dupla, devolveu o controle de jogo ao cruz-maltino, que foi para o intervalo vencendo por 52 a 43.

 

Botafogo dominou a tábua mas ainda assim foi incapaz de montar uma recuperação (Paula Reis/Tabela Carioca).

 

Os primeiros minutos da etapa complementar foram tão intensos quanto todo o primeiro tempo. O desempenho ofensivo, no entanto, caiu drasticamente. Sobrando vontade mas faltando inspiração, os rivais produziram muito pouco e o placar pouco se alterou. Em pouco mais de quatro minutos, o marcador apontava empate parcial de cinco pontos.

 

De tanto amassar o aro, Botafogo e Vasco se acertaram. Explorando o vigor físico de seus pivôs dentro da área pintada, Átila e Renato, os rivais foram machucando a defesa adversária e voltando a pontuar. A troca de cestas foi intensa e ao final do terceiro quarto, a diferença no marcador permaneceu de nove pontos a favor do Gigante da Colina, 69 a 60.

 

A crescente vivida pelos adversários na reta final do período anterior serviu de combustível para um começo de último quarto intenso. Selecionando bem os arremessos, as equipes contaram com a boa pontaria de seus principais jogadores na partida (Guga e Átila/Gustavo), para levar a melhor sobre os sistemas defensivos.

 

A boa partida de Átila, nos dois lados da quadra, mas principalmente na proteção aos rebotes, aliada ao crescimento de produção de Jamal, Tatum e Gabriel, permitiram aos mandantes reduzirem a diferença para apenas quatro pontos, reascendendo as esperança dos torcedores do Glorioso.

 

No entanto, quando a torcida inflamou de vez na Arena Carioca, brilhou a estrela de David Jackson e Giovannoni. Mesmo com a marcação ajustada, os experientes jogadores, converteram bolas importantes, colocando água no chope do Botafogo, que caiu diante do Vasco, mais regular no confronto, 94 a 87 .

 

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