Minas controla o Botafogo e se recupera no NBB

21/02/2018

O Minas se recuperou no Novo Basquete Brasil. Depois de duas derrotas consecutivas dentro de casa, para Bauru e Franca, a equipe de Espiga conseguiu a recuperação longe de seus domínios, diante do Botafogo, vencendo o embate por 76 a 70.

 

Apesar das equipes travarem um jogo equilibrado, com baixa diferença no marcador, os mineiros assumiram o controle da partida ainda no primeiro quarto e se mantiveram a frente do placar durante todo o duelo, controlando a reação botafoguense nos minutos finais.

 

Muito por conta do desempenho defensivo da equipe. Diante de um adversário aguerrida, as quatro recuperações de bola de Jefferson Campos, e os seis tocos distribuídos por Teichmann, garantiram a proteção do garrafão, possibilitando saídas em velocidade. 

 

Além disso, Wesley fez mais uma grande partida. Dominando o garrafão, mas também dando opção a média e longa distância, o pivô minastenista terminou o duelo com 19 pontos, atrás apenas de Douglas, que lutou até onde deu para manter o alvi-negro vivo no jogo.

 

Wesley segue liderando a equipe que busca regularidade na competição (Diego Maranhão / Tabela Carioca).

 

Com a vitória dessa noite, a décima em vinte e dois confrontos, o Minas segue na nona colocação, na cola do Vitória e do Caxias, em busca de um posicionamento melhor, que renderia o mando de quadra nas oitavas de final.

 

Já o Botafogo perdeu a chance de se firmar no grupo que avança aos playoffs. Embora não tenha perdido o décimo segundo lugar, com cinco triunfos em vinte e uma partidas, deixou escapar a oportunidade de aumentar a vantagem para o Joinville, principal adversário na luta pela vaga ao mata-mata.

 

O JOGO

 

As equipes vieram para a partida apostando na solidez do sistema defensivo. Com as defesas bem postadas, atenta as possibilidades de dobras, exigiram que os ataques trabalhassem a bolas em busca de espaços. Assim, os rivais encontraram na versatilidade de seus pivôs, Douglas e Wesley, uma boa opção ofensiva, convertendo arremessos de três pontos.

 

Aos poucos, os ataques foram encontrando outros caminhos de enfrentar as defesas. Quem apresentou mais variações primeiro foi o Minas. Abusando da velocidade de Roquemore e Jefferson na transição, assumiu o controle do jogo. Sem deixar o visitante desgarrar, o Botafogo contornou melhor a investida dos armadores adversários, explorando o trabalho de Douglas próximo à cesta, para manter-se na cola do rival. O desempenho do pivô só não rendeu a recuperação da liderança aos mandantes, devido a dois tocos consecutivos de Teichmann, 17 a 15.

 

O começo do segundo quarto foi quente. Logo no primeiro minuto, a equipe de Belo Horizonte teve a possibilidade de construir uma margem de segurança com a contribuição de Wesley e as faltas antidesportivas e técnicas cometidas por Tatum (excluído), mas a vantagem de Jamaal sobre Gege, no duelo pessoal, acarretou no empate, ainda nos minutos iniciais do período.

 

Dali em diante, os adversários viveram de sequências, positivas e negativas. Impulsionado pelos tiros longos de Jefferson e Gegê, Minas abria vantagem, mas logo via o Botafogo reduzir, em infiltrações de Jamaal e na contribuição de Douglas, principal jogador alvi-negro no primeiro tempo. No apagar das luzes, Roquemore apostou em jogadas individuais, dando pequena, mas importante, vantagem aos visitantes na ida para os vestiários, 41 a 35.

 

Além da contribuição defensiva, Jefferson também ditou o ritmo de jogo, distribuindo seis assistências (Reprodução/Internet).

 

Os donos da casa voltaram para a etapa complementar com um quinteto novo dentro da partida, mas bem conhecido do torcedor. Com seus principais pontuadores em quadra, chegou a reduzir a desvantagem para apenas um ponto com destaque para a aparição de Coimbra, no perímetro, e Douglas, próximo à cesta. Mas nem com o garrafão reforçado, o Botafogo conseguiu anular Wesley, responsável pelo empate parcial que devolveu a tranquilidade ao time de Espiga.

 

Aparecendo de forma decisiva na contra-ofensiva, tanto na linha dos três pontos, quanto `no lance livre, Gabriel deu sequência ao momento positivo dos mandantes no confronto. Mas a melhora defensiva dos mineiros, fortalecida após o retorno de Teichmann e Audrei, aliada aos arremessos longos de Jefferson e Gegê, aumentaram a vantagem do Minas ao final do terceiro quarto, 62 a 51.

 

A partida ganhou um contorno especial no último período. Mais agressivo na marcação, ativa ainda no campo de ataque, o Botafogo recolocou fogo no jogo com cinco pontos consecutivos nos dois primeiros minutos, em recuperação de Fabricio e arremesso curto de Guga. Os minastenistas chegaram a responder, com a proteção de Teichmann e bola de fora de Gegê, mas em uma corrida de sete pontos, encabeçada por Gabriel e Fabricio, os donos da casa diminuíram a diferença para apenas três pontos, a quatro minutos do final do jogo.

 

Com o duelo indefinido e se encaminho para o final, os rivais reforçaram a marcação na área pintada, obrigando os ataques a buscarem arremessos do perímetro, condição que estacionou a pontuação dos adversários por alguns minutos. Assim, o Minas entrou no minuto final vencendo por cinco pontos, obrigando o Botafogo a trocar ataques rápidos por faltas, estratégia que não surtiu o efeito esperado, acarretando no triunfo dos mineiros, 76 a 70.

 

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