Brasil volta a vencer o Chile e confirma classificação à próxima fase

26/02/2018

O Brasil selou a classificação à próxima fase das Eliminatórias da Copa do Mundo da China 2019, ao vencer o Chile por 83 a 58, pela quarta rodada do Grupo B, em duelo disputado na Arena Goiânia. Na primeira rodada das eliminatórias, a Seleção Brasileira já havia vencido o rival, por 86 a 73, em Osorno.

 

Diferentemente do primeiro confronto entre as equipes, do que vem sendo característica do Brasil e do que se esperava para essa partida, a Seleção Brasileira atuou de uma maneira diferente. Mesmo com maior estatura e vigor físico, os comandados de Petrovic construíram o triunfo longe do garrafão, já na reta final do terceiro quarto, com uma enxurrada de bola de três pontos, especialmente de Lucas Dias e Benite.

 

Com o novo triunfo sobre os chilenos, o Brasil chegou a quarta vitória em quatro jogos na competição, mantendo a invencibilidade e assegurando a classificação antecipada à próxima fase com duas rodadas de antecedência, desempenho e resultados que dão respaldo ao trabalho do croata Petrovic à frente da Seleção. 

 

Mesmo sem contar com seus principais jogadores, o que é verdade, aconteceu com todos os países na competição, o Brasil tem se destacado pela força do campeonato nacional e pelo trabalho coletivo, fruto da boa distribuição de jogo da Seleção Brasileira, líder em assistências até aqui, com média superior a 22 passes certeiros por partida.

 

Outro ponto importante a se observar, é o resgate da proximidade entre a seleção e a torcida, desgastada após inúmeros vexames protagonizados dentro e fora de quadra, por jogadores e dirigentes, esses com maior parcela de culpa na fase negra que assolou o basquete nacional nos últimos anos.

 

Mais de dez mil pessoas compareceram a Arena Goiânia, recorde de público nessa segunda janela de eliminatórias (Fiba Américas).

 

À relação e a boa fase da equipe, no entanto, serão postas à prova na sequência da competição, especialmente nas próximas duas janelas (junho e setembro), quando os países poderão contar com a participação de jogadores da NBA, já que a temporada da maior liga de basquete mundial já terá acabado. Como os resultados da primeira fase são levados em conta na segunda fase, vencer os próximos compromissos, diante da Venezuela e da Colômbia, se torna fundamental na luta por uma das sete vagas.

 

Relembrando que na próxima fase, os doze times serão divididos em dois grupos de seis integrantes, com os três melhores de cada chave, mais o quarto melhor, se classificando para a Copa do Mundo. Equipes que se enfrentaram no estágio inicial, não voltam a se enfrentar nessa fase.

 

O JOGO

 

O duelo entre Brasil e Chile começou com um ritmo acelerado. Movimentando rapidamente a bola, os rivais envolveram todas as suas peças na tentativa de criar situações de desequilíbrio defensivo. Para compensar a desvantagem na estatura, os chilenos contavam com boa rotação, fechando o miolo do garrafão com dobras ajustadas. Assim, os mandantes foram deslocados para o perímetro, por onde Lucas Dias anotou dois arremessos. No entanto, a cada tiro do ala brasileiro, Suarez respondia na mesma moeda, mantendo o equilíbrio.


Aos poucos, os adversários redobraram a marcação sobre eles, não deixando, sequer, que recebessem a posse de bola, mesmo com a grande quantidade de bloqueios feitos para criar espaços. Com os demais jogadores pouco inspirados, o placar ficou inalterado por alguns minutos, mas nova bola longa dos visitantes, agora com Vera, desempatou a parcial, 18 a 15.

 

A crescente chilena ficou evidenciada no primeiro minuto do segundo período, quando a equipe, por meio das infiltrações de Suarez, chegou a abrir quatro pontos, preocupando Petrovic. Mas o susto serviu para acordar a Seleção Brasileira. Liderado por Hettsheimeir, que dominou os dois lados da quadra, abusando da superioridade técnica e física com rebotes, pontos e assistências, o Brasil abriu dez pontos de vantagem após arremesso de Leo Meindl.

 

Para conter o trabalho efetivo do pivô, o Chile tentou, à todo custo, afastar o jogador da área pintada. Quando não conseguia levá-lo para longe da cesta, dobrava a marcação, dificultando o trabalho do atleta e da equipe, que tinha nele sua principal referência. A melhora defensiva aumentou os índices de confiança dos visitantes, que encostaram no marcador após bola de segurança de Isla e bola de três pontos de Moralez, 36 a 32.

 

Os rivais voltaram para a etapa complementar trabalhando rapidamente a posse de bola e apostando em estratégias completamente diferentes. Até então escorado nas tramas envolvendo Hettsheimeir, os mandantes abriram a quadra, apostando no poderio de Benite e nos cortes de Leandrinho. Perigoso no perímetro, os chilenos respondiam através das infiltrações de Fontera e Moralez, que levavam vantagem superioridade nas jogadas individuais.

 

A partida, que vinha sendo extremamente disputada e equilibrada, praticamente foi resolvida na reta final do terceiro quarto. Equilibrado dos dois lados da quadra, o Brasil contou com uma sequência precisa de Benite na linha dos três pontos, desgarrando no placar e encaminhando o triunfo, 62 a 50.

 

A sequência abalou completamente a equipe chilena, que vinha cadenciando o duelo com uma boa aplicação tática. Pressionado pela proximidade do final do jogo, o Chile saiu de seu sistema. Acelerando as ações, não teve o mesmo desempenho ofensivo, dando o contragolpe à Seleção Brasileira. Colaborativo, o Brasil selecionou bem os arremessos, colocando a vantagem acima dos vinte pontos após ataques de três pontos de Pecos, Jonathan e Leo Meindl.

 

 Varejão comemora classificação antecipada à próxima fase (Fiba Américas).

 

Justamente após a bela sequência brasileira, a partida precisou ser paralisada por aproximadamente quinze minutos, por conta da forte chuva que caía na região. Quando a bola voltou a subir, os adversários rotacionaram seus quintetos e trocaram cestas até o final do confronto, 83 a 58.

 

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