Às vésperas da Liga das Américas, Bauru vacila e praticamente dá adeus ao sonho do G4

A missão não era das mais fáceis e o Bauru Basket esteve próximo de cumpri-la. Jogando em Salvador, o clube paulista teve o domínio de jogo na maior parte da partida, mas sucumbiu à força do Vitória dentro de casa e acabou derrotado, por 82 a 77.


Depois de um primeiro tempo equilibrado, caracterizado também pela solidez defensivas das equipes e constantes trocas de liderança no marcador, o Dragão ditou o ritmo de jogo no terceiro período. Com defesa forte e velocidade na transição, parou de precipitar arremessos de três pontos, sendo efetivo nas bolas de segurança. A sequência permitiu aos visitantes abrirem dez pontos de vantagem ao final do período.


Mas o Leão não se entregou e buscou o resultado. Agressivo, fez uma última parcial praticamente irretocável (34x19). Com dificuldades para sustentar as investidas do Vitória, Bauru mantinha-se na dianteira com base nas infiltrações de seus homens mais baixos. Mas, no último minuto perdeu a posse de bola e o jogo caiu no colo dos rubro-negros. A equipe paulista ainda teve a oportunidade de empatar, mas voltou a desperdiçar lances livres, como havia acontecido diante do Pinheiros, e foi castigado com a derrota.


O revés ganha relevância por um "pequeno" detalhe. A crescente da equipe nos últimos jogos, aliado aos tropeços do Mogi das Cruzes nos últimos duelos pelo Novo Basquete Brasil, tinham dado a possibilidade do Dragão se aproximar e voltar a sonhar com o G4 da competição. Matematicamente ainda é possível, mas agora as contas ficaram mais complicadas, já que o time bauruense terá que tirar três vitórias de diferença.


Precisando esquecer, ou melhor, relembrar os erros dessa noite, a equipe não volta para o interior paulista. De Salvador, pega voo para São Paulo, onde se junta à Renan Lenz, desfalque diante dos rubro-negros. De lá parte para Corrientes, para a disputa da Liga das Américas. O clube inicia a disputa da fase semifinal na sexta, diante dos donos da casa, o Regatas.


Já o Vitória segue em ascensão. Depois de um começo de temporada discreto, foi se encontrando e, não à toa, já é o sexto colocado do NBB, assumindo o posto que pertencia ao Pinheiros, derrotado pelos comandados de Demétrius na última sexta-feira.

O JOGO

O começo da partida entre Vitória e Bauru foi extremamente movimentado. Com uma defesa agressiva, o Dragão recuperou algumas bolas e capturou rebotes importantes com Shilton, tendo um alto volume de jogo. Apesar do baixo aproveitamento no perímetro (28%), foi por ali que Alex e Hettsheimeir deram o domínio da partida aos paulistas.


A insistência bauruense nos arremessos de três pontos acabou custando caro. Forçando bolas longas que não caíam, Bauru parou nos dez pontos e viu os mandantes passarem em frente. Escorados no desempenho de Arthur, que puxava os contragolpes, e a participação fundamental de Shaw e André Góes, responsáveis por treze tentos, os rubronegros fecharam o primeiro quarto com um pontinho de vantagem, 15 a 14.


O início do segundo período foi tão equilibrado quanto toda a primeira parcial. O Vitória seguia demonstrando organização, marca registrada das equipes comandadas por Régis Marrelli, mas foi o atual campeão brasileiro quem mudou a maneira de atuar. Ciente das dificuldades na linha dos três pontos, o Dragão voltou a atuar próximo à cesta, se alternando na liderança do confronto com as bolas de segurança de Alex, Jaú e Anthony.


Mesmo sem o armador em quadra, Bauru manteve a organização. Liderado por Alex e Duda, os visitantes voltaram a pontuar no perímetro, com o Brabo e com Hettsheimeir. No entanto, a cada boa trama ofensiva dos paulistas, o Leão respondia imediatamente, equilibrando as ações entre os arremessos de três de Okorie e a contribuição de Maique na área pintada. Assim, o Vitória foi para o intervalo vencendo por 37 a 34.


Seis jogadores do Vitória contribuíram de maneira efetiva no ataque, enquanto Anthony, Alex e Hettsheimeir foram responsáveis por sessenta pontos da equipe bauruense (Reprodução/NBB).

Os adversários voltaram para o segundo tempo ainda mais atentos ao sistema defensivo. Impondo muitas dificuldades aos ataques, distribuíram tocos e acumularam recuperações de bola. Saindo em velocidade, o Dragão recuperou a dianteira e o controle de jogo com as infiltrações de Alex e Duda, além da enterrada de Hettsheimeir e arremesso de Jaú.


O pivô bauruense por sinal, desequilibrou a partida no terceiro quarto. Emplacando uma sequência de sete pontos, foi o responsável por colocar a vantagem de sua equipe na casa dos dígitos duplos. Murilo, na linha dos três pontos, e Renato, em arremesso curto, tentaram diminuir a diferença, mas Anthony e Alex responderam na mesma moeda, mantendo a gordura no marcador, 58 a 48.


Mas o triunfo, que parecia encaminhado, escorreu pelas mãos com os inúmeros erros dos visitantes. Pouco criativo no começo do último período, o Dragão não conseguiu romper a forte defesa rubro-negra e ficou três minutos sem pontuar. Para piorar, Duda ainda cometeu falta anti-desportiva em Renato, que ainda voltou a converter tiro do perímetro, baixando a diferença para apenas dois pontos.


Dali em diante o duelo ficou extremamente equilibrado, com as defesas não conseguindo sustentar praticamente nenhuma ação do rival. Dessa maneira, os times pararam diversas vezes na linha do lance livre e foi comum ver consecutivos empates, deixando o duelo aberto até os últimos minutos. Na volta final do relógio, o Vitória teve mais tranquilidade para trabalhar as jogadas individuais e converter as infrações assinaladas. Bauru teve a chance de buscar o empate, mas desperdiçou três lances livres, com Alex e Osvaldo. Os desperdícios custaram a derrota, por 82 a 77.


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