Estudiantes atropela o Bauru no terceiro quarto e vai ao Final Four

12/03/2018

O Bauru Basket está eliminado da Liga das Américas. Dependendo apenas de suas forças para se classificar ao Final Four, acabou derrotado pelo Estudiantes, por 93 a 88, e deus adeus ao sonho do bicampeonato na competição.

 

A eliminação, que já seria dolorosa por si só, ganha contornos ainda mais ingratos devido a história da partida. Dominante no primeiro tempo (47 a 34), o Dragão perdeu o controle emocional e tomou uma virada das mais impactantes, muito parecida com a sofrida pela equipe diante do Aguada, em 2014. 

 

O time de defesa agressiva, ataque veloz e de alto aproveitamento no perímetro, sobretudo com Hettsheimeir, deu lugar a uma equipe apática, de baixa resistência defensiva, de pouca mobilidade e inspiração ofensiva e de muito desequilíbrio emocional, algo que já havia ocorrido diante do Regatas Corrientes.

 

Nem mesmo a grande partida individual de Hettsheimeir compensou as diversas falhas bauruenses (Victor Lira/Bauru Basket).

 

A visão é compartilhada até mesmo pelos jogadores, como Duda Machado. Experiente, reconheceu as falhas da equipe que custaram a classificação ao Final Four da Liga das Américas.

 

“É difícil fazer uma avaliação deste jogo, mas foram dois temos distintos. No primeiro, nós controlamos o jogo e o tivemos em nossas mãos ficando com 13 pontos na frente. No segundo tempo, não soubemos administrar essa vantagem. Os dois americanos estavam muitos inspirados e isso nos custou a partida e a classificação. Sabemos quantas pessoas estavam na torcida e nos apoiando, e agradecemos isso. Demos o nosso máximo e saímos de cabeça erguida. Agora, é focar no NBB”

 

Agora, Bauru terá pela frente apenas o Novo Basquete Brasil. Atualmente na quinta colocação, terá o confronto direto contra o Mogi das Cruzes, na quinta-feira, para buscar a quarta posição e a classificação antecipada às quartas-de-final.

 

Para o duelo diante dos mogianos e todo o restante da temporada, o Dragão terá de buscar o equilíbrio que vem sendo o calcanhar de aquiles da equipe, que alterna bons e maus momentos desde o começo do ano, algo que impede uma real evolução do time.

 

O JOGO

 

Diferentemente das outras partidas, o Bauru entrou mais ligado. Extremamente agressivo na marcação, sobretudo nos rebotes, anulou completamente o trabalho ofensivo do rival, tendo a transição a seu favor. Principal figura de ligação defesa-ataque, Alex distribuiu muito bem o jogo, se aproveitando da colaboração de Hettsheimeir na área pintada, para dar o controle da partida ao Dragão.

 

Aos poucos, o Estudiantes foi encontrando algumas brechas na defesa bauruense, principalmente com Rivero. Em duas infiltrações, o ala reduziu a diferença para apenas dois pontos. Mas nem deu tempo para os hermanos comemorarem. Com um desempenho irretocável nas bolas de três pontos, Hettsheimeir liderou uma sequência positiva que devolveu uma margem segura ao Bauru, ao final do primeiro quarto, 25 a 15.

 

No começo do segundo período, o Dragão manteve a compostura defensiva, sobretudo no garrafão, protegido sempre por dois jogadores mais altos, dentre eles Maikão. No entanto, sem conseguir produzir ofensivamente, o time brasileiro viu o rival se aproximar com dois arremessos de muito longe, de Smith e Vildoza.

 

Trazendo de volta à quadra, Alex e Hettsheimeir, Demétrius devolveu o equilíbrio e a segurança à equipe. Tirando o volume de jogo do rival no perímetro, Bauru voltou a estabelecer tramas ofensivas utilizando o pivô como referência. Pontuando e criando espaços para seus companheiros, dentre eles Duda, o Dragão foi para os vestiários vencendo com relativa tranquilidade, depois de bela jogada individual de Stefano, que cruzou a quadra toda antes de converter arremesso curto, 47 a 34.

 

O duelo, que vinha sendo controlado pelo Bauru, tomou outro rumo na etapa complementar. Abrindo bem a quadra, o Estudiantes explorou as jogadas individuais para aniquilar a vantagem bauruense. Acelerando as ações com Orresta, o clube argentino foi criando oportunidades entre infiltrações e arremessos de três, do próprio ala e de Smith. 

 

Apático, o Dragão voltou a colocar dez pontos de frente em duas jogadas individuais de Alex, mas nem com a contribuição do Brabo, o time se acalmou. Nervoso dentro de quadra, cometeu duas faltas antidesportivas e viu o rival emplacar quinze pontos em apenas três minutos, passando a frente com Tucker e Vildoza, 65 a 62.

 

No início do último quarto, Bauru encontrou refúgio em Maikão, um dos mais jovens do elenco. Agressivo, dominou a área pintada, com tocos e jogadas de bonificação. Mas, apesar do desempenho individual do pivô, a defesa bauruense continuava passiva, dando liberdade para Smith e Tucker colocar a diferença em sete pontos.

 

Apagados até então, Anthony e Renan assumiram a responsabilidade ofensiva. Atuando em parceria, machucaram a defesa adversária com muitas variações. No entanto, a dupla do rival continuava tendo tapete vermelho. Assim, o Estudiantes carimbou a classificação ao Final Four com muita tranquilidade, 93 a 88.

 

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