San Lorenzo vence o Mogi das Cruzes e conquista a Liga das Américas

26/03/2018

Antes mesmo da laranjinha subir, já sabíamos, veríamos a história sendo escrita. Uma das principais forças de seus países, San Lorenzo e Mogi das Cruzes, viviam a expectativa da conquista inédita da Liga das Américas.

 

E quem acabou escrevendo seu nome no basquete sulamericano foi a equipe argentina. Jogando em casa, fez valer o apoio de sua fanática torcida, e venceu um confronto equilibrado contra os brasileiros, por 79 a 71.

 

União time-torcida foi fundamental para a equipe na reta decisiva do campeonato (Fiba Américas).

 

O título inédito da Liga das Américas coroa um trabalho impecável da diretoria do Cuervo. Intensificando os investimento no basquete, a equipe mundialmente conhecida como time do Papa, montou um dos melhores elencos já vistos na América do Sul.

Com nada mais nada menos que seis jogadores com passagens marcantes por suas seleções nacionais, a diretoria conseguiu dar profundidade ao elenco. Além da base argentina, Tinelli e companhia trouxeram Tucker e o recém contratado Joel Anthony, bicampeão pela NBA, dando ainda mais profundidade e variedade ao elenco.

 

A cereja no bolo do elenco azulgrená é jovem, mas já decisivo, Gabriel Deck. Observado por diversos clubes da NBA, o ala de apenas 23 anos vem assumindo a liderança da equipe, como na decisão de hoje, em que terminou com 23 pontos e 10 rebotes, registrando um duplo-duplo que lhe garantiu o título de MVP da competição.

 

Desempenho acima da média de Deck, el Tortu, vem rendendo comparações com astros da geração dourada (Fiba Américas).

 

O momento de Deck se confunde com o do San Lorenzo. Atual bicampeão da Liga Nacional, time e jogador celebram a conquista do maior título de sua história, que os credenciam a disputar o Mundial Interclubes, diante do campeão da Euroliga, que está em andamento. 

 

O título azulgrená, ganha ainda mais relevância diante da qualidade do rival. De quase eliminado ainda na primeira fase da competição, pelo Paulistano, o Mogi das Cruzes amadureceu e alimentou o sonho de conquistar a Liga das Américas pela primeira vez em sua história.

 

Sem os mesmos investimentos e opções dentro do plantel, sabia que precisava esfriar o caldeirão do Roberto Pando e cadenciar o ritmo de jogo, até para deixar seu trio de norte-americanos dentro de quadra durante o maior tempo possível. 

 

Por alguns minutos até conseguiu por em prática a estratégia, mas o desgaste físico, somado à lesão de Caio Torres e a partida discreta de Shamell custaram muito caro ao time brasileiro, que caiu de pé, diante de uma equipe muito mais madura e credenciada.

 

O JOGO

 

O Mogi mostrou, logo de cara, que não seria presa fácil para os favoritos. Mesmo atuando na casa do adversário, iniciou a partida melhor. Com defesa forte e sáida em velocidade com Larry, assumiu o controle de jogo com aproveitamento seguro no perímetro, por onde o alienígena, Jimmy e Shamell anotaram bolas importantes.

 

Até então dependente das jogadas internas de Gabriel Deck, o San Lorenzo conseguiu diminuir o prejuízo parcial em duas recuperações defensivas que deram a oportunidade de descontar a diferença na transição, com Safar e Aguirre, 25 a 20.

 

O crescimento dos mandantes ficou evidenciado nos primeiros minutos do segundo período, quando a equipe empatou a partida, com arremesso de três pontos de Safar, seguido de bandeja de Deck. Até então apagado, Tyrone começou a aparecer para o Mogi, anotando cinco pontos, que devolveram a tranquilidade aos brasileiros.

 

Mas o momento era mesmo favorável ao Cuervo. Orquestrando muito bem seus companheiros, dentre eles Deck e Safar, Aguirre recolocou os donos da casa na liderança do marcador, ainda que Larry tentasse, à todo custo, manter Mogi à frente. Assim, o San Lorenzo foi para os vestiários vencendo por 40 a 38.

 

O Mogi não voltou bem para o segundo tempo. Nervoso, acumulou arremessos precipitados, que além de não levar perigo, ainda proporcionou contragolpes ao adversário. Mesmo com Guerrinha parando e orientando, o time não conseguiu se acertar e viu o Roberto Pando se inflamar quando os mandantes colocaram quinze pontos de diferença em jogadinhas de pick-and-roll, envolvendo os armadores Tucker e Aguirre, com o pivô Justiz.

 

A recuperação veio da onde menos se esperava. Não que Tyrone não possua qualidade para tal, longe disso, mas com quatro faltas, seria normal que desse uma cadenciada na marcação para se guardar para o restante do confronto. Pelo contrário, explorando o vigor físico, apertou na defesa e apareceu de maneira efetiva no ataque, cortando a desvantagem para "apenas" nove pontos, 59 a 50.

 

Tyrone bem que tentou conduzir o Mogi das Cruzes ao título mas equipe não foi párea para o San Lorenzo (Fiba Américas).

 

A crescente mogiana não parou no intervalo entre o terceiro e o último período. Mantendo as dobras defensivas, conseguiu o que parecia improvável, dada a qualidade e a vantagem do rival dentro da partida. Com sete pontos de Tyrone e arremesso de três pontos de Flipin, o Mogi das Cruzes assumiu a liderança da partida, a menos de cinco minutos para o final do jogo.

 

O San Lorenzo não se abateu e mostrou porque conquistaria o título. De maneira inteligente, abriu a quadra para apostar na individualidade de seus jogadores. Assim, encontrou espaços no garrafão mogiano, com Deck, Mata e Calfani, não recuperando apenas a dianteira no marcador, mas também abrindo larga vantagem, na casa dos nove pontos.

 

O Mogi ainda tentou uma blitz final, mas os mandantes souberam conduzir o duelo, para coroar o trabalho com a vitória por 78 a 71 e o título inédito da Liga das Américas.

 

 

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