Minas domina segundo tempo e vence o Vitória

01/04/2018

O Minas fez valer o mando de quadra para largar na frente nas oitavas de final. Na primeira partida da série, superou o Vitória por 80 a 65, abrindo 1 a 0 no confronto contra os rubronegros, que possuem vantagem no mando de quadra.

 

De uma forma geral, os comandados de Espiga foram superiores, mas foi a partir do segundo tempo, que conseguiram desgarrar no marcador, batendo um rival bem organizado, que vinha no encalço da equipe de Belo Horizonte.

 

Intensificando a agressividade no homem da bola e na briga pelos rebotes, o Minas anulou as principais peças do adversário, limitando-o a apenas 23 pontos na etapa complementar. Assim, saiu em transição e construiu seu resultado, com boa distribuição no volume de jogo.

 

Ao todo quatro jogadores contribuíram com dez pontos ou mais (Jefferson, Gegê, Wesley e Roquemore), além de boa aparição de Teichmann e Mosso, que anotaram nove tentos cada. A diversidade causou problemas ao sistema defensivo de Régis Marrelli, que buscou alternativas mas não pôde evitar a derrota na capital mineira.

 

A efeito de comparação, apenas dois atletas do Leão, Dawkins e Murilo, conseguiram pontuar em dígitos duplos, evidenciando a falta de colaboradores no desenvolvimento coletivo da equipe. André Góes apareceu bem na construção, mas não foi efetivo na conclusão das jogadas, como costuma ser.

 

Agora a série "vai" para Salvador, onde o Vitória terá duas partidas dentro do Cajazeiras para reverter a situação. A primeira delas será na próxima quarta-feira, às 19:30, com transmissão do SporTV.

 

O JOGO

 

Jogando ao lado do seu torcedor, o Minas iniciou a partida melhor. Com uma defesa agressiva, que pressionava o homem da bola com dobras, os mandantes levaram o adversário a cometer erros que renderam contragolpes bem organizados por Gegê. O Vitória reagiu e chegou a virar o duelo ainda na metade do período, com bolas de segurança de Murilo e Shawn.

 

Os donos da casa não se abateram e rapidamente reassumiram o controle do confronto, emplacando sequência mortal na linha dos três pontos, com Jefferson, Mosso e Roquemore, por duas vezes, sendo a última delas no estouro do cronômetro, para dar números finais ao primeiro quarto, 23 a 15.

 

A vantagem minastenista, no entanto, não durou muito. O rubronegro acertou a defesa, voltando mais equilibrado para a segunda parcial. Anulando as principais peças do adversário, explorou muito bem as tramas puxadas por André Goés e Arthur, em parceira com Murilo e Edu Mariano, para aplicar corrida de 17 a 2 e voltar a liderar o duelo na metade do período.

 

A sequência levou Espiga a trazer seu quinteto titular de volta à quadra. O regresso da primeira unidade, deu nova dinâmica ao ataque dos mandantes, antes inoperante. Mas o Minas ainda permitia que os visitantes atacassem em liberdade, e Shawn e Goés aproveitaram muito bem as brechas dadas pelo rival, mantendo o Vitória à frente na ida para os vestiários, 42 a 41.

 

Diferentemente dos outros quartos, em que os adversários aplicaram grandes corridas, no terceiro período a história foi diferente. Embora o Minas trabalhasse de maneira mais coletiva e o Vitória dependesse da individualidade de Dawkins, os rivais trocaram cestas, se alternando na liderança do marcador por alguns minutos, até Wesley enterrar e colocar a diferença em cinco pontos.

 

Elenco minastenista respondeu melhor durante a partida, sobretudo na etapa complementar (Reprodução/LNB).

 

O ritmo da partida acabou caindo no decorrer da parcial. Sem a mesma criação e seleção dos arremessos, as equipes pontuaram isoladamente, fator fundamental para que os mandantes mantivessem a vantagem, com destaque para o trabalho interno de Rhoomes, 61 a 56.

 

Assim como na reta final do período anterior, os primeiros dois minutos do último quarto ficaram marcados pela superioridade defensiva sobre os ataques. O primeiro time a pontuar na parcial foi o Vitória, em rebote ofensivo de Kurtz, mas foi o Minas quem se destacou no período, abrindo oito pontos de frente, ainda na metade da parcial, após arremesso de três de Audrei, seguido de bandeja de Teichmann.

 

O Leão tentou reagir e chegou a cortar a diferença para apenas dois pontos, após bolas de Arthur e Dawkins, mas os mandantes mostraram tranquilidade para assimilar a aproximação do rival. Intensificando a marcação e a saída em velocidade, abriu rapidamente quinze pontos de frente com Wesley, Jefferson e Gegê, liquidando a partida em 80 a 65.

 

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