Alex brilha, conduz Bauru à vitória mas deixa a quadra lesionado

Uma partida recheada de alternativas e emoções. É assim que pode ser resumida a vitória bauruense sobre o Vasco da Gama, por 93 a 84, no primeiro jogo da série, disputado na Arena Carioca.


Se no primeiro tempo as diversas variações táticas produzidas pelas rotações dos quintetos chamaram a atenção, no segundo tempo a montanha russa de emoções vivida por Alex Garcia, capitão do Dragão, roubou a cena.


Impecável na defesa e mortal no ataque, o Brabo liderou a crescente bauruense na etapa complementar ao assegurar rebotes e emplacar treze pontos consecutivos, quebrando o sistema defensivo cruz-maltino.


Alex e Hettsheimeir foram os cestinhas da partida, 23 pontos cada (Victor Lira/Bauru Basket).

No entanto, quando o duelo já se encaminhava para o final, com sua equipe controlando o ritmo de jogo, o capitão sentiu dores no joelho direito e deixou as quadra chorando, causando grande preocupação na comunidade bauruense.


Ao final da partida, em entrevista para a Liga Nacional, o ala da seleção brasileira tratou de tranquilizar familiares e torcedores, dizendo que se tratava de um incômodo antigo, mais precisamente um estiramento no músculo posterior do joelho.


“Acabei trançando as pernas com o Lucas (Mariano) e senti um pouco o joelho. Mas tenho tempo para me recuperar para os jogos na Panela de Pressão”


Ainda assim, deve realizar exames detalhados quando desembarcar na Cidade Sem Limites, para descartar lesões mais graves e iniciar tratamento.

O JOGO


As equipes começaram a partida extremamente calibradas nas bolas de três pontos. Ambientado à quadra e com o apoio do seu torcedor, o Vasco se sobressaiu nos primeiros minutos, com arremessos precisos de David Jackson e Fúlvio. Rapidamente o Bauru entrou na partida, respondendo na mesma moeda, com sua dupla de pivôs, composta por Hettsheimeir e Renan, aparecendo de maneira efetiva no perímetro.


Os rivais, cientes do poderio do adversário nas bolas longas, subiram a marcação, tirando a liberdade dos arremessadores. A mudança exigiu que as equipes mudassem a maneira de atacar e quem fez a leitura correta do cenário, foi o cruz-maltino. Liderado por David Jackson e Renato, os donos da casa exploraram os espaços deixados no miolo do garrafão bauruense, para abrir vantagem para o Gigante da Colina, 24 a 21.


A falha foi corrigida rapidamente por Demétrius, que trouxe Shilton para o jogo. A presença do pivô melhorou a defesa da equipe, que impôs sérias dificuldades ao adversário, levando-o a cometer consecutivas violações, por desperdício da posse de bola ou faltas ofensivas. No ataque, o camisa 6 do Dragão explorou o vigor físico para levar vantagem nos bloqueios, sendo o ponto de segurança de seus companheiros. Assim, conduziu o time à virada, além de pendurar os pivôs adversários (Giovannoni, Renato e Hayes) com três faltas, ainda na metade da segunda parcial.


Aos poucos, a defesa cruz-maltina foi reduzindo os espaços e equilibrando o período, tirando o volume ofensivo dos paulistas. Depois de alguns minutos em que os rivais não conseguiram pontuar por conta dos sistemas defensivos, o Bauru conseguiu ser mais efetivo, sobretudo dentro do garrafão, com Hettsheimeir, fechando o primeiro tempo na dianteira, 43 a 41.


Dominante no primeiro tempo, Hettsheimeir teve companhia do Brabo na segunda etapa (Victor Lira/Bauru Basket).

Os primeiros minutos do segundo tempo já indicavam, o terceiro período renderia um capítulo à parte. Depois de algumas trocas de cestas entre as equipes, o Vasco se estabeleceu, distribuindo o volume de jogo entre as tramas internas de seus pivôs e os arremessos à média e longa distância de David Jackson e Fúlvio, enquanto Hettsheimeir lutava isoladamente dentro do garrafão, sem a ajuda de seus companheiros.


Mais do que substituir Osvaldo, completamente apagado, por Duda, o Bauru mudou sua atitude após o pedido de tempo de Demétrius. Liderado por Alex Garcia, a equipe visitante melhorou a postura dos dois lados da quadra. Pressionou na defesa e atuou em conjunto no ataque, confundindo a marcação adversária. Apesar do coletividade, o Brabo anotou treze pontos seguidos, guiando uma corrida de 18 a 2, fundamental para o Dragão abrir dez pontos de vantagem, 68 a 58.


A diferença, que já era significativa, ficou ainda maior na primeira volta do relógio no último quarto. Em duas saídas em velocidade, a equipe bauruense abriu quatorze de frente. Apesar de cometer alguns vacilos defensivos, que permitiram ao rival diminuir a diferença, Anthony se redimiu ao emplacar bola de três pontos seguida de infiltração, recolocando a vantagem na casa dos dígitos duplos.


A tranquilidade bauruense foi rompida com a queda de seu capitão. Em disputa de rebote, Alex sentiu o joelho direito e deixou a quadra chorando. Do banco de reservas, viu seus companheiros administrarem a pressão cruz-maltina com segurança, assegurando a vitória por 93 a 84.


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