Vitória controla partida, vence Minas e empata série

05/04/2018

O Vitória mostrou mais uma vez a força que tem dentro de casa. Atuando no Ginásio Cajazeiras, em Salvador, venceu o Minas por 71 a 63, empatando a série oitavas de final do Novo Basquete Brasil em 1 a 1.

 

A vitória rubro-negra foi construída ainda nos primeiros minutos da partida, quando a equipe imprimiu forte ritmo defensivo, explorando os contragolpes puxados por Dawkins e Arthur para assumir o controle do jogo, abrindo dez pontos de vantagem.

 

Dali, até o final da partida, o Minas buscou a recuperação. Sem o mesmo ímpeto defensivo e sem a mesma distribuição no volume de jogo (teve apenas onze assistências no duelo), não foi páreo para o Leão que, mesmo sem ser brilhante, mostrou mais regularidade, assegurando o triunfo.

 

Com a série empatada, as equipes voltam a se enfrentar já nessa sexta feira (06), às 21 horas, também em Salvador, com transmissão do Twitter oficial da Liga Nacional de Basquete. 

 

O JOGO

 

Ainda que o Ginásio Cajazeiras não estivesse lotado, como de costume nos playoffs, serviu de combustível para o Vitória se impor no início da partida. Defendendo de maneira firme e abrindo bem a quadra no ataque, o Leão contou com a liderança de Dawkins e Arthur, para abrir dez pontos de vantagem e assumir o controle do jogo ainda nos primeiros minutos do confronto.

O rubro-negro não se acomodou com a vantagem no marcador, mas não obteve o mesmo desempenho ofensivo, fruto de uma ligeira melhor no sistema defensivo do Minas. Protegendo melhor seu garrafão, deixou os mandantes arremessarem algumas bolas no perímetro, onde o desempenho não foi bom. Assim, na individualidade de Gegê e Roquemore, diminuiu o prejuízo parcial, 17 a 10.

 

Diferentemente do período anterior, o começo do segundo quarto foi equilibrado. Atuando de maneira mais coletiva, envolvendo todas as peças do seu ataque, dentre elas do ala Audrei, o time visitante fez frente às investidas dos donos da casa, que seguia no comando do duelo, embora de maneira mais discreta, dado o crescimento dos comandados de Espiga. 

 

Uma pequena oscilação defensiva, aliada à boa aparição de Arhur, que já tinha feito um grande primeiro quarto, permitiu ao Leão voltar a desgarrar no marcador. No entanto, com a postura defensiva restabelecida e tranquilidade para movimentar a bola, o Minas emplacou três bolas consecutivas do perímetro, com Rush, Gegê e Lelê, encostando de vez no placar, 32 a 30.

 

 Vitória venceu praticamente de ponta a ponta (Reprodução/Vitória).

 

O início do segundo tempo foi bastante movimentado. Em um primeiro momento, o Minas prevaleceu, chegando a assumir a liderança da partida pela primeira vez, após infiltrações de Roquemore. Mas a verdade é que o Vitória voltou a aplicar pressão no rival, tirando o volume de jogo dos principais jogadores. Assim, sustentou a defesa e saiu em velocidade, recuperando a dianteira e a gordura no marcador, com distribuição na pontuação.

 

O conforto no marcador só foi rompido com a aplicação de falta antidesportiva, cometida por Shawn, e a conquista de alguns rebotes ofensivos pelo pivô minastenista Rhoomes. A aproximação só não se sustentou porque Murilo seguia dominando a área pintada do outro lado da quadra. Entre ganchos e lances livres, computou onze pontos no período, mantendo o rubro-negro à frente, 53 a 48.

 

Os primeiros minutos do último quarto ficaram marcados por muitas precipitações, de ambos os lados. Apostando em jogadas que não vinha surtindo efeito, como arremessos longos e lances individuais, os adversários ofereceram pouco perigo, movimentando o placar em uma ou outra trama mais articulada.

 

Mais lúcido e equilibrado, como havia sido durante todo o duelo, o Vitória praticamente resolveu a partida com uma sequência arrasadora. Distribuindo dois tocos, com Edu Mariano e André Góes, o Leão teve o contragolpe a seu favor. Em superioridade numérica, encontrou espaços dentro do garrafão, para converter bolas de segurança, com Arthur e Murilo, abrindo onze pontos de vantagem.

 

A equipe visitante até esboçou uma reação, escorada muito mais na disposição do que na organização. Mas como jogava contra um adversário que tinha mais controle e lutava também contra o relógio, acabou sucumbindo a força e consistência do Vitória, que venceu a partida por 71 a 63.

 

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