Em duelo decidido apenas na terceira prorrogação, Minas elimina o Vitória e se garante nas quartas

13/04/2018

Foi um duelo pra ficar na história do Novo Basquete Brasil. Em uma das partidas mais longas da história da competição, o Minas desbancou o Vitória, dentro do Cajazeiras, ao derrotá-lo, na terceira prorrogação, por 117 a 111, fechando a série em 3 a 2.

 

O placar apertado e os consecutivos empates durante o tempo regulamentar reforçam o equilíbrio da série e das equipes, que presentearam não só os torcedores de suas equipes, como todo o amante do esporte, com uma partida de tirar o fôlego.

 

Em pouco mais de uma hora de basquete jogado, os rivais mostraram muita qualidade, tanto na defesa, quanto no ataque, deixando o duelo empolgante. A entrega dos adversários também valorizou o espetáculo, que parecia e, de fato, não merecia ter um fim.

 

Entre tantas variantes, decorrentes da duração da partida e opções interessantes de ambos os lados, pesou, à favor dos comandados de Espiga, o crescimento na reta final da terceira prorrogação, quando a equipe mostrou mais frieza e pontaria, para fechar o jogo e se garantir nas quartas de final da competição.

 

 Roquemore foi o grande nome do jogo, com 32 pontos (Maurícia da Matta/EC Vitória).

 

Na próxima fase, os minastenistas, que voltam aos playoffs após oito anos, terão pela frente o pentacampeão Flamengo, que se classificou em primeiro lugar na fase regular, o que lhes confere o direito de fazer três jogos no Rio de Janeiro.

 

Nem mesmo a derrota e a eliminação apagaram a campanha do Vitória. Ainda que tenha caído precocemente, ainda mais em comparação à temporada anterior, a torcida reconheceu os esforços da equipe mostrando espírito esportivo. A visão foi reforçado pelo comandante Régis Marrelli: "Não faltou luta, eu não posso criticar em momento algum pela luta, por tudo que a equipe fez. Tinha que passar um, e o Minas foi melhor."

 

À título de curiosidade, a partida mais longa aconteceu no duelo entre Palmeiras 112 x 104 Uberlândia (Fábio Menotti).

 

O JOGO

 

Desde os primeiros minutos ficou bem clara a precaução das equipes em atuar dentro do sistema, escorando suas ações nas mãos de seus pivôs, em jogadas de segurança. Além da contribuição de Murilo e Maique, o Vitória contou com as infiltrações de Dawkins e André Góes para assumir o controle da partida.

 

A partir da metade da parcial, o Minas mostrou mais solidez defensiva e poderio ofensivo, sobretudo através da dupla formada por Gegê e Roquemore. Somando quatro bolas do perímetro, a dupla foi responsável pela aproximação dos visitantes no marcador, 20 a 17

 

Os minastenistas voltaram a beliscar o empate na primeira movimentação do segundo período, mas assim como nas outras oportunidades em que alcançou a igualdade, acabou não tendo forças para lutar contra o aspecto coletivo do rival que, devido a distribuição no volume de jogo e a exibição de Okorie, se mantinha à frente no marcador.

 

O cenário se modificou após a entrada de Jefferson e Audrei. Vindo do banco, a dupla deu nova cara ao Minas. Movimentando mais rapidamente a bola e agredindo a defesa adversária com cortes, surgiram como novas opções de ataque, dificultando a marcação do rubronegro. Assim, levaram seus companheiros à virada, fechando o primeiro tempo com um ponto de vantagem, 34 a 33.

 

Jefferson Campos e Dawkins cresceram de produção no decorrer da partida (Maurícia da Matta/EC Vitória).

 

A intensidade aplicada nos primeiros minutos da etapa complementar foi simplesmente mágicos. Apesar da entrega defensiva, os rivais conseguiram rompê-las com cortes rápidos, passes envolventes e pontaria afiada na linha dos três pontos. Ligeiramente superior, até em função do domínio da tábua, o Minas chegou a abrir sete pontos de frente após lance de bonificação de Wesley.

 

A entrada de Kurtz deu consistência defensiva ao Leão, sobretudo na área pintada, antes dominada por Wesley. A melhora defensiva deu condições do Vitória se aproximar no marcador, mas os erros de ataque, somado ao alto aproveitamento do rival na linha do lances livre, deram fôlego ao minastenistas, 59 a 53.

 

O Vitória até chegou a ameaçar no começo do último quarto, quando selecionou bem seus arremessos, sempre próximos à cesta. Mas o Minas não deu brecha aos mandantes e silenciou o Ginásio Cajazeiras, se aproveitando dos espaços deixados pelo rubronegro na linha dos três pontos, bem aproveitados por Roquemore, que colocou a diferença em doze pontos.

 

Com dificuldades na articulação, fruto da partida discreta de Dawkins e da marcação apertada do adversário, os donos da casa começaram a construir sua reação através da disposição de seus homens de garrafão. Protegendo o miolo defensivo e acreditando em cada bola espirrada no ataque, Kurtz, Murilo e Maique diminuíram a desvantagem para apenas três pontos a menos de dois minutos do final do jogo.

 

A sequência ascendeu a torcida e também Dawkins. Em boa jogada individual, o armador encontrou Okorie, bem posicionado na linha dos três pontos, para empatar o duelo. Na sequência Wesley foi parar na linha do lance livre mas desperdiçou os dois arremessos o que deu ao rubro-negro a possibilidade tentar uma última jogada. Os mandantes organizaram bem o ataque mas também falharam na conclusão e o jogo foi para a prorrogação, 78 a 78.

 

PRORROGAÇÃO

 

Empurrado pela sua torcida e pelo crescimento de produção de Dawkins, o Vitória iniciou melhor o tempo extra. Após arremesso do perímetro e assistência para Maique, o armador liderou a corrida de cinco pontos de sua equipe. Quando o duelo parecia resolvido, Roquemore apareceu para forçar uma nova prorrogação. Apertando a marcação e emplacando cinco tentos, o ala-armador deu números finais ao período, 85 a 85.

 

O segundo período extra, se é que é possível, guardava ainda mais emoções. Mostrando muita segurança e maturidade, Wesley assumiu a liderança do Minas. Com três arremessos do perímetro e bandeja, o ala-pivô deu o controle das ações ao visitantes, que abriram cinco de frente a dois minutos do final da partida.

 

E o que parecia impossível aconteceu. Valente, o Vitória não se entregou e foi buscar o resultado. Liderado por André Góes e Okorie, foi cortando a diferença gradativamente na linha do lance livre. O rubro-negro, que chegou a desperdiçar posse de bola em falta antidesportiva, conseguiu o empate apenas no segundo final, em infiltração de Dawkins, 102 a 102.

 

Assim como na primeira prorrogação, o Leão iniciou melhor. Se aproveitando dos desperdícios do Minas, saiu em velocidade com Arthur e Dawkins, para abrir quatro de frente. Em mais uma reviravolta daquelas, os visitantes reassumiram a liderança após arremessos de três pontos de Rush e Audrei.

 

A tensão se intensificou nos segundos finais da partida. Apesar do placar apertado, o Minas seguiu no controle das ações, sacramentando o duelo na linha do lance livre, com Audrei e Gegê, 117 a 111.

 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags

LARANJA PULSANTE

Informações e análises dos principais campeonatos estaduais, nacionais e internacionais de basquete.

Laranja Pulsante © 2019 | Todos os direitos reservados