Com grande terceiro quarto, Paulistano vence Cearense e empata série

21/04/2018

O Paulistano conseguiu empatar a série de quartas de final do Novo Basquete Brasil. Atuando na capital paulista, no Ginásio Antônio Prado Jr, derrotou o Basquete Cearense, pelo placar de 93 a 89, empatando o confronto em 1 a 1.

 

Para sair de quadra vencedor, o time de Gustavinho contou com ótimo terceiro quarto, quando conseguiu impor seu estilo de jogo, marcado pela intensidade na transição, e abrir vantagem necessária para controlar a reação do Carcará no último período.

 

Até aquela altura, os rivais faziam um jogo extremamente equilibrado, com muitas variantes e diversas trocas de liderança (17 apenas no primeiro tempo). Após o final da partida, Lucas Dias credenciou o triunfo ao seu treinador, que percebeu o abatimento da equipe com o revés em Fortaleza e passou tranquilidade aos garotos.

 

"Aquilo não foi normal, de chutar as bolas e elas não caíram. Então o Gustavinho nos pediu paciência e confiança para desenvolver nosso jogo. Não podemos parar de tentar, temos de levantar a cabeça, no primeiro jogo nos abatemos muito." 

 

Arremessos de três pontos e apresentação individual de Lucas Dias desequilibraram o duelo (João Neto/LNB)

 

A queda de rendimento no terceiro período foi muito lamentada pelos visitantes. Em entrevista ao SporTv, Sualisson reconheceu a oscilação e lamentou o resultado negativo diante da boa partida que a equipe fez fora de casa.

"Controlamos bem durante os dois primeiros quarto, mas pecamos no terceiro, em que caímos na correria deles. A bola de três deles caíram. Esse foi nosso erro. No final cortamos dez pontos de diferença mas não conseguimos sair com a vitória." 

 

Sem muito tempo para comemorar ou lamentar, os rivais voltam a medir forças no domingo, no terceiro confronto da série, marcado para às 11 horas, novamente em São paulo, com transmissão do Facebook.

 

O JOGO

 

Os primeiros minutos da partida foram um tanto quanto surpreendentes. Com uma postura agressiva, o Basquete Cearense recuperou duas posses de bola e saiu em velocidade, abrindo sete pontos de vantagem com Betinho. Rapidamente, Gustavinho pediu tempo e colocou ordem na casa. Imprimindo o mesmo ritmo defensivo, o Paulistano foi buscar o empate nas infiltrações de Fuller e bolas de segurança de Hubner.

 

A partir de então, o equilíbrio deu as caras e o que se viu foi uma incessante troca de liderança. Sem muito espaço no perímetro, os mandantes se limitaram a apenas dois arremessos de três pontos, enquanto o Carcará foi ligeiramente superior, terminando o primeiro quarto com um pontinho de vantagem após boa colaboração de Davi e Leal, 19 a 18.

 

No começo do segundo período, um confronto particular chamou a atenção. Assumindo a responsabilidade de seus clubes, Rashaun e Elinho mesclaram infiltrações com tiros do perímetro, machucando a defesa adversária e alavancando ainda mais a qualidade do jogo.

 

O duelo entre armadores permaneceu mas com outros personagens. Voltando à quadra após merecido descanso, Yago e Davi protagonizaram boas disputas, levantando as duas torcidas presentes no ginásio e acirrando os ânimos entre eles, que protagonizaram algumas provocações com a bola rolando.

 

Passado o ocorrido, Lucas Dias chamou o jogo para si, dando ligeira vantagem aos donos da casa. Mas o Cearense não se abateu e foi buscar o empate com uma sequência imponente na linha dos três pontos, com destaque para Armani. Assim, as equipes foram para o intervalo empatadas em 40 pontos.

 

 Davi, ao lado de Betinho, foram as referências do Carcará na capital paulista (João Neto/LNB)

 

O Paulistano voltou para o intervalo com outra postura. Imprimindo aquele ritmo defensivo/ofensivo que marcou a campanha da equipe na primeira fase, conseguiu colocar a diferença rapidamente na casa dos dígitos duplos, com destaque para o volume de jogo e as bolas de três pontos de Hubner.

 

Do outro lado da quadra, o Cearense até conseguia criar boas oportunidades, principalmente nas infiltrações de Rashaun, mas a cada boa jogada do ala, a equipe cochilava na recomposição e era castigada na saída em velocidade, com ligações diretas para Lucas Dias. Além disso, os mandantes exploraram o acúmulo de faltas coletivas do rival, para manter a gordura no marcador com bom aproveitamento na linha do lance livre, 76 a 62.

 

O Basquete Cearense voltou melhor para o último período. Recuperando a postura defensiva, demorou um pouquinho para concretizar as oportunidades que teve no contragolpe, mas quando calibrou a mão, botou fogo na partida, principalmente porque Betinho fazia grande partida, demonstrando personalidade.

 

Com um vasto repertório, o ala-armador contabilizou treze pontos além de duas assistências, desempenho fundamental para a equipe, de pouquinho em pouquinho, reduzir a diferença para apenas três pontos, após bola de média distância de Davi, a vinte e um segundos do final da partida. Na reposição, Yago sofreu falta, converteu o primeiro lance livre e desperdiçou o segundo, mas Hubner garantiu o rebote ofensivo que permitiu aos mandantes gastarem o tempo e sacramentarem a vitória, 93 a 89.

 

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