Paulistano supera início ruim, se impõe e vira sobre o Cearense

22/04/2018

O Paulistano fez valer o mando de quadra e o apoio de sua torcida para superar o Basquete Cearense, por 79 a 68, virar a série e ficar a uma vitória das semifinais do Novo Basquete Brasil.

 

Para se colocar em vantagem no confronto, a equipe paulista teve de superar o bom início de partida do Carcará, que chegou a colocar doze pontos de frente no final do primeiro quarto, quando a equipe desenvolveu bom basquetebol.

 

A recuperação veio através da intensidade. Modificando basante seu quinteto, como já é de costume, Gustavinho explorou a fragilidade do rival, que já não tem um elenco numeroso e ainda conta com os desfalques de Paulinho e Fiorotto, lesionados.

 

Um dos pilares da equipe no triunfo desse domingo, Lucas Dias comentou sobre a estratégia e a força da equipe dentro de casa, aonde mantém-se invicta na competição, com dezesseis vitórias, somando fase de classificação e playoffs.

 

"Nos sobressaímos depois do primeiro jogo. Sabemos que na nossa casa a gente é muito mais forte. Hoje nossa defesa foi constante, conseguimos correr e aproveitar nosso contra-ataque, que é nosso ponto forte."

 

A visão é compartilhada pelo rival Betinho. Sobrecarregado, não conseguiu ter o mesmo brilho de outras partidas, embora tenha sido um dos líderes da equipe nordestina no duelo, com quinze pontos.

 

"A gente pecou muito na sequência. Errávamos uma boa, já errava outra na sequência. Não soubemos controlar nosso momento ruim, e o Gustavo pediu para eles acelerarem o ritmo, aproveitando nossa rotação baixa."

 

Agora o Carcará tentará, diante de sua torcida, manter-se vivo na competição, enquanto o Paulistano poderá fechar a série, garantindo vaga nas semifinais. O confronto está marcado para quarta-feira, às 19:30, em Fortaleza.

 

O JOGO

 

Assim como no segundo duelo entre as equipes, o Basquete Cearense, mesmo atuando fora de casa, começou melhor. Distribuindo bem seu volume de jogo, entre infiltrações de Betinho e Davi, com os arremessos de fora de Rashaun, Felipe e de Betinho, assumiu o controle de jogo, obrigando Gustavinho a parar o jogo.

 

As trocas promovidas pelo treinador não surtiram o efeito desejado. Dividindo a articulação com Davi, Betinho encontrava facilidade para infiltrar e deixar seus companheiros em condições de pontuar. A única alternativa do Paulistano era o trabalho interno de Lucas Dias, e se não fosse ele, o prejuízo seria ainda maior, 27 a 17.

 

Nervoso, os mandantes seguiram com dificuldades para desenvolver seu jogo no início do segundo período, desperdiçando posses de bola com erros de passe. Mas, por conta da melhora defensiva do Paulistano, o Carcará não conseguiu aproveitar as oportunidades, o que deu confiança aos mandantes.

 

Deslocado para a armação, Deryk Ramos deu conta do recado. Mais colaborativo, conseguiu envolver melhor seus companheiros, especialmente Fuller, que estava completamente apagado na partida. Depois de mais de sete minutos, o Cearense conseguiu pontuar, mas foi muito pouco. Com uma parcial de 20 a 6, os donos da casa foram para os vestiários vencendo por 37 a 33.

 

Na etapa complementar, Paulistano conseguiu imprimir seu ritmo de jogo e deslanchou no marcador (Fotojump/LNB)

 

O Basquete Cearense voltou mais agressivo para a etapa complementar. Sob a liderança de Davi e Betinho, que mesclaram infiltrações e bolas de três pontos, melhorou sua produção ofensiva, incomodando o adversário e beliscando o empate, em duas oportunidades.

 

Apesar do crescimento de produção da dupla, a equipe seguia falhando defensivamente. Permitindo diversos rebotes ofensivos, viu os mandantes aproveitarem o maior volume de jogo na artilharia de Deryk Ramos e nas rabiscadas de Yago, recuperando a vantagem no marcador.

 

A tensão tomou conta dos primeiros minutos da última parcial. Cometendo erros de manejo de bola, os adversários desperdiçaram algumas posses de bola, demorando a movimentar o marcador no início do período.

 

Acusando o desgaste físico, o Carcará não tinha forças para infiltrar, justamente no momento em que o Paulistano já havia estourado o limite de faltas coletivas. Queimando uma bola de três atrás da outra, que teimavam em não cair, a equipe ofereceu pouco perigo ao rival, que não deu sopa pro azar, abriu dezessete pontos de vantagem e apenas administrou a diferença, 79 a 68.

 

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