Paulistano se impõe, sustenta pressão do Bauru e vence primeiro duelo na semifinal

01/05/2018

O Paulistano largou na frente por uma das vagas na final do Novo Basquete Brasil. Mesmo atuando fora de casa, a equipe da capital paulista superou o Bauru Basket, por 78 a 72, abrindo 1 a 0 na série semifinal.

 

O time comandado por Gustavinho apresentou um basquete envolvente desde os primeiros minutos. Como já é característica da equipe, trabalhou com intensidade, explorando os pontos fortes de cada atleta, respeitando o momento de cada um deles, o que dificultou a vida dos mandantes.

 

O maior exemplo aconteceu no segundo período. Fazendo boa leitura do jogo, o Paulistano selecionou bem seus arremessos e seus arremessadores. Distribuindo a pontuação entre os setores da quadra, nada menos que OITO jogadores da equipe pontuaram na parcial, de modo que cada um deles converteu, nada mais nada menos, que um arremesso, evidenciando o poder da distribuição/coletividade.

 

Um dos líderes da equipe, Elinho comemorou o triunfo maiúsculo conquistado fora de casa, ainda mais levando em conta que os próximos dois jogos da série serão na casa do Paulistano, no Ginásio Antônio Prado Jr.

 

"É muito importante. Começar jogando fora é complicado, favorece o adversário. Mas viemos aqui, conseguimos jogar nosso jogo, com ritmo e intensidade. Nessa fase, todo time pode ir na casa do outro e vencer, mas precisamos fazer o mando de quadra. É um clássico, então precisamos ter cabeça para o próximo jogo."

 

Maior rotação, permitiu ao Paulistano imprimir mais intensidade e dominar a partida (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Se os visitantes tiveram uma noite positiva, o mesmo não se pode dizer do Bauru Basket. A equipe não repetiu o mesmo padrão tático das últimas apresentações e sofreu defensivamente, seja no perímetro, com as bolas certeiras de Deryk e Fuller, seja no garrafão, com os rebotes ofensivos capturados pelo rival.

 

Ofensivamente, o time também deixou a desejar. Enfrentando forte resistência, o Dragão não conseguiu criar espaços na defesa do adversário. Nas poucas oportunidades em que teve liberdade, acabou desperdiçando arremessos, que limitaram o volume de jogo da equipe.

 

Ciente do domínio do rival, Demétrius sabe que terá que fazer alguns ajustes na equipe, pensando na sobrevivência do Bauru na série, e consequentemente, no campeonato.

 

"Foi um dos fatores para não termos encontrado os espaços em algumas situações em que nosso ataque ficou travado, mas isso é o que vamos buscar corrigir. É questão de dar um passe a mais, de visualizar um outro jogador. Vamos analisar para buscar o resultado em São Paulo."

 

Como dito anteriormente, a série "migra" para São Paulo, onde o Paulistano terá dois jogos diante de seu torcedor, no sábado e na terça, para, quem sabe, sacramentar a classificação à semifinal. Ao Bauru, somente a vitória interessa.

 

O JOGO

 

O duelo entre Bauru e Paulistano começou equilibrado, como é de costume quando os rivais se enfrentam. Com muita intensidade, souberam extrair o melhor de cada peça de seus elencos para machucar a defesa adversária, por mais que ela estivesse bem posicionada. 

 

Aos poucos, alguns jogadores começaram a chamar a responsabilidade, se tornando a referência de suas equipes. Quem apareceu primeiro foi Fuller. Preciso no perímetro e agressivo nas infiltrações, causou problemas para os pivôs dos donos da casa, que não conseguiram conter o ímpeto do ala-armador.

 

Depois foi a vez da dupla Anthony-Hettsheimeir destoar. Atuando em parceria, em jogadas de pick-and-roll, responderam a altura, sempre procurando as bolas de segurança dentro do garrafão adversário. Tamanho equilíbrio não poderia resultar em outro resultado que não fosse o empate parcial, 22 a 22.

 

No início do segundo quarto o ritmo caiu um pouquinho, algo extremamente justificável, já que a intensidade do período anterior foi altíssima. Quem restabeleceu o nível primeiro foram os visitantes. Movimentando rapidamente a bola, conseguiu criar e aproveitar espaços na defesa bauruense.

 

Com a volta dos principais jogadores, principalmente de Jaú, Bauru cresceu de produção. O ala-pivô balanceou a defesa da equipe e apareceu de maneira agressiva no ataque, anotando dez pontos na reta final do primeiro tempo. Apesar da recuperação do Dragão, o Paulistano manteve a pegada e foi para os vestiários com sete pontos de frente, 43 a 36.

 

O Paulistano começou a encaminhar a vitória ainda nos primeiros minutos do segundo tempo. Explorando a fragilidade defensiva de Anthony próximo à cesta, o time da capital abriu quatorze pontos de vantagem, colocando pressão no time da casa, que não conseguiu desenvolver seu habitual jogo de transição, tampouco converter arremessos de fora.

 

Depois de muito sofrer defensivamente, o Bauru conseguiu ajustar o desequilíbrio defensivo, abusando das dobras na saída de bola do adversário. Mesmo com as dificuldades no ataque, a equipe da casa conseguiu diminuir o prejuízo com grande participação de Hettsheimeir, dominante no garrafão, 59 a 51.

 

Cestinha da partida com 23 pontos, Hettsheimeir foi uma das esperanças do Dragão (Victor Lira/Bauru Basket)

 

A sequência positiva foi contida logo no primeiro minuto da última parcial, quando o Paulistano silenciou o ginásio ao emplacar duas bolas de três pontos, com Deryk e Lucas Dias. Mas os visitantes tinham outras armas. Além da artilharia de Deryk no perímetro, o ala-armador ainda encontrou Hubner e Du Sommer na área pintada, aumentando a vantagem para dezoito pontos.

 

O duelo, que se encaminhava para o final, ganhou vida com o crescimento inesperado do Dragão, justamente na linha dos três pontos, aonde a equipe vinha apresentando dificuldades. Com três tiros certeiros do perímetro, Osvaldo trouxe a diferença para apenas quatro pontos, já no minuto final da partida.

 

Apesar do crescimento dos donos da casa, que mais uma vez desempenhou bom trabalho defensivo, o Paulistano conseguiu recuperar dois rebotes ofensivos e sacramentou a vitória na linha do lance livre, com Fuller, 78 a 72.

 

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