Superior no segundo tempo, Flamengo derrota Mogi e segue vivo no NBB

08/05/2018

O Flamengo ganhou sobrevida no Novo Basquete Brasil. Depois de perder os dois primeiros jogos da série contra o Mogi das Cruzes, o Flamengo soube lidar com a pressão, bateu a equipe mogiana, por 71 a 64, mantendo-se vivo na competição.

 

Mas para isso a equipe precisou resgatar alguns valores e fundamentos que haviam ficado pelo caminho, diante do bom desempenho defensivo do adversário. Ainda com dificuldades de enfrentar e criar oportunidades na defesa mogiana, contou com o apoio de sua torcida e a garra de um de seus principais ídolos, para trilhar o caminho da vitória.

 

Em uma de suas melhores apresentações na temporada, Olivinha incendiou a equipe com domínio total do garrafão, contabilizando rebotes ofensivos, que lhe permitiu ter um volume de jogo alto, que por sua vez, o transformou em cestinha da partida com vinte pontos. Após a partida, Olivinha comemorou o triunfo sem deixar de pensar no próximo embate.

 

“A gente sabia que era vencer ou vencer, não tínhamos outra opção. Entramos com muito foco, uma atitude diferente dos jogos anteriores e fizemos uma grande partida, principalmente na defesa, em que tomamos apenas 64 pontos. O Mogi estava com uma confiança muito grande e hoje a gente conseguiu diminuir isso. Conquistamos uma grande vitória aqui e agora vamos para Mogi para buscar o empate."

 

Olivinha foi o nome da partida, não apenas pela pontuação, mas por devolver a confiança ao time e a torcida (João Neto/LNB)

 

Quem também auxiliou o rubro-negro a sair com a vitória foi o ala Marquinhos, autor de dezessete tentos, e o armador Arthur Pecos, que veio do banco e foi mortal nas bolas de três pontos, convertendo três das quatro que tentou, sendo todas elas em momento de reação mogiana.

 

Por falar nisso, Mogi não conseguiu repetir as atuações dos primeiros jogos. Com excessão do primeiro quarto, em que ditou o ritmo, ficou refém da individualidade de Larry e Tyrone, que brilharam no perímetro, sem conseguir envolver outras peças, fundamento que doutrinou nas outras partidas, em que o coletivo falou mais alto que o individual.

 

Apesar do revés, o ala-pivô mogiano enalteceu o trabalho defensivo da equipe e fez questão de lembrar que o time está em vantagem na série, precisando de apenas uma vitória para garantir a classificação à final.

 

“Nós fizemos uma boa defesa. Você precisa fazer aquilo que tem que fazer e nós queríamos mais, estávamos com sangue nos olhos e não podíamos relaxar. Vamos voltar para Mogi para treinar, ver os vídeos, arrumar nossa defesa e ter mais energia para fechar o jogo. Estamos vencendo por 2 a 1 e não perdendo, não podemos relaxar, mas a vantagem é nossa.”

 

Como dito por Tyrone, as equipes terão agora alguns dias para treinar e aperfeiçoar seus sistemas de jogo. No próximo sábado, dia 12, às 14:00, os adversários voltam a se encontrar, dessa vez no Ginásio Hugo Ramos, em um duelo que pode sacramentar a classificação mogiana ou a realização do quinto e decisivo jogo, em caso de triunfo rubro-negro.

 

O JOGO

 

Ainda que a torcida rubro-negra tenha tentado empurrar o Flamengo desde o início da partida, a equipe começou o duelo acuada. Ciente disso e de seu papel dentro do elenco, Olivinha chamou a responsabilidade. Brigando e conquistando inúmeros rebotes ofensivos, o ala-pivô doutrinou na área pintada, anotando os dez primeiros pontos da equipe.

 

Mas a cada bola de segurança convertida por ele, Tyrone e Larry Taylor caprichavam nos arremessos de três pontos, respondendo prontamente para o Mogi das Cruzes, que ditou o ritmo do primeiro quarto. Já no final do período, Marquinhos apareceu para o jogo e deu a vitória parcial para o time carioca, 18 a 17.

 

O segundo quarto, assim como o primeiro, foi bastante movimentado e equilibrado. Mas diferentemente do período anterior, dessa vez foi o Flamengo quem foi ligeiramente superior, embora o Mogi tenha se mantido na cola do rival durante todo o tempo.

 

Apostando na rotação do elenco, o rubro-negro conseguiu recuperar algumas posses de bola e sair em transição, com Pecos, Marcelinho e Rhett, desgarrando um pouco no marcador. Sem deixar barato, Larry e Jimmy puxaram a reação mogiana, que diminuiu o prejuízo parcial ao final do primeiro tempo, 38 a 35.

 

 Larry bem que tentou, mas não conseguiu conduzir Mogi à vitória (João Neto/LNB)

 

O Flamengo voltou na mesma pegada para a etapa complementar e se aproveitou da queda de rendimento do Mogi das Cruzes para abrir uma boa vantagem. Explorando o trabalho interno de Varejão e contando com os lances livres da falta antidesportiva de Shamell no pivô, a equipe rubro-negra abriu oito pontos de vantagem ainda nos dois primeiros minutos da parcial.

 

Para conter as tramas com os pivôs dos mandantes, os paulistas realizaram dobras defensivas que travaram o garrafão e permitiram ao clube se aproximar no marcador. Mas na reta final do período, Marquinhos rompeu a defesa mogiana, recuperando a gordura no marcador ao final do terceiro quarto, 57 a 50.

 

O último período começou truncado, com os adversários fortalecendo o sistema defensivo. Mas esse aspecto não seria o único ponto considerável da primeira metade da parcial. Quando os rivais começaram a trabalhar melhor ofensivamente, a arbitragem se perdeu, anotando falta inexistente de Larry em Pecos e depois aplicando técnica no alienígena, prejudicando os visitantes. 

 

Arbitragem a parte, Mogi não mostrou consistência necessária para buscar a recuperação. Cedendo reboes ofensivos ao adversário, a equipe do Alto Tietê deixou pontos importantes na linha do lance livre. Aproveitando o momento negativo dos paulistas, o Flamengo caprichou nas bolas de três pontos, com Marquinhos, Olivinha e Pecos, entrando nos minutos finais com a vitória encaminhada, 71 a 64.

 

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