Com primeiro quarto impecável, Paulistano domina Mogi na primeira partida da decisão

19/05/2018

O Paulistano saiu na frente na decisão do Novo Basquete Brasil. Mesmo atuando fora de casa, a equipe de Gustavinho se impôs e derrotou o Mogi das Cruzes por 99 a 82, abrindo 1 a 0 na final da competição.

 

O resultado foi construído durante o primeiro quarto, em uma atuação irretocável dos visitantes, que sufocaram os pricipais jogadores dos donos da casa, assumindo o controle de jogo no habitual jogo de transição, organizado por Elinho.

 

Fazendo a leitura correta, o armador distribuiu muito bem o volume de jogo da equipe, que converteu seis arremessos de três pontos e outros seis dentro do garrafão. Grande parte da produção ofensiva no período também passou pelas mãos de Fuller.

 

Ligeiro nas infiltrações e preciso nas bolas de três pontos, o ala do Paulistano converteu os quinze pontos que tentou no perímetro, sendo peça fundamental no primeiro quarto irretocável do clube da capital (30 a 14).

 

 Desempenho no primeiro quarto garantiu a vitória do Paulistano (João Pires/LNB)

 

Ao final do jogo, Elinho ressaltou a importância da vantagem construída no primeiro quarto para o triunfo, ainda que a consistência nos demais períodos também tenha sido decisiva na vitória desse sábado.

 

"A gente foi muito bem no começo, achei que o Mogi estava um pouco atípico e nosso ritmo, transição foi aquela que fizemos durante toda a temporada. Fizemos um começo muito forte, nossas bolas caíram e conseguimos uma grande vantagem. Mogi ainda encostou ali no terceiro quarto, mas nós tivemos tranquilidade para jogar na frente. Quando eles fazem uma sequência boa, a torcida vem junto e é complicado."

 

A visão é compartilhada por Shamell. Ciente de que a equipe não fez um bom jogo, ele também creditou a derrota ao primeiro quarto, já que mesmo em uma tarde atípica, a equipe conseguiu melhora no segundo tempo, quando se aproximou do rival.

 

"Nós começamos devagar. Contra o Paulistano você não pode começar devagar. O Guerrinha já havia falado para a gente que eles viriam com tudo no primeiro quarto e, de vez em quando você não acredita até acontecer. Na sequência da partida, eles precisaram apenas administrar."

 

Com a vitória, o Paulistano fará dois jogos em "casa" para tentar liquidar a série. O primeiro deles será na próxima quinta, às 19:30. No sábado, às 14 horas, acontece a terceira partida. Ambas serão disputadas no Ginásio Wlamir Marques, com transmissão do SporTV.

 

O JOGO

 

O Paulistano começou a partida de maneira avassaladora, contrariando todos os prognósticos que apontavam equilíbrio para a grande decisão. Agressivo na defesa, anulou as principais peças do adversário, tendo a transição a seu favor. Com quadra para contraatacar, explorou, em um primeiro momento, as infiltrações de Fuller e Lucas Dias, assumindo o controle de jogo logo nos primeiros minutos.

 

O domínio foi ficando mais evidente no decorrer do período. Mantendo a postura defensiva e a organização ofensiva, que era comandada por Elinho, o time da capital usou e abusou das bolas de três pontos (converteu seis das sete tentativas) e do desempenho impecável de Fuller (100% de aproveitamento nos arremessos), que sozinho anotou mais pontos que todo o adversário, 30 a 14.

 

No começo do segundo quarto, Gustavinho deu descanso a todo o quinteto titular, colocando a segunda unidade em quadra, como é de costume. Os suplentes não deixaram o ritmo cair, chegando a colocar a diferença acima dos vinte pontos com a contribuição de Deryk Ramos, no perímetro, e de Victão, que substituiu Du Sommer, fora da decisão por conta de uma lesão no ombro sofrida na semifinal.

 

Aos poucos, o Mogi das Cruzes foi se encontrando. Ainda que de maneira muito discreta, até pela qualidade da equipe, o time do Alto Tietê conseguiu equilibrar a parcial, muito em função dos rebotes ofensivos e do crescimento de produção de Shamell e Tyrone. Apesar da melhora mogiana, o Paulistano sustentou a vantagem construída no primeiro quarto, indo para os vestiários com gordura no marcador, 52 a 33.

 

 Vindo do banco, Deryk anotou 23 pontos e terminou a partida como cestinha (João Pires/LNB)

 

O equilíbrio, de fato, só foi visto no segundo tempo. Cadenciando mais a partida, o Mogi das Cruzes conseguir frear o ímpeto do rival e atuar dentro do seu sistema de jogo, explorando a liderança de Tyrone, tanto dentro quanto fora do garrafão. Apesar da sequência do ala-pivô mogiano, o Paulistano manteve a vantagem no marcador durante os primeiros minutos do período, porque Nesbitt conseguia responder à altura.

 

Foi somente na reta final da parcial que o Mogi conseguiu efetivar a reação, se aproximando do adversário no marcador. Dificultando a movimentação ofensiva do Paulistano (que não teve liberdade no perímetro) e garantindo os rebotes, apostou na velocidade de Larry Taylor para puxar contragolpes, chegando a baixar a diferença para apenas sete pontos. No entanto, já no minuto final, Jhonatan converteu bola de três pontos e os visitantes foram para o último período vencendo por 76 a 65.

 

A crescente mogiana foi recuperada no início do último período, quando Caio Torres deu um balanço defensivo e ofensivo interessante para os mandantes, mas logo o pivo deixou a quadra e com ele foi-se boa parte do volume ofensivo da equipe.

 

Naquele momento, nenhum dos dois rivais conseguia impor seu ritmo, desperdiçando lances até simples, o que, de certo modo, favorecia ao Paulistano, que praticamente liquidou o duelo nos minutos seguintes, quando abriu dezessete pontos dentro do garrafão moicano, apenas controlando o resultado nos minutos finais, 99 a 82.

 

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