Paulistano sustenta pressão mogiana, desempata série e fica a uma vitória do título

26/05/2018

O Paulistano está a apenas uma vitória do título inédito do Novo Basquete Brasil. Jogando mais uma vez no Ginásio Wlamir Marques, por conta das restrições da Liga Nacional, a equipe da capital venceu o Mogi das Cruzes, por 88 a 84, e desempatou a decisão, ficando a um triunfo do título da competição.

 

Assim como nos primeiros jogos da série, a vitória do Paulistano começou a ser construída no primeiro quarto. Com uma marcação agressiva, principalmente no garrafão, os mandantes tiraram o volume de jogo e aproveitaram uma pequena oscilação do adversário, para desgarrar no marcador e assumir o controle de jogo.

 

Apesar de estar atrás no marcador, Mogi não abdicou do resultado em nenhum momento, chegando, inclusive, a liderar a partida no segundo período, exigindo que o adversário mantivesse a compostura e a consistência para reconstruir o resultado.

 

Com um jogo extremamente coletivo, com cinco atletas pontuando na casa dos dígitos duplos, o Paulistano mantinha o controle do jogo ao sustentar a diferença na casa dos quinze pontos, mas a persistência dos visitantes modificou mais uma vez o panorama da partida, que ganhou emoção nos minutos finais.

 

Autor dos lances livres derradeiros, Lucas Dias foi um dos jogadores a pontuar na casa dos dígitos duplos (João Pires/LNB).

 

Demonstrando maturidade, os donos da casa sacramentaram a vitória com os lances livres precisos de Nesbitt e Lucas Dias, além de grande colaboração de Deryk Ramos, que pontuou tanto em infiltrações, quanto em arremessos longos. Ao final da partida, Elinho enalteceu o nível técnico da partida.

 

"Hoje realmente pareceu uma final. A gente abriu um pouco, eles encostaram no final. Os dois jogos foram bons também mas hoje teve mais essa cara, a torcida compareceu mais, foi um belo jogo."

 

Um dos responsáveis pela reação mogiana, o pivô Ze Carlos agradeceu a oportunidade e reforçou a confiança que tem nos seus companheiros e na força do Hugão para que a equipe busque a virada na série.

 

"Foi uma experiência boa, tive de entrar para ajudar, colocar a intensidade. Por ser mais novo, correr. Infelizmente não deu, mas vamos para Mogi, treinar, ganhar o jogo quatro lá, e voltar para cá no jogo cinco."

 

Como bem dito pelo jovem jogador mogiano, o Mogi das Cruzes precisa fazer a lição de casa no próximo sábado para se manter vivo na competição. Uma vitória fora de casa garante o troféu inédito ao Paulistano .

 

O JOGO

 

Diferentemente das partidas anteriores, em que houve uma imposição da equipe visitante, os adversários vieram aplicados para o duelo. Mais agressivo na defesa, o Paulistano impôs muitas dificuldades ao Mogi, sobretudo dentro do garrafão, onde Lucas Dias recuperou posses de bola e garantiu rebotes defensivos. A postura permitiu ao clube atuar dentro do seu padrão de jogo, com velocidade na transição e pontaria afiada no perímetro, dessa vez com Eddy.

 

Diante desse cenário, os visitantes deixaram de lado, em um primeiro momento, as infiltrações. Controlando melhor a saída em velocidade do rival, Mogi pôde trabalhar de maneira mais cadenciada no ataque. Com liberdade para atuar longe da cesta, Shamell emplacou três bolas consecutivas do perímetro, equilibrando as ações nos primeiros minutos.

 

Já na reta final do período as equipes tiveram problemas para articular as jogadas, sucumbindo a pressão exercida pelos sistemas defensivos. Conseguindo encaixar dois contragolpes rápidos, com Eddy e Yago, o Paulistano desgarrou um pouquinho no marcador, 21 a 12.

 

No começo do segundo tempo o jogo ficou bastante truncado, desencadeando encontros mais bruscos, algumas leves discussões mas nada que fugisse do controle da arbitragem. Agressivo nos dois lados da quadra, o Mogi encontrou espaços no garrafão do adversário, com Tyrone comandando uma reação. De ponto em ponto, os visitantes foram encostando no placar, até recuperar a dianteira após cinco pontos consecutivos de Vithinho.

 

Mas não demorou muito para os donos da casa não só voltarem a liderança, como restabelecer o domínio de jogo. Se aproveitando da ausência momentânea de Fabrício (pancada no joelho), que dava sustentação ao sistema defensivo, o Paulistano acelerou o ritmo da troca de passes, criando espaços no perímetro, onde Jhonatan, Yago e Hubner converteram três bolas em um intervalo de dois minutos, estabelecendo a vantagem ao final do primeiro tempo, 46 a 37.

 

Nem mesmo a partida brilhante de Tyrone evitou a derrota mogiana na capital paulista (João Pires/LNB)

 

Não faltou disposição para os adversários no início da etapa complementar, faltou, sim, organização. Acelerando demais o ritmo de jogo, os rivais pouco produziram nos primeiros minutos, levando os comandantes a exercerem trocas nas equipes.

 

Ao apostar em dois armadores (Elinho e Yago), Gustavinho manteve a velocidade e agressividade da equipe, mas recuperou a leitura apurada de jogo. Espaçando bem a quadra, os mandantes exploraram a individualidade de Yago e Lucas Dias para aumentar ainda mais a vantagem no marcador ao final do terceiro período, 67 a 55.

 

Ciente de que precisaria promover algo novo dentro da partida para que pudesse lutar pela vitória, Guerrinha agiu rápido e trouxe para quadra os jovens Carioca e Ze Carlos. Pressionando o adversário desde a reposição de bola, na quadra de ataque, os visitantes conduziram o rival ao erro, estancando sua produção ofensiva e cortando, drasticamente, a desvantagem, para apenas quatro pontos.

 

A pouco menos de três minutos para o final do tempo regulamentar, o jogo permanecia completamente aberto. Como havia estourado o limite de faltas coletivas, Mogi colocou o Paulistano diversas vezes na linha do lance livre. Além do bom aproveitamento de Nesbitt, Deryk converteu bola longa que praticamente liquidou a partida. O Mogi ainda lutou mas no final deu mesmo Paulistano, 88 a 84.

 

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