A uma vitória do título, Paulistano coloca experiência e caldeirão mogiano à prova

01/06/2018

O Paulistano pode, enfim, conquistar o título inédito do Novo Basquete Brasil. Depois de bater na trave duas vezes, quando acabou derrotado pelo Flamengo e pelo Bauru, o time da capital está a uma vitória da conquista, que pode vir já nesse sábado, se voltar a superar o Mogi das Cruzes, dentro do Hugão, às 14 horas.

 

O título serviria para coroar um longo trabalho desenvolvido por Gustavo de Conti. No comando do Paulistano desde 2010, o comandante soube superar a diferença financeira que o clube possui em relação aos principais concorrentes, recorrendo à base e ao olhar atento ao mercado, para despontar como uma das potências na atualidade.

 

Nessa temporada, por exemplo, a equipe sofreu inúmeras perdas, mas a diretoria agiu rápido, trouxe peças de reposição e o treinador soube encaixá-las no sistema de jogo do time com muita facilidade. Rapidamente, o CAP foi se destacando e, com méritos, desbancou o favorito Franca, conquistando o Campeonato Paulista dentro do Pedrocão.

 

O troféu estadual elevou os índices de confiança da equipe, que depois da "ressaca" do Campeonato Paulista, emplacou uma sequência avassaladora de vinte e duas vitórias consecutivas, que lhe renderam a terceira melhor marca da história da competição e a vice-liderança na primeira fase (Flamengo levou a melhor nos critérios de desempate).

 

Logo em sua primeira temporada, Deryk já assumiu a condição de cestinha da equipe (Luiz Pires/LNB)

 

Mantendo a segurança nos playoffs, foi deixando pelo caminho adversários duros como Basquete Cearense e o atual campeão brasileiro Bauru Basket. Com vantagem na decisão, Lucas Dias sabe que o título está perto mas que ainda há muita coisa em jogo. No ano passado, o próprio Paulistano chegou a abrir 2 a 0, mas viu o Dragão reagir e conquistar o NBB.

 

"Ano passado tivemos esse ‘match point’ três vezes e não conseguimos fechar a série. A gente sabe que o Mogi é muito forte dentro de casa, então precisamos estar muito focados como no Jogo 3, mas melhorar alguns aspectos defensivos. Tenho certeza que o Gustavinho vai conversar com a gente essa semana e auxiliar nossa defesa para buscar esse título pro Paulistano."

 

Outro ponto que deve receber atenção especial é em relação a duas virtudes do adversário. Se não tem a mesma profundidade no elenco, Mogi das Cruzes conta com atletas experientes, que seguem atuando em alto nível, como o armador Larry Taylor e seu amigo Shamell.

 

Acostumados a puxarem o volume de jogo da equipe, tornaram-se coadjuvantes de luxo de Jimmy e Shamell, que vivem a melhor fase de suas carreiras. Extremamente agressivos na defesa, foram melhorando a contribuição no ataque, enriquecendo seu potencial e transformando-se em referências do time.

 

No auge da condição técnica e física, Tyrone deve preencher o quinteto ideal da competição (Luiz Pires/LNB)

 

A força do quinteto titular ganha ainda mais notoriedade quando Mogi atua dentro de casa. Jogando no Hugão, a equipe soma quatorze vitórias em dezenove jogos, aproveitamento de 73%, que só não foi maior por conta da queda de rendimento do time no segundo turno, quando a maratona de partidas tirou alguns atletas de combate.

 

Apesar da força mogiana como mandante, no primeiro jogo da decisão, o Paulistano se impôs e derrotou o Mogi das Cruzes dentro do Hugo Ramos, pelo placar de 99 a 82. Ciente da força da equipe, Larry só pede um pouco mais de atenção dentro da partida.

 

"A gente fez dois jogos lá e conseguimos o nosso objetivo que era ganhar pelo menos um para forçar o quarto jogo aqui. O que foi ruim é que se jogássemos um pouco melhor no terceiro jogo daria para ganhar, mas perdemos. Não acabou nada ainda. Teremos o próximo jogo em casa e vamos voltar melhor. Vamos entrar mais firme e não vamos ficar pensando no que eles vão fazer."

 

Apenas relembrando, Mogi das Cruzes e Paulistano se enfrentam nesse sábado, às 14 horas, no Ginásio Hugo Ramos, em duelo que pode dar o título brasileiro para os visitantes, ou forçar a realização do quinto e decisivo duelo, em caso de triunfo dos mandantes.

 

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