Venezuela atropela o Brasil e assume a liderança da chave

30/06/2018

O Brasil embarcou pra Caracas com uma missão muito clara. Vencer, manter a invencibilidade, garantir a liderança do Grupo B, se colocando, assim, em posição confortável para a próxima fase.

 

O saldo da partida, no entanto, foi completamente diferente do esperado. Apático, o Brasil foi presa fácil para uma forte e organizada seleção venezuelana, que soube tirar proveito do mando de quadra e da presença de seus principais jogadores, que não tinham atuado no primeiro confronto entre as equipes.

Brasil teve imensa dificuldade dentro do garrafão (FIBA Américas)

 

Com dificuldades nos dois lados da quadra, o Brasil não ameaçou a Vitória dos mandantes em nenhum momento da partida, mesmo com inúmeras mudanças promovidas pelo técnico croata Petrovic. O comandante, todavia, poderia e deveria ter testado Jimmy e Renan Lenz, que possuem características semelhantes à do adversário.

 

Agora, o Brasil tentará a recuperação diante da lanterninha Colômbia. Vencer o rival fora de casa tornou-se vital com a dura derrota dessa noite.

 

O JOGO

 

O Brasil não começou bem a partida. Sem movimentação ofensiva, não conseguiu enfrentar o gabaritado garrafão da Venezuela, formado por Colmenares e Echenique. Assim, precipitou arremessos e foi castigado pelos mandantes, que chegaram a abrir 11 a 2 em jogadas de transição e de rebotes ofensivos.

 

A resposta veio já na reta final do período, com jogadores que vieram do banco de reservas. Mais agressivos nos dois lados da quadra, Scott Machado e Jhonatan converteram arremessos de três pontos, recolocando a seleção brasileira de volta na partida, 17 a 13.

 

A recuperação, no entanto, foi para o ralo com o início ruim da equipe no segundo quarto. Estático, o Brasil pouco produziu coletivamente, se limitando a arremessos precipitados do perímetro, que deram a oportunidade dos mandantes atuarem na transição, explorando a superioridade numérica e a pontaria calibrada de Vargas, que incendiou o ginásio ao colocar a diferença em dezessete pontos.

 

A sequência avassaladora dos donos da casa, que aplicaram uma corrida de 20 a 4 em determinado momento da parcial, obrigou Petrovic a queimar seu segundo tempo técnico. Apesar das instruções do comandante, o Brasil não apresentou uma melhora significativa, se limitando a colaboração individual de Leo Meindl, agressivo em direção à cesta. Assim, a diferença seguiu na casa dos dígitos duplos ao final do primeiro tempo, 38 a 24.

 

A mudança de postura esperada para o segundo tempo não aconteceu. Previsível no ataque, o Brasil não modificou o panorama da partida e viu os venezuelanos usarem e abusarem do miss-match, quase sempre em cima de Yago, que, sem ajuda, pouco pôde fazer para conter o volume dos mandantes.

 

O tempo foi passando e o roteiro não sofria alterações, favorecendo a anfitriã, que, sem forçar muito, mantinha a diferença na casa dos vinte pontos, de maneira confortável. Assim, fechou o terceiro quarto vencendo a seleção brasileira por sonoros 55 a 34.

 

O Brasil só foi acordar mesmo no último período. Buscando não mais a vitória, que aquela altura era impossível, mas sim reduzir a diferença para menos de doze pontos, conseguiu sustentar algumas investidas do rival, aproveitando os ganchos curtos de Varejão e as saídas em velocidade Leo Meindl, para encurtar a diferença para "apenas" quinze pontos.

 

Mas, nos minutos finais, a seleção, na ânsia de atingir seu objetivo, modificou o sistema defensivo e a consequência foi dura. Movimentando rapidamente a bola por conta de seu jogo mais aberto, a Venezuela encontrou espaços de sobra na defesa brasileira, para voltar a desgarrar, fechando a partida em 72 a 56, após aparição de Vargas e Bethelmy, no perímetro.

 

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