Imponente, Brasil derrota a Colômbia e avança com a mesma campanha dos rivais

02/07/2018

O Brasil fez valer a superioridade técnica e bateu a Colômbia, em Medellin, pelo placar de 98 a 71, pela última partida do Grupo B das Eliminatórias do Mundial da China 2019. Com a vitória, o Brasil encerra sua participação na primeira fase com cinco triunfos e uma derrota. 

 

A maneira com que o Brasil se recuperou da derrota para a Venezuela e bateu a Colômbia é fundamental para os próximos compromissos da seleção. Na próxima fase, o Brasil terá pela frente adversários muito mais qualificados (Canadá, República Dominicana e Ilhas Virgens), em um sistema de disputa que não permite oscilação, já que os adversários brigam diretamente pelas vagas ao Mundial.

 

Como os resultados são acumulativos, o triunfo de hoje foi fundamental para que a seleção entrasse na próxima fase com a mesma campanha de Canadá, República e Venezuela (FIBA Américas)

 

Diante desses adversários, espera-se que a seleção repita o padrão técnico apresentado ao longo dessa primeira fase, sobretudo nessa noite. Com uma defesa segura e boa articulação de jogo, por parte de Huertas e Benite, o Brasil venceu com tranquilidade, explorando os pontos fortes de cada uma de suas peças.

 

O JOGO

 

Diferentemente da última partida, o Brasil começou a partida de maneira imponente. Com uma defesa mais agressiva e Huertas e Benite mais participativos, a seleção brasileira tomou às rédeas do duelo logo no início do confronto.

 

Apesar de liderar o marcador, a Colômbia se recuperou e equilibrou as ações. Vindo do banco, Hettsheimeir se tornou uma das principais referências ofensivas da equipe, tendo convertido duas bolas certeiras da linha dos três pontos, sequência importante para a seleção fechar o primeiro quarto na frente, 21 a 14.

 

No começo do segundo período, o Brasil não conseguiu manter o ímpeto e viu os donos da casa encostarem no marcador, cortando a diferença para apenas dois pontos. Com dificuldade para criar, a seleção via o jogo ficar amarrado, situação que favorecia os donos da casa, que tinham menos recursos técnicos.

 

Foi então que Benite chamou o jogo para si. Exercendo o papel que dele se espera, o ala-armador foi preciso na movimentação e nos arremessos, causando um estrago danado para os anfitriões. Assim, o Brasil foi para o intervalo mais leve, vencendo o duelo com margem relativamente segura,  45 a 34.

 

Um dos remanescentes da geração que trabalhou com Magnano, Benite assumiu a liderança e terminou como cestinha, com 28 pontos (FIBA Américas) 

 

O domínio, no entanto, foi consolidado na volta para a etapa complementar. Reforçado pela presença de dois pivôs (Varejão e Hetssheimeir), o Brasil dominou os rebotes defensivos, tendo a transição à seu favor. Em velocidade, explorou os contragolpes e as jogadas de pick-and-roll para praticamente liquidar a partida, colocando a diferença acima dos vinte pontos ainda na metade da parcial.

 

A sequência mexeu com o ritmo da partida. Com o duelo resolvido, os adversários tiraram um pouquinho da intensidade defensiva, dando espaço para infiltrações. Aproveitando os espaços no miolo brasileiro, Atencia e Mosquera chegaram a roubar a cena, com direito a enterradas e ponte aérea, prontamente respondidas por Scott Machado, 76 a 48.

 

Os minutos iniciais da última etapa foram um tanto quanto amarrados. Com os adversários acelerando o ritmo de jogo, faltou um pouquinho de organização. Quando movimentou mais a bola, o Brasil retomou o volume de jogo. Liderado por Benite e Scott Machado, castigou os donos da casa com arremessos precisos da linha dos três pontos.

 

Nos instantes finais, deu tempo de Petrovic testar Jimmy e Renan Lenz, que ainda não haviam entrado em quadra nessa janela. Apenas administrando a vantagem, o Brasil viu o tempo passar, sacramentando o triunfo por 98 a 71.

 

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