No aniversário de Bauru, Larry reestreia e Dragão atropela Mogi

02/08/2018

A expectativa era alta, mas nem mesmo o torcedor mais fanático do Bauru Basket esperava uma noite tão especial. No dia do aniversário da cidade e na reestreia de Larry Taylor, o Dragão venceu o Mogi das Cruzes com imensa facilidade, pelo placar de 81 a 57.

 

A diferença elástica no marcador pode ser explicada por um conjunto de fatores. Embalado pela vitória consistente na estreia do campeonato e empurrado pela força da sua torcida que lotou o Ginásio Panela de Pressão, Bauru soube explorar a força do seu elenco e a fraqueza do rival, que atuou desfalcado de Shamell e Gui Deodato.

 

Agressivo nos dois lados da quadra, o Dragão dominou todos os fundamentos do jogo, construindo a vitória com uma tranquilidade incomum para um clássico. A evolução bauruense, por sinal, foi enaltecida pelo pivô Lucas Mariano, que terminou o duelo como cestinha, com 23 pontos.

 

"O time todo está confiando no meu trabalho, mas o importante é o time estar entrosado. Temos muita qualidade, mas precisamos saber usar essa qualidade para o bem da equipe e isso tem feito a diferença, não só no ataque, mas manter essa sintonia na defesa. Isso é que vai trazer a conquista de grandes vitória e campeonatos."

 

Apesar do jogador ter feito grande partida, o nome da noite não poderia ser outro. Ídolo máximo da cidade, Larry Taylor reestreou com a camisa bauruense após três anos defendendo o próprio Mogi das Cruzes.

 

Antes do duelo começar, o Alienígena, como é carinhosamente conhecido, recebeu uma série de homenagens, com direito à cerimônia para a desaposentadoria de sua camiseta. Ao final do confronto, Larry comentou sobre o fato e também sobre o desempenho do time.

 

"Foi um momento muito especial, com a camisa descendo antes do jogo, todo mundo batendo palma e gritando meu nome, eu nunca vou esquecer esse momento. Mas conseguimos fazer um grande jogo, jogando forte na defesa, movimentando bastante a bola, atuando em conjunto."

 

Personagem da noite, Larry contabilizou doze pontos e cinco assistências (Victor Lyra/Bauru Basket)

 

Se de um lado não faltaram motivos para comemorar a noite, do outro a situação é bem diferente. Ainda que seja começo de temporada e de toda a reconstrução da equipe, o time do Alto Tietê não começou bem o estadual. Apesar da primeira fase ser relativamente longa, é preciso atenção para encontrar o caminho das vitórias o quanto antes.

 

Melhor jogador em quadra pelo lado mogiano, Pecos reconheceu a partida ruim dessa noite, mas minimizou a situação ao relembrar que o elenco está se conhecendo agora e vem atuando desfalcado de grandes jogadores, como Shamell e Gui.

 

"É um time todo novo e estamos nos organizando ainda. Hoje foi um jogo muito duro. Deixamos eles abrirem e depois não conseguimos voltar. São erros que aconteceram em Sorocaba e voltaram a acontecer aqui, mas somos todos profissionais e vamos trabalhar ao máximo para que não aconteça de novo."

 

Os rivais voltam à quadra já no próximo sábado, às 19 horas. O Bauru, líder da competição, visita a Liga Sorocabana, enquanto o Mogi recebe o América.

 

O JOGO

 

Como esperado, o clássico entre Bauru e Mogi das Cruzes começou truncado. Com as duas equipes apostando na força de seus sistemas defensivos, os ataques acabaram encontrando grande resistência. Para driblar essa situação, os visitantes contaram com boas escolhas de sua dupla de armadores, que serviram JP Batista e Gruber dentro do garrafão.

 

Mas logo o jogo mudou de figura. Impulsionado pelas entradas de Larry Taylor e Lucas Mariano, o Dragão passou a defender ainda mais forte, contendo o trabalho de pick-and-roll do rival. Dominando os rebotes defensivos, os mandantes contaram com a velocidade do alienígena, a mão certeira de Enzo Ruiz e a presença física de Lucas Mariano, para fechar o primeiro quarto em vantagem, 17 a 12.

 

O equilíbrio voltou a tomar conta nos minutos iniciais da segunda parcial. Apostando numa defesa alta, quase quadra toda, o Mogi das Cruzes até dificultou a movimentação bauruense na saída de bola, mas ainda assim não conseguia se aproximar do marcador, sentindo falta de Shamell e Gui Deodato, peças importantes dentro do sistema de Guerrinha.

 

Com menos opções disponíveis para a partida, os visitantes acabaram baixando a intensidade defensiva e o Bauru não perdoou. Mantendo em quadra jogadores baixos mas com boa visão de jogo, como Larry e Cauê, os mandantes logo colocaram a diferença na casa dos dígitos duplos. No minuto final, Pecos descolou algumas assistências mas insuficiente para evitar que os donos da casa fossem para o intervalo com gordura no marcador, 36 a 24.

 

Partida mostrou que rivais estão em estágios diferentes de preparação (Victor Lyra/Bauru Basket)

 

O domínio bauruense ficou explícito a partir da etapa complementar. Consistente na defesa e organizado no ataque, o Dragão selecionou bem os arremessos, explorando as virtudes de cada peça do seu quinteto, especialmente a trinca formada por Enzo, Jefferson e Lucas Mariano. Com o alto aproveitamento nos arremessos de média e longa distância, os donos da casa abriram vinte e cinco pontos de vantagem.

 

Sem muitas alternativas, Guerrinha parou o jogo duas vezes consecutivas, mas nem as orientações do comandante surtiram efeito. Com dificuldade para conter a boa movimentação do rival, que atuava com uma formação de mais mobilidade, o Mogi não conseguiu se recuperar, permitindo que o Bauru fosse para o último período vencendo por 65 a 39, após um festival de rebotes ofensivos conquistados por Lucas Mariano.

 

Com o duelo praticamente resolvido, os mandantes vieram para o último quarto com um quinteto alternativo. A medida foi tomada para que alguns atletas adquirissem ritmo e entrosamento. Mas mesmo sem sua força máxima, o Dragão seguiu imponente. Atônitos, os visitantes desperdiçavam arremessos livres, demonstrando abatimento.

 

Somente nos instantes finais, que a equipe de Guerrinha conseguiu melhorar sua produção ofensiva. Agressivo durante toda a partida, Pecos contou com maior participação de seus companheiros, especialmente Cafferata, que converteu duas bolas de três pontos em sequência, diminuindo um pouquinho a dura derrota para o Bauru, 81 a 57.

 

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