Impecável, Mogi vence Paulistano com placar centenário

14/08/2018

Uma vitória para ficar na memória do torcedor mogiano durante um bom tempo. Mesmo atuando fora de casa e com os desfalques de Shamell e Gui Deodato, o Mogi das Cruzes passou por cima do Paulistano, vencendo um dos seus maiores rivais com um placar centenário e elástico, de 104 a 86.

 

A diferença no marcador surpreende não apenas pelo retrospecto recente das equipes, que vem se enfrentando constantemente em competições nacionais e internacionais, mas pelo equilíbrio entre as peças que os treinadores tem em mãos e pelo momento positivo que os adversários viviam.

 

O Paulistano vinha de quatro vitórias consecutivas, sendo a última delas dentro do Pedrocão, tirando a invencibilidade francana, enquanto o Mogi chegava embalado por duas vitórias, apresentando nítida evolução.

 

Mas o equilíbrio ficou de lado logo que a bola subiu. Com um quinteto mais alto, os visitantes conseguiram conter o volume de jogo do rival, especialmente nas bolas de três pontos, uma das principais armas do Paulistano.

Atento aos rebotes, saiu em velocidade e contou com a boa organização de sua dupla de armadores, Pecos e Cafferata, para explorar o poder de seu garrafão, com Gruber e JP Batista combinando para quarenta e dois pontos.

 

Domínio da área pintada foi fundamental para a vitória mogiana (Antônio Penedo) 

 

Assim, o Mogi das Cruzes dominou o rival com relativa facilidade, evitando uma real aproximação dos donos da casa e consolidando o crescimento do time, que montado recentemente, vem encorpando e subindo na tabela de classificação.

 

Na sequência da competição, o Mogi terá três jogos dentro de casa, sendo o primeiro deles na próxima sexta, contra o Franca. Já o Paulistano receberá o Bauru, líder e único invicto até aqui, na quinta-feira.

 

O JOGO

 

Mal a bola subiu e já ficou claro que a estratégia mogiana tinha dado certo. Com um quinteto mais alto, conseguiu conter a produção ofensiva do Paulistano e tomar conta do jogo. Ainda no primeiro minuto, garantiu os rebotes defensivos e saiu em velocidade, abrindo 8 a 0 com duas bolas de fora, de Fabrício e Gruber, após transição veloz de Pecos.

 

Do banco de reservas, Régis Marrelli tentou de tudo. Parou o jogo, modificou todo o quinteto, mas não encontrava uma formação capaz de equilibrar a partida. Com Gruber saindo do garrafão para experimentar bolas de três ao mesmo que abria espaço para Filipin infiltrar, o Mogi das Cruzes deslanchou, fechando o primeiro quarto em 29 a 18.

 

A diferença, que já era confortável, ficou ainda maior no começo do segundo período. Dominante nos dois lados da tábua, os visitantes abriram dezesseis pontos após bolas de segurança de sua dupla de pivôs, formada por Gruber e João Pedro. Diante da dificuldade de sua equipe em trabalhar a posse de bola, Leo Meindl chamou a responsabilidade ofensiva.

 

Agressivo em direção à cesta, Leo liderou os donos da casa a uma reação. Pressionando o adversário já na saída de bola, o Paulistano conseguiu dificultar a organização mogiana, cortando a diferença pela metade. Mas, sempre que encostava, forçava algumas bolas de longe e era castigado pelos visitantes, que emplacaram dois arremessos do perímetro, com Cafferata, indo para os vestiários vencendo por 53 a 38.

 

Organização de jogo que sobrou para os visitantes, faltou para os mandantes (Antônio Penedo) 

 

Assim como em todos os outros períodos, o Mogi das Cruzes começou a parcial mais ligado. Atuando em parceria, Pecos e JP Batista anotaram quatro pontos, elevando a vantagem para dezenove pontos logo no primeiro minuto da etapa complementar. Depois do pedido de tempo de Régis Marrelli, o Paulistano encaçapou duas bolas do perímetro e conseguiu reduzir a diferença para "apenas" onze.

 

Mas nem deu tempo para os donos da casa se empolgarem. Reajustando a marcação, os visitantes estancaram o volume do rival na linha dos três pontos. Na frente, usou e abusou do poder de fogo de JP Batista dentro do garrafão, para deslanchar novamente, se aproveitando do desespero do adversário, que, sem razão, se irritava com a arbitragem, 80 a 61.

 

No começo do último quarto, um lance resumiu muito bem o que aconteceu essa noite na capital paulista. Com o tempo de posse de bola se esgotando, Cafferata arremessou todo desequilibrado. A bola tocou no aro, subiu, tocou na tabela e caiu, dando mais um indício de que a partida estava liquidada.

 

Disposto a melhorar a imagem junto à torcida, o Paulistano tratou de acelerar o jogo. Na frente, as descidas rápidas de Yago desequilibraram a marcação dos visitantes. Tanto que Beto e Hubner tiveram liberdade no perímetro. Mas nada comparado às tramas do adversário. Inteligente, Pecos explorou as jogadas de pick-and-roll para colocar JP em ótimas condições. Sem resistência, o pivô deitou e rolou na área pintada, 104 a 86.

 

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