Pinheiros vence clássico dos jardins, ultrapassa Paulistano e assume a vice-liderança

24/08/2018

O Pinheiros conquistou uma vitória importante sobre o arquirrival Paulistano. Jogando ao lado do seu torcedor, venceu o Clássico dos Jardins com autoridade, por 79 a 61, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Paulista.

 

Com uma defesa agressiva no cinco contra cinco e recomposição rápida para evitar os contragolpes, os mandantes impuseram muitas dificuldades ao adversário. Pressionado, os visitantes não souberam confrontar o sistema defensivo do rival, abusando da individualidade, indo na contramão da filosofia da equipe.

 

Cadência no ritmo de jogo favoreceu ao Pinheiros, que dominou a partida (Ricardo Bufolin) 

 

A segurança defensiva deu confiança para o Pinheiros. Movimentando a bola de um lado para o outro, selecionou bem os arremessos, distribuindo o volume de jogo e a pontuação entre todos os setores da quadra e os jogadores da equipe. Cinco atletas pinheirenses anotaram pelo menos dez pontos.

 

Assim, os donos da casa se impuseram na partida, abrindo larga vantagem no marcador ainda no primeiro tempo. Na etapa complementar soube administrar a gordura para evitar a reação do arquirrival.

 

Único atleta a atingir um duplo-duplo nessa noite, Marcus Toledo (12 pontos e 10 rebotes) comentou justamente sobre o balanço defensivo e a leitura de jogo do time, fundamental para o triunfo dessa noite.

 

"Saímos sempre pra competir, independentemente do adversário. Sabemos da qualidade do Paulistano, da rivalidade que temos com eles, é o derby da capital. Mas estudamos eles, defendemos bem, parando o contra-ataque deles e tendo bons ataques, sem precipitar, o que nos permitiu abrir uma boa vantagem."

 

A vitória torna-se ainda mais importante por dois fatores. Além de vencer o derby, o Pinheiros ultrapassou o Paulistano na tabela de classificação, pulando para a vice-liderança do campeonato com a mesma campanha do líder Bauru, que leva vantagem no confronto direto.

 

Por falar nisso, a diferença de 18 pontos no marcador cria um cenário positivo para o segundo turno, já que a equipe só levaria desvantagem em eventual empate caso perdesse por uma diferença maior dentro do Ginásio Antônio Prado Jr.

 

O JOGO

 

Os primeiros minutos deram a falsa impressão de que o clássico seria equilibrado. Com intensidade, os adversários levaram a melhor sobre as defesas em infiltrações de Bennet e Leo Meindl, além de bola de segurança de Hubner, bem posicionado na área pintada.

 

Passado os primeiros minutos, começou o domínio do Pinheiros. Agressivo, pressionou os armadores do Paulistano, levando-os ao erro, seja por andada ou por passe errado. Com Betinho e Bennet assumindo a responsabilidade e outros atletas aparecendo para dar suporte, desgarrou no marcador, fechando o primeiro quarto em 28 a 19.

 

No começo do segundo período, os arquirrivais exploraram a artilharia de seus jogadores no perímetro. Os mandantes pontuaram com Ware e Dawkins, em jogadas muito parecidas, enquanto os visitantes reponderam com Roquemore, que só foi parado com falta. Na linha do lance livre, converteu os três tiros livres, equilibrando a parcial.

 

Aos poucos, o duelo foi ficando mais truncado, com muitas faltas e erros, fruto da tensão vivenciada em um clássico. Com uma sequência de sete pontos consecutivos, o Pinheiros colocou a diferença em quinze pontos, mas no minuto final Georginho diminuiu o prejuízo com uma bandeja, 46 a 33.

 

Somente Ware (4) e Isaac (3) acertaram mais bolas de três do que todo o time do Paulistano (6) (Ricardo Bufolin) 

 

As equipes não voltaram bem para o segundo tempo. Abusando da individualidade, os armadores prenderam demais a posse de bola, acumulando erros ofensivos que facilitaram o trabalho das defesas. Em uma das poucas jogadas coletivas, o Pinheiros encontrou Ware livre, na cabeça do garrafão, para converter uma das poucas oportunidades da primeira metade do período, vencida pelo time da casa por apenas 5 a 3.

 

À frente no marcador, o Pinheiros teve tranquilidade para restabelecer o padrão técnico, ficando em uma posição ainda mais confortável dentro da partida. Mantendo a postura agressiva, seguiu anulando a transição do Paulistano. Na contra-ofensiva, movimentou mais rapidamente a bola, criando espaço para Gabriel e Isaac apareceram livres no perímetro, 60 a 39.

 

Isaac e Leo Meindl abriram a última parcial convertendo arremessos de três pontos, mas eles não seriam os protagonistas do período. Assumindo a articulação dos mandantes, Dawkins deu aula de como fazer pick-and-roll. Explorando o bloqueios dos pivôs, serviu seus companheiros com qualidade.

 

Já nos minutos finais, Yago chamou a responsabilidade ofensiva do Paulistano. Com grande volume de jogo e uma sequência de sete pontos entre infiltrações e arremesso de fora, o armador bem que tentou colocar fogo na partida, mas sem ajuda dos seus companheiros pouco pôde fazer. Do outro lado, Toledo e Ware voltaram a pontuar, sacramentando o triunfo do Pinheiros, 79 a 61.

 

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