Mogi domina o primeiro quarto, controla o Corinthians e volta a vencer no Paulista

12/09/2018

O Mogi das Cruzes fez as pazes com a vitória. Depois de perder os dois últimos compromissos, para Bauru e Paulistano, ambos dentro de casa, o time mogiano se recuperou em grande estilo, batendo a equipe do Corinthians por 90 a 77, em São Paulo.

 

O triunfo na capital paulista foi construído ainda no primeiro quarto. Com uma defesa sólida e transição rápida, Mogi foi pontuando em bolas de segurança e arremessos precisos do perímetro, tomando conta rapidamente da partida.

 

Com os armadores fazendo a leitura correta (24 assistências) e outros jogadores como Shamell e JP Batista dividindo o volume de jogo, os visitantes não tiveram dificuldades em controlar o adversário, administrando a diferença e confirmando a vitória com muita facilidade.

 

Principal jogador da equipe na partida e também ao longo do campeonato, Arthur Pecos enalteceu a postura do time, sobretudo na defesa. Ainda que a ausência de Fischer diminua, e muito o poderio do Timão, diminuir o volume de outros jogadores foi essencial para o triunfo fora de casa.

 

"A intensidade que a gente começou e continuando jogando. Isso fez a diferença para a gente. A gente estava com aproveitamento alto e conseguiu anular o maior pontuador deles, que é o Fuller, e baixar o volume dele foi fundamental para a gente."

 

Com 19 pontos e 7 assistências, Pecos foi o cara do Mogi essa noite (Antonio Penedo) 

 

Apesar de não ganhar posição, com o resultado Mogi chega a nove vitória em quatorze partidas, se reaproximando de Franca e Pinheiros, que possuem um triunfo a mais e dividem a terceira colocação, posição que daria vantagem no mando de quadra nas quartas de final.

 

O alvinegro vive situação oposta à mogiana. Ainda que também não caia na tabela de classificação, perdeu a gordura que tinha sobre o São José, primeiro time fora do G6 (grupo que avança aos playoffs). Com seis triunfos em quatorze duelos, Timão e Águia devem brigar, rodada a rodada, pela última vaga ao mata-mata.

 

O JOGO

 

O Mogi das Cruzes começou a partida impondo um ritmo avassalador. Dominando os rebotes defensivos, aproveitou a velocidade de seus atletas na transição, convertendo ataques rápidos em jogadas de segurança, além de arremessos precisos de Shamell e Gui, assumindo, assim, o controle do jogo ainda nos minutos iniciais.

 

Atordoado, o Corinthians só conseguiu responder na reta final do primeiro quarto. Recompondo com mais velocidade, conteve o contragolpe da equipe mogiana, que encontrou mais dificuldade para trabalhar no cinco contra cinco. A melhora defensiva deu segurança para a equipe trabalhar ofensivamente, com Aguiar e Giovannoni concentrando o volume de jogo do Timão. Apesar da melhora dos alvinegros, os visitantes fecharam o primeiro quarto na frente, 29 a 18.

 

O Mogi até conseguiu aumentar a vantagem no primeiro minuto do segundo período, em bola de segurança de JP Batista e arremesso de Fabricio, mas o Corinthians voltou melhor, sobretudo na defesa. Agressivo, dobrou a marcação sobre Cafferata e Pecos, recuperando duas posses de bola, aproveitadas por Aguiar e Fuller, no contragolpe. Além disso, Giovannoni chamou a responsabilidade e os mandantes cortaram a diferença para oito pontos.

 

O tempo técnico pedido por Guerrinha serviu para recolocar os visitantes nos trilhos. Ainda que os donos da casa estivessem melhores na parcial, com balanço defensivo, Fuller ditando o ritmo do jogo e Nicolas aparecendo bem, o Mogi conseguia sustentar a vantagem no marcador com tiros precisos do perímetro, primeiro através dos seus armadores, Pecos e Cafferata, depois com Gruber. Assim, o time do Alto Tietê foi para os vestiários vencendo por 55 a 45.

 

A vantagem mogiana, que já era considerável, ficou ainda maior no início da etapa complementar. Procurando sempre o companheiro melhor posicionado, o Mogi abriu quatorze pontos de frente após jogo interno de JP, infiltração de Pecos e contragolpe puxado pelo armador e finalizado pelo pivô.

 

A diferença, no entanto, acabou acomodando a equipe visitante. Forçando algumas bolas longas, viu o Corinthians encaixar três contragolpes consecutivos, com Fuller e Aguiar, reduzindo a desvantagem para dez pontos. Quando retomou o padrão técnico, priorizando as jogadas coletivas, o Mogi das Cruzes voltou a desgarrar, encaminhando o triunfo nas bandejas de JP Batista e Shamell, 74 a 58.

 

Correndo contra o tempo para buscar a recuperação dentro da partida, o Timão começou o último período acelerando o ritmo de jogo. Direcionando as ações para o garrafão, conseguiu pontuar através dos arremessos curtos de sua dupla de pivôs e também em contragolpes puxados por Fuller e Gustavinho. No entanto, não conseguia se aproximar do rival por conta das desatenções defensivas, que permitiam que Pecos tivesse liberdade para receber em progressão.

 

Sem conseguir ajustar o sistema defensivo, o Corinthians não ameaçou a vitória mogiana, que, nos minutos finais, teve o trabalho apenas de administrar a diferença, com participação fundamental de Cafferata, inteligente na distribuição e preciso nos arremessos da cabeça do garrafão. Superior desde o primeiro minuto, o clube do Alto Tietê, venceu por 90 a 77.

 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags