Na estreia da segunda fase das eliminatórias, Brasil luta mas sucumbe à força do Canadá

14/09/2018

A seleção brasileira bem que tentou, mas não foi párea para a forte equipe do Canadá. Jogando ao lado de sua torcida e contando com jogadores de impacto dentro da NBA, superou o Brasil, por 85 a 77, no primeiro jogo da segunda fase das Eliminatórias da Copa do Mundo da China 2019.

 

O confronto ficou marcado pelo domínio, ainda que discreto dos anfitriões. À frente do marcador durante grande parte da partida, o Canadá soube controlar o ritmo do jogo da maneira que lhe foi conveniente, acelerando as ações quando tinha superioridade numérica e cadenciando quando precisar organizar as tramas com os pivôs ou nos momentos de reação brasileira.

 

Desempenho de Olynyk, 20 pontos e 19 rebotes, foi preponderante para o triunfo canadense (FIBA/Divulgação) 

 

Ainda assim, o Brasil, por conta dos inúmeros desfalques, seja por problemas com vistos ou lesões, conseguiu dificultar a vida dos donos da casa, tirando, por exemplo, a possibilidade do técnico Roy Rana rotacionar o seu vasto e qualificado elenco, o que implicou na permanência dos líderes técnicos dentro de quadra durante quase todo o duelo.

 

Só que foi justamente isso que faltou aos pupilos do croata Aleksandar Petrovic. Em noite pouco inspirada de alguns atletas que geralmente correspondem bem quando acionados, a seleção brasileira não teve grande desempenho ofensivo, sobretudo no perímetro (25%), para buscar um melhor resultado nessa noite, limitando-se a tirar o Canadá de sua zona do conforto.

 

Sem muito a lamentar, o Brasil retorna para casa para enfrentar as Ilhas Virgens, domingo, em Goiânia, em um confronto direto por uma das vagas ao Mundial da China 2019. Com cinco vitórias em sete partidas, a seleção brasileira está na terceira colocação do Grupo F, atrás do próprio Canadá e da Venezuela.

 

O JOGO

 

A seleção brasileira começou a partida muito bem postada, principalmente na defesa. Se desdobrando para proteger o garrafão, o Brasil conseguiu anular a dupla de pivôs do Canadá, tendo tranquilidade para atuar na contra-ofensiva. Com boa movimentação de bola de Huertas, equilibrou as ações durante metade da parcial, com destaque para a distribuição do volume de jogo no ataque, enquanto o Canadá respondia através das infiltrações de Joseph e de Best, na zona morta.

 

Mas a seleção acabou se desorganizando no decorrer do período. Tomando escolhas equivocadas na frente, acumulou desperdícios, dando quadra para os anfitriões saírem em velocidade. No contragolpe, aproveitaram o vigor físico de Melvim Ejim e assumiram o controle da partida. Já nos minutos finais do primeiro quarto, Leandrinho levou a melhor em duas infiltrações e Varejão em dois ganchos curtos, recolocando o Brasil na cola do Canadá, 22 a 19.

 

A segunda unidade brasileira não voltou bem para o segundo período. Acelerando demais o ritmo de jogo e abusando da individualidade, não chegaram sequer a concretizar os ataques, dando, mais uma vez a transição ao adversário, que abriu sete pontos de vantagem com Joseph e Tristan Thompson. O Brasil até buscou o empate rapidamente, mas a saída de Anderson Varejão desajustou a proteção defensiva e Olynyk deitou e rolou, dentro e fora da área pintada, recolocando a diferença próxima dos dez pontos.

 

Aos poucos a seleção brasileira melhorou defensivamente, principalmente ao evitar que Olynyk recebesse a posse de bola. No entanto, o Brasil não conseguiu aproveitar a solidez defensiva no contragolpe. Mesmo com a distribuição veloz de Huertas, que também anotou seus pontinhos na linha do lance livre, o time canarinho desperdiçou arremessos livres, não conseguindo se restabelecer ao final do primeiro tempo,  41 a 33.

 

Sem atuar desde que deixou o Franca, Leandrinho anotou 18 pontos, mas precipitou muitos arremessos e não conseguiu se destacar defensivamente (FIBA/Divulgação) 

 

A seleção brasileira largou na frente na etapa complementar ao converter os dois primeiros ataques do período, mas foram os anfitriões quem dominaram a primeira metade da parcial. Com movimentação rápida, especialmente entre Joseph e a dupla de pivôs, formada por Olynyk e Thompson, o Canadá colocou rapidamente a diferença na casa dos dígitos duplos, pela primeira vez na partida.

 

A reação do Brasil demorou a acontecer. Sofrendo com o jogo interno dos donos da casa, passou alguns minutos trocando cestas com o adversário, em um duelo acirradíssimo na área pintada, com Leandrinho e Augusto Lima sendo as referências ofensivas da seleção. Aos poucos, os comandados de Petrovic conseguiram empurrar os adversários para o perímetro, onde o aproveitamento caiu. Assegurando rebotes defensivos, se aproximou dos donos da casa em duas jogadas de transição, puxadas por Huertas e finalizadas por Leandrinho e Leo Meindl, 64 a 56.

 

O Brasil precisava, à todo custo, de uma boa sequência defensiva para encostar no marcador, mas isso demorou a acontecer. Desperdiçando arremessos próximos ao garrafão, cedeu o contragolpe ao adversário. Com superioridade numérica, o Canadá espaçou a quadra, criando espaço para Best e Olynyk aparecerem livres no perímetro, recolocando a diferença acima dos dez pontos.

 

A marcação brasileira foi, aos poucos, se reencontrando. Com mais velocidade na rotação defensiva, os visitantes conseguiram contestar os tiros de média e longa distância, baixando a produção ofensiva do rival. Essa melhora lhe permitiu reduzir a diferença para apenas oito pontos, com Huertas sendo o maestro da equipe e Augusto Lima auxiliando no volume de jogo. Foi então que Pangos, completamente apagado no duelo, converteu bola de três pontos, minando as chances do Brasil na partida, 85 a 77.

 

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