Em duelo equilibrado, Pinheiros demonstra mais consistência e avança às semifinais

27/09/2018

O Pinheiros está na semifinal do Campeonato Paulista. Fazendo valer o direito de atuar dentro de casa, a equipe pinheirense superou o Mogi das Cruzes por 89 a 84, se classificando para as semifinais do estadual, onde fará o Clássico dos Jardins contra o Paulistano.

 

Como esperado, os adversários fizeram um duelo aberto, com muita intensidade e fidelidade a característica que os trouxeram até aqui. Enquanto os mandantes buscavam as jogadas em velocidade à todo momento, os visitantes tentavam cadenciar a partida para atuar dentro do seu sistema de jogo.

 

E essa diferença no estilo foi preponderante para o triunfo do Pinheiros na partida, sobretudo com o passar do tempo. Depois de um início confuso, o time da capital se encontrou em quadra e passou a acelerar as ações, para desespero do rival, que não conseguia fazer frente à incessante troca de jogadores dos mandantes.

 

Elenco pinheirense foi mais efetivo, anotando 46 pontos contra apenas 04 do adversário (Guilherme Borges) 

 

Inteiro fisicamente, o time pinheirense imprimiu uma defesa agressiva e teve transição eficiente, combinação que lhe deu o domínio da partida ainda no primeiro tempo. Muito mais na disposição do que na organização (prova disso é que Gui Deodato e Shamell se encarregaram da armação), o Mogi conseguiu se restabelecer e equilibrar ações.

 

Mas no fim todo esse conjunto de fatores acabou pesando. Mudando o sistema defensivo conforme a necessidade apontava, os mandantes estancaram a produção mogiana e o castigaram de maneira cirúrgica, com participação fundamental de três atletas que vieram do banco, Ruivo, Bennett e Renato Carbonari.

 

Agora a equipe se prepara para enfrentar o Paulistano nas semifinais do Campeonato Paulista, no Clássico dos Jardins, que devem começar no final de semana, novamente no Ginásio Henrique Villaboim, uma vez que os atual campeão estadual e brasileiro possui o direito de fazer o segundo e terceiro confronto (se necessário) em casa.

 

O JOGO

 

A partida começou da maneira esperada, com as equipes imprimindo muita intensidade e concentrando as ações ofensivas nos arremessos de três pontos de seus alas, com duas tentativas certeiras para lado. Mas não demorou muito para Mogi se estabelecer. Mais à vontade dentro de quadra, contou com boa leitura de jogo de Pecos para romper a defesa do Pinheiros e servir JP e Shamell em tiros de média distância.

 

Nervoso, os donos da casa até conseguiram pontuar através de jogadas individuais, mas não encaixavam uma sequência defensiva e tampouco apresentava tranquilidade para atacar, o que impedia uma real aproximação no marcador. Só que o jogo mudou rapidamente de figura com as trocas promovidas pelos treinadores. Ruivo e Bennet vieram do banco e deram outra cara ao time pinheirense. Pressionando os armadores do adversário e saindo em velocidade, foram os grande responsáveis pela virada dos mandantes ao final do primeiro quarto, 26 a 23.

 

A crescente pinheirense ficou ainda mais clara no começo do segundo período. Intenso, o Pinheiros neutralizou as investidas do adversário, principalmente dentro do garrafão, muito bem protegido por Toledo. Aproveitando os contragolpes puxados por Ruivo e Bennett, a equipe da casa colocou a diferença acima dos dez pontos ainda nos primeiros minutos da parcial, obrigando Guerrinha a pedir tempo.

 

Mas a equipe mogiana demorou a responder. Com falhas no posicionamento defensivo e dificuldade para envolver JP Batista no ataque, os visitantes viram o time da capital trabalhar coletivamente, selecionando bem os arremessos, com destaque para a contribuição de Gabriel no perímetro. Somente na reta final do primeiro tempo que Mogi conseguiu reagir. Até então dependente da individualidade de Shamell, emplacou boa sequência ofensiva, reduzindo a desvantagem, 48 a 40.

 

Armadores do Mogi não conseguiram organizar o ataque da equipe, dificultando a participação dos demais atletas no ataque (Antonio Penedo) 

 

O começo da etapa complementar foi bastante equilibrado. Defendendo de maneira mais agressiva, Mogi impôs mais dificuldades ao Pinheiros, mas, em contrapartida, se precipitou na contra-ofensiva nas primeiras ações. Enquanto isso, Betinho encaçapou duas de fora, recolocando a diferença na casa dos dígitos duplos. A sequência despertou o time do Alto Tietê. Rodando a bola com mais velocidade, encontrou espaços na defesa pinheirense, reduzindo a desvantagem para apenas um pontinho após arremessos de três pontos de Pecos e Shamell.

 

A partir daí o duelo voltou a ficar caracterizado pelo equilíbrio, com os adversários encontrando muita resistência para ir em direção à cesta. A agressividade defensiva, levada ao extremo, gerou muitas faltas. Na linha do lance livre, os visitantes tiveram um aproveitamento maior, consumando a virada ao final do terceiro quarto, 67 a 64.

 

Os donos da casa vieram com uma proposta defensiva diferente para o último período. Atrás no marcador, subiu a marcação, pressionando a saída de bola do adversário. A medida dificultou e muito a organização ofensiva do time mogiano, que ficou dependente do trabalho interno de JP Batista para conseguir pontuar. Do outro lado, o Pinheiros distribuiu o volume entre os contragolpes puxados por Bennett e a contribuição de Renato Carbonari.

 

Apesar de aparentar estar mais inteiro fisicamente, o time da capital passou a marcar meia quadra, o que não comprometeu a segurança defensiva, pelo contrário. Povoando o garrafão, tirou os espaços de JP Batista e Gruber, obrigando o rival  a apostar nas bolas de fora, que não caíram. Com muita inteligência, Ruivo e Pinheiros usaram os bloqueios de Renato para infiltrar e abrir vantagem suficiente para consolidar a vitória e confirmar a classificação, 89 a 84.

 

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