Paulistano domina o Pinheiros e leva decisão pra casa

O Paulistano conquistou um grande resultado na noite desse domingo (30). Mesmo atuando fora de casa, a equipe superou o arquirrival Pinheiros, por 85 a 68, abrindo 1 a 0 na semifinal do Campeonato Paulista.


O atual campeão paulista construiu o triunfo com muita propriedade, sobretudo pelo aspecto defensivo. Com bom posicionamento e ajudas rápidas, neutralizou a participação dos pivôs adversários na realização de bloqueios para infiltrações ou arremessos de fora, principais características do adversário.


A solidez defensiva permitiu que o time tivesse espaço para trabalhar na transição e cautela para organizar ataques mais cadenciados, em que prevaleceu o brilho individual de Yago e Renan, responsáveis por mais de 45% dos pontos do Paulistano na partida.


Sempre muito cauteloso, Régis Marrelli reconheceu a bela partida de seus pupilos, mas reiterou que, apesar do time sair na frente e ter a vantagem de decidir em casa, os playoffs exigem muita disciplina, ainda mais diante de um adversário qualificado como o Pinheiros.


"Foi uma grande vitória mas ainda não ganhamos nada. Demos o primeiro passo mas playoff só termina quando realmente fechar. Agora vamos para casa, jogar ao lado da nossa torcida, mas temos que jogar muito bem para buscar nossa classificação para a final."


Forte sistema defensivo do CAP fez com que nenhum titular do Pinheiros anotasse mais de dez pontos (Ricardo Bufolin)

O discurso foi reforçado também pelos jogadores rivais. O ala pinheirense Gabriel reconheceu que a equipe não estava nos seus melhores dias, mas minimizou o revés, e disse que é a partir dele que o grupo pode buscar alternativas dentro da série.

"Nós começamos mal o jogo e isso se estendeu por boa parte do jogo. Temos total consciência de que não desenvolvemos nem metade do nosso potencial ofensivo. Mas ao final do terceiro quarto eles tinham feito apenas sessenta pontos, o que defensivamente é bom. Hoje não é um dia para se esquecer, apenas para tirar as lições necessárias."


Agora, como dito anteriormente, a série será disputada na casa do Paulistano. Dono da melhor campanha da primeira fase, terá o direito de fazer o segundo e, se necessário, o terceiro jogo na condição de mandante, nos dias 02 e 04, respectivamente.


O JOGO

O Clássico dos Jardins começou com o Paulistano mandando na partida. Com uma defesa agressiva, a equipe visitante não cedeu espaço algum ao Pinheiros. Aproveitando o domínio dos rebotes defensivos, a saída em velocidade de Georginho e Leo Meindl e a pontaria afiada de Renan, o atual campeão paulista e brasileiro abriu treze a zero ainda nos primeiros minutos da partida.


Os donos da casa só entraram de fato no jogo após as mudanças promovidas por César Guidetti. Apostando em uma formação mais baixa e veloz, o time pinheirense conseguiu recuperar algumas posses de bola e pontuar no contragolpe, com destaque para a participação de Bennett e Gabriel. Mas assim como eles, Eddy também veio muito bem do banco, mantendo a vantagem do CAP, 20 a 12.


O Pinheiros deu sequência ao momento positivo começando o segundo período mais ligado. Apesar de não encostar no marcador, a equipe da casa conseguiu tirar o volume do adversário no perímetro, diminuindo um pouquinho a desvantagem em duas jogadas internas, com direito a enterrada de Toledo, gerando insatisfação de Régis Marrelli.


Após o pedido de tempo do comandante, o time visitante retomou o domínio do garrafão, fazendo com que o rival cometesse violação de 24 segundos por duas vezes. No entanto, a equipe desperdiçou algumas oportunidades de pontuar na transição, pontuando apenas na reta final do primeiro tempo em bolas de segurança de Dikembe e Yago, 33 a 21.


Os primeiros minutos da etapa complementar foram muito mais interessantes do que todo o segundo quarto. Com boa movimentação ofensiva, os adversários abriram quadra para infiltrações dos seus armadores e alas, trocando cestas por alguns momentos, até o Pinheiros se estabelecer. Em uma sequência de arremessos de Isaac e Gabriel na linha dos três, os mandantes cortaram a desvantagem, que estava em treze, para apenas cinco pontos.


Mas a reação pinheirense foi rapidamente contida pelo Paulistano. Mais atento a movimentação ofensiva dos mandantes, o time de Régis Marrelli tirou o volume ofensivo do rival no perímetro, recuperando a confiança e a tranquilidade para trabalhar na contra ofensiva. Liderado por Yago e Renan, os visitantes converteram bolas de segurança e diversos lances livres, entrando na última parcial com grande vantagem, 65 a 47.


A diferença que já era grande ficou ainda maior no começo do último quarto. Em pouco menos de dois minutos, o CAP aplicou uma corrida de sete a zero em rebote ofensivo de Antônio e sequência individual de Yago, praticamente liquidando a partida ao abrir vinte e quatro pontos de diferença no marcador.


Com dificuldade para trabalhar coletivamente, o Pinheiros encontrou na individualidade de Bennett um desafogo ofensivo. Mas apesar do desempenho do ala-armador, os visitantes seguiam superiores. Consistente, o Paulistano manteve o nível de concentração, sacramentando a vitória com tranquilidade, 85 a 68.


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