Paulistano abre larga vantagem, vê Pinheiros reagir mas se garante na final do Campeonato Paulista

03/10/2018

O Paulistano é o primeiro finalista do Campeonato Paulista. Jogando ao lado do seu torcedor, o CAP voltou a superar o Pinheiros, no Clássico dos Jardins, garantindo a classificação à decisão com a vitória por 92 a 88, no segundo jogo da semifinal.

 

Assim como no primeiro confronto, os atuais campeões paulista e brasileiro, começaram a partida se impondo e esse cenário permaneceu durante boa parte do duelo. Mas diferentemente do embate de domingo, o Pinheiros se recuperou e chegou a assumir a liderança nos minutos finais, dando emoção e imprevisibilidade à partida.

 

Nesse momento positivo do rival, pesou a experiência dos jogadores mas experientes da equipe (Leo Meindl e Hubner), responsáveis por devolver o domínio da partida ao clube, pontuando em infiltrações e na linha do lance livre, onde o rival desperdiçou pontos preciosos.

 

Coube a Guilherme Hubner sacramentar a vitória na linha do lance livre (Reprodução/Paulistano Basquete)

 

Ao final da partida, Régis Marrelli, comandante do Paulistano, creditou a queda de rendimento da equipe ao crescimento do rival na segunda etapa mas, com razão, valorizou a classificação à decisão do estadual para lutar pelo bicampeonato.

 

"Fomos irregulares no segundo tempo. Fizemos muita que geraram lances livres, eles fizeram muitas bolas de três pontos também. Mas o importante é a vitória. Agora vamos se preparar para a final em busca do bicampeonato."

 

Por ter feito a melhor campanha da primeira fase, o Paulistano terá o direito de fazer o segundo e o terceiro (se necessário) jogo em casa, independentemente do adversário, que sairá da série entre Bauru e Franca. O terceiro e decisivo confronto entre os rivais será no sábado, no Ginásio Panela de Pressão.

 

Sendo assim, a decisão deve começar no meio da próxima semana. Até lá, o time ganha uma semana para recuperar a condição física dos jogadores e aperfeiçoar o plano de jogo, sobretudo defensivo, um dos pontos que Régis Marreli mais presa.

 

O JOGO

 

Assim como no primeiro jogo, o Paulistano começou a partida mais concentrado. Defendendo de maneira agressiva desde o primeiro minuto, evidenciou o desequilíbrio ofensivo e mental do adversário. Aproveitando os contragolpes e os lances livres decorrentes de falta antidesportiva e falta técnica, abriu dez pontos de vantagem rapidamente.

 

Mesmo com o controle das ações, o time da casa não mudou a postura. Atento a troca de passes no perímetro, tirou o volume do rival nos arremessos de fora, mas por conta da cobertura precisa na linha de três, cedeu espaços na área pintada. Por ali, Renato bem que tentou conduzir seus companheiros à uma recuperação, mas sempre que o Pinheiros se aproximava, o CAP respondia, na maioria das vezes com Hubner, fechando o primeiro quarto à frente, 23 a 16.

 

O cenário permaneceu o mesmo no começo do segundo período. Mantendo a defesa alta, o Paulistano anulou o principal jogador do arquirrival, o ala Betinho. Com ele isolado das ações ofensivas do time, outros atletas chamaram a responsabilidade e conseguiram cmputar alguns pontinhos por meio de infiltrações, mas os mandantes tinham uma resposta imediata a cada cesta pinheirense, com destaque para o jogo coletivo da equipe, que funcionava com fluidez.

 

Na reta final do primeiro tempo, o CAP chegou a abrir sua maior vantagem dentro da partida. Em falta antidesportiva de Toledo, Leo Meindl aproveitou os lances livres e Yago converteu tiro de fora, aumentando a diferença para quinze pontos e obrigando Guidetti a parar o jogo. Depois do tempo técnico, o Pinheiros reagiu e diminuir um pouquinho o prejuízo parcial, 48 a 39.

 

Disposto a liquidar de vez o confronto, o Paulistano voltou com a mesma intensidade para a etapa complementar. Movimentando a bola com velocidade, criou e aproveitou as situações ofensivas, pontuando com quatro dos cinco atletas em quadra, enquanto o adversário desperdiçava bandejas e lances livres. Tamanha disparidade fez com que o time da casa abrisse dezesseis pontos de vantagem na metade da parcial.

 

A resposta do Pinheiros veio com a mudança no sistema defensivo. Exercendo pressão quadra toda, tirou o rival de sua zona de conforto, conseguindo voltar para a partida com grande participação dos atletas que vieram do banco, Ruivo e Gabriel, precisos nos arremessos da zona morta, 71 a 63.

 

A crescente pinheirense ficou nítida no começo do último quarto. Apesar do Paulistano ter aberto onze de frente no primeiro minuto, foi o time visitante que se estabeleceu na parcial. Com trocas bem ajustadas e saída em velocidade, o Pinheiros chegou a assumir a liderança após boa sequência ofensiva dos armadores da equipe, Dawkins e Ruivo, agressivo em direção à cesta.

 

Demonstrando muita maturidade, o Paulistano retomou não apenas a dianteira como o comando das ações rapidamente, em duas infiltrações que acabaram em jogadas de cesta e lance livre de bonificação. O Pinheiros diminuiu e até teve a chance de buscar o empate, mas desperdiçou as oportunidades que teve na linha do lance livre e no perímetro, acabando eliminado com a derrota por 92 a 88.

 

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