Valorizado pela qualidade técnica e pela multiplataforma midiática, NBB começa nesse sábado

12/10/2018

O início do Novo Basquete Brasil nunca foi tão aguardado como agora. Após uma década de crescimento e amadurecimento enquanto produto, o NBB está mais consolidado do que nunca, tanto no aspecto técnico quanto sob a ótica mercadológica.

 

A explicação para isso passa pela organização dos clubes e da Liga Nacional que, críticas à parte, sobretudo em relação ao fechamento de inúmeras franquias, tem cumprido o que dela se espera, criando artifícios para a entrada de parceiros que viabilizam e impulsionam o nível técnico do campeonato.

 

Assim, ano após ano, é possível ver um equilíbrio maior entre as equipes do primeiro escalão, antes polarizado entre Flamengo e Brasília, maiores campeões, com cinco e três títulos, respectivamente.

 

Embora a dupla ainda se mantenha distante em relação ao número de conquistas, nos últimos anos os times paulistas prevaleceram, com destaque para Bauru e Paulistano, último campeões nacionais, além de Franca e Mogi, que dividem o protagonismo paulista nas últimas edições.

 

Completamente reformulado, Paulistano defende a manutenção do título nacional (FotoJump/LNB) 

 

Esses fatores foram preponderantes para que o NBB se valorizasse e se tornasse a menina de ouro dos grandes veículos midiáticos. Com a saída do Grupo Globo, que detinha o direito de transmissão, a Liga Nacional pôde colocar em prática um plano antigo.

 

Nessa temporada, o público poderá acompanhar as partidas em tempo real, por meio de seis canais de comunicação diferentes, entre TV aberta (Band), TV fechada (ESPN, FOX Sports e Band Sports) e as redes sociais (Twitter e Facebook), em uma cobertura multiplataforma jamais vista no esporte nacional, como relembra o presidente da Liga Nacional, João Fernando Rossi.

 

"O NBB oferecerá algo inédito para o fã do esporte. Essa multiplataforma se destaca pela descentralização do conteúdo e pelo ineditismo em sua variada forma de distribuição. A LNB mais uma vez se posiciona de forma pioneira no mercado democratizando o basquete para a população brasileira e internacional."

 

Cada veículo ficará responsável pela transmissão em um determinado dia da semana, como mostra a imagem acima (Luiz Pires/LNB)

 

A inovação também foi comemorada pelos jogadores. Tetracampeão do NBB e presente desde a primeira edição do campeonato, Alex Garcia fala com propriedade sobre as transformações positivas que o basquete nacional sofreu ao longo da última década, principalmente em relação à popularização do esporte.

 

“É um momento muito especial e temos que nos orgulhar. Lá no início do NBB tínhamos só uma transmissão e já achávamos bom, agora teremos quase a semana inteira. Isso tudo mostra a credibilidade que o NBB e o basquete ganharam no Brasil. Somos reconhecidos na rua em vários lugares, mas ainda assim tem muita gente que não tem acesso ao basquete. Agora, com todas essas plataformas, todo mundo terá acesso, consumir o NBB e os atletas, isso é muito especial." 

 

A visão é compartilhada por Ricardo Fischer. Para o atleta do Corinthians, o modo da Liga Nacional enxergar e organizar o Novo Basquete Brasil foi fundamental para a valorização do produto e para que ele acompanhasse as inovações tecnológicas.

 

"O NBB só chegou nesse ponto porque começou a enxergar o basquete como business. Antes muitos só enxergavam o basquete dentro da quadra, treinos, jogos, mas isso tem que ser visto como negócio mesmo. Além disso, o NBB foi criando uma credibilidade muito grande ano a ano, e o resultado está aí. Se fossemos pensar a dez anos atrás, não tínhamos as mídias sociais que temos, atingindo a quantidade de fãs que atingimos. Todo mundo sai ganhando com isso, tanto atletas, os fãs e o basquete brasileiro em geral."

 

Em fase final de recuperação após reconstrução dos ligamentos do joelho direito, Alex deve voltar as quadras em meados de novembro (Luiz Pires/LNB)

 

A comunidade basqueteira já começará a se beneficiar das transmissões a partir desse sábado. Como tem se tornado rotina nos últimos anos, os últimos finalistas (Paulistano e Mogi das Cruzes) abrem a competição, em um duelo recheado de rivalidade, que será transmitido pela Band e pela ESPN.

 

A emissora aberta, por sinal, mudou a programação para poder realizar a transmissão de Brasília e Vasco, em uma rodada dupla para torcedor nenhum botar defeito. Um pouco mais tarde, Pinheiros e Bauru medem forças, assim como Basquete Cearense e Flamengo, partida que passará ao vivo pelo Facebook.

 

SISTEMA DE DISPUTA

 

A décima primeira edição do Novo Basquete Brasil seguirá os moldes das últimas temporada. Das quatorze equipes que vão disputar a competição, as doze melhores garantem vaga nos playoffs, sendo as quatro primeiras de forma direta para as quartas de final.

 

A única diferença está justamente no sistema de disputa das oitavas de final, entre o quinto e décimo segundo colocados. Para não prejudicar os membros do G4, que vão descansar nessa primeira fase do mata-mata, os duelos serão em melhor de três partidas.

 

No entanto, a partir das semifinais, volta o sistema padrão, com as séries se entendendo, se necessário, a cinco duelos.

 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags