Na abertura do NBB, Mogi das Cruzes derrota o Paulistano

13/10/2018

Paulistano e Mogi das Cruzes fizeram jus à toda expectativa criada para a abertura do Novo Basquete Brasil. Na reedição da última decisão do NBB, o time do Alto Tietê desbancou os atuais campeões da competição, na capital paulista, pelo placar de 85 a 75.

 

Para sair de quadra com a vitória, Mogi teve de se desdobrar. Desfalcado de três jogadores fundamentais para a rotação, contou com eficiência de seu quinteto titular (responsável por 81 pontos) para fazer frente ao rival, castigando-o justamente nos fundamentos que ele domina há algum tempo.

 

Com uma defesa forte, teve equilíbrio e quadra para contragolpear. Mesmo quando os donos da casa impediam a saída em velocidade, os visitantes tiveram paciência para trabalhar no cinco contra cinco, com boa distribuição de jogo de Arthur Pecos, que flertou com um triplo-duplo (13 pontos, 11 rebotes e 09 assistências).

 

Sob batuta do armador, Mogi abriu a caixinha de ferramentas, mostrando equilíbrio entre a força do seu jogo interno e externo, sabendo respeitar o momento de cada atleta dentro da partida, especialmente no último quarto, vencido por 28 a 19, após sequência avassaladora de Shamell.

 

Com 21 pontos, Shamell foi o cestinha da partida (Guilherme Borges) 

 

Em relação ao Paulistano, ficou a impressão de um desgaste emocional pela perda do título paulista para o Franca no meio da semana. Apesar de ter feito boa partida, equipe apresentou dificuldades para concluir os ataques nos minutos finais do duelo, com algumas precipitações.

 

Agora, os adversários terão a semana toda para trabalhar antes dos próximos compromissos. Na sexta, o Paulistano tentará a reabilitação diante do Corinthians, fora de casa. No sábado é a vez do Mogi fazer sua estreia em casa, contra o Basquete Cearense.

 

O JOGO

 

Os rivais começaram a partida imprimindo muita intensidade. Apesar da agressividade, faltava leitura ofensiva, o que impediu a movimentação no marcador durante os primeiros minutos. Aos poucos, o Mogi foi tomando melhores decisões ofensivas, principalmente na transição, onde o time soube aproveitar a superioridade numérica e a força de sua dupla de pivôs para assumir o controle do jogo.

 

Só que o panorama da partida mudou completamente após a entrada de Yago. Tirando vantagem dos seus cortes rápidos, boa visão de jogo e volume ofensivo, guiou seus companheiros a uma recuperação consistente, que permitiu ao Paulistano assumir a dianteira e fechar o primeiro quarto com vantagem de quatro pontos após bandeja de Du Sommer, que retornou de lesão após cinco meses afastado, 19 a 15.

 

O segundo período começou bastante equilibrado e muito por conta da melhora defensiva das equipes, que passaram a controlar melhor o volume dos homens mais altos, com boa rotação defensiva. Assim, os armadores assumiram o papel de pontuadores, protagonizando um duelo acirrado, com destaque para a pontaria calibrada de Yago e as infiltrações de Pecos e Cafferata.

 

Após a saída de Yago, os mandantes perderam a organização ofensiva, ficando dependente da individualidade de Leo Meindl, que, por alguns minutos, conseguiu sustentar a vantagem da sua equipe através de infiltrações. Mas, na reta final do primeiro tempo, a defesa mogiana isolou o atleta, limitando o volume do Paulistano. Seguro nos rebotes, explorou a velocidade de Pecos na transição e o suporte de Shamell e JP Batista, para retomar a dianteira e ir para os vestiários à frente, 41 a 39.

 

JP Batista anotou quatorze dos seus dezesseis pontos na primeira metade (Reprodução/NBB)

 

Apagado no primeiro tempo, Renan teve papel fundamental no começo da etapa complementar. Protegendo muito bem o garrafão, deu o balanço defensivo necessário para que seus companheiros saíssem no contragolpe, retomando a liderança após infiltrações Leo Meindl e Yago, além da enterrada do próprio ala-pivô, que iniciou a jogada com rebote defensivo e percorreu toda a quadra para conferir a jogada.

 

A partir da metade da parcial, o desempenho das equipes caiu drasticamente. Acelerando demais o ritmo de jogo, os adversários não tomaram as melhores decisões e precipitaram inúmeros arremessos, deixando o marcador inalterado por alguns minutos. Nos instantes finais, Shamell apareceu bem na contra-ofensiva e recuperou a dianteira para o Mogi das Cruzes, 57 a 56.

 

O Paulistano chegou a passar à frente no marcador na primeira movimentação ofensiva do último período, mas a primeira metade da parcial foi completamente dominada pelo time visitante. Bem organizado dentro de quadra, rodou bem a posse da bola até encontrar espaços nas costas da defesa dos mandantes, para abrir seis pontos de vantagem após arremessos de fora de Gui Deodato e Shamell, além de bandeja reversa de Gruber.

 

Após o pedido de tempo de Régis, os mandantes subiram a marcação, pressionando a saída de bola do adversário. Assim, conseguiu sustentar duas defesas, passando a frente após infiltrações de Antônio e arremesso de Roquemore. Mas Mogi não sentiu o golpe e liquidou a partida com grande participação de Shamell, responsável por uma roubada de bola, assistência para Pecos, além de duas bolas de fora, que deram números finais ao jogo, 85 a 75.

 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags